segunda-feira, 13 de julho de 2015

Nº. 1334 - Doutrina Cooperativista



1. Se o maná, como alimento milagroso caído dos céus, jorrasse em abundância para satisfazer as necessidades do homem este não precisaria de trabalhar.

2. Dado que os bens essenciais são escassos e os desejos dos homens ilimitados, uma minoria preocupa-se em entesourar recursos; largo número de apaniguados dos plutocratas vivem à sombra destes, enquanto milhões de pessoas passam por grandes privações materiais.

3. Bom é ter presente que o trabalho consiste na aplicação das forças e faculdades do homem para a produção de algo que, por vezes, não serve para o bem comum, alimentando patrimónios alheios, satisfazendo necessidades próprias imediatas, solvendo obrigações fiscais.

4. O homem primitivo lutava para sobreviver às agruras do meio ambiente e, no concerto agrupado, ganhou a adequada consistência, tendo por base os conhecimentos adquiridos, bem como a proficiência individual manifestada nas tarefas acometidas.

5. A actividade profissional deu origem a um crescente número de classes, com destaque para aquela dos chefes, a dos sacerdotes, a dos guerreiros, a dos aprovisionadores, etc., que, a partir de uma mera troca de produtos, criou o incipiente mercado.

6. A permuta de mercadorias deu origem a uma economia de mercado em que os indivíduos tomam as decisões acerca da produção e consumo na versão liberal e, na opção socialista, obedecem a uma centralização burocrática.

7. A Economia Social aqui defendida assenta na "associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações, económicas, sociais e culturais, por meio de empreendimentos de propriedade comum e gestão democrática".

Nau

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