sexta-feira, 31 de julho de 2015
Nº. 1352 - Fim de Semana 31
1. Somos contra os regímenes partidocráticos e os regímenes teocráticos, quer estes estejam mascarados de direita, quer de esquerda, pois ambos são controlados por uma minoria dominante. O PCTP/MRPP é a excepção que confirma a regra.
2. Como é óbvio, defendemos a doutrina comunalista, tendo por base um território franco mas dentro de certos limites - a Comuna - onde a população residente tem a faculdade de harmonizar as leis em curso, pela via cooperativista.
3. Ora o cooperativismo tem por objecto promover o desenvolvimento económico e o bem estar dos associados, mediante a participação activa exigida por uma autogestão responsável em que os valores da ajuda mútua, da equidade e da solidariedade estão sempre presentes.
4. Dado que as cooperativas são geridas pelos cooperadores, importa manter as perspectivas originais estimulando a participação sem esquecer a comunidade; pugnando por uma Economia Social que não será obra de tecnocratas, mas de todos que têm consciência ser a dicotomia de dirigentes e dirigidos o mais do mesmo.
5. Jogos políticos preconizados por homens como José Saramago que, muito religioso e de fé inabalável no credo comunista dos sovietes, afirmando-se ateu, lançava atoardas contra a Igreja de Roma, pela eventual concorrência estratégica.
6. O que importa é uma luta racional, com os pés bem assentes na Terra, não só por ti, mas também com e pelos outros, mesmo pelos "cadáveres adiados que procriam", não baixando as guardas por denegação a qualquer tipo de luta.
7. No próximo acto eleitoral o voto de protesto é consubstanciado com o PCTP/MRPP.
Nau
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Nº. 1351 - Luta Popular
1. Luta!. Este o grito incentivador que é mister guardar para nós próprios.
2. Luta contra a acomodação, bem como contra o andar de ramo em ramo, perdendo a energia para os grandes voos.
3. Luta contra o parecer mal, obediência inflexível a certas normas de procedimento, convencional ou tradicionalmente estabelecido.
4. Luta contra a sistemática preguiça que vai proporcionando o adiar do que é, cada vez mais e evidentemente, inadiável.
5. Luta contra a subserviência; contra a bajulação por conveniência; contra a servil condescendência; contra o não fazer ondas por mera aquiescência.
6. Luta racionalmente, com os pés bem assentes na Terra, não só por ti, mas também com e pelos outros, mesmo pelos "cadáveres adiados que procriam", não baixando as defesas por denegação a qualquer tipo de luta.
7. No próximo acto eleitoral vota PCTP/MRPP.
Nau
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Nº. 1350 - Prelo Real
1. Referências depreciativas a Saramago são crime e os defensores de donzelas ofendidas, pressurosamente, vieram lembrar ser aquele autor o primeiro e único Prémio Nobel atribuído à literatura portuguesa.
2. Porém, o dito galardão era suposto ser conferido àqueles que tivessem prestado largo contributo à humanidade, tanto pelas suas obras literárias, bem como pelas actividades políticas, estas mormente conotadas com aqueles que se pavoneiam pela esquerda intelectofóbica.
3. Ora a notoriedade de Saramago, tal como o próprio nome indica e alguém já tivera tido a oportunidade de chamar a atenção para esse facto, advém da família das crucíferas, planta rasteira de folhas ásperas e tendência em infestar os campos cultivados.
4. Homem esforçado e muito religioso, de fé inabalável no credo comunista dos sovietes, Saramago afirmava-se ateu, lançando atoardas contra a Igreja de Roma, aliás, Vaticano, pela eventual concorrência política.
5. Comparar a escrita trabalhada de Saramago - feita de sangue, suor e rancores, digo, lágrimas - ao estilo fluente e urbano de Miguel Sousa Tavares - seguro e culto - é de uma insensibilidade patológica ou mera cegueira clubista.
6. Por outro lado, Miguel Esteves Cardoso, num só livro ultrapassa, de longe, em ironia e segurança, a obra toda do incensado Saramago, sem apadrinhamentos políticos e/ou receitas meramente oportunistas.
7. Sendo a escrita de Diogo Amaral mais solta, isto é, menos trabalhada do que a de Saramago, a criatividade e a modernidade deste sobreleva o receituário politicão saramarengo.
Nau
terça-feira, 28 de julho de 2015
Nº. 1349 - RAC
1. A real actividade cooperativa sublima a cooperação, a acção propriamente dita, bem como a referência a bens que não a pessoas.
2. Sendo um acto deliberado, a cooperação significa trabalho - exercício material ou intelectual para fazer ou atingir certos objectivos - privilegiando a comunicação entre os associados.
3. Concebendo o mundo, segundo o método dialéctico, como um conjunto de processos que vão no sentido de mudanças contínuas, o desenvolvimento económico e o bem-estar harmonizam-se.
4. Logo, a cooperativa é a unidade onde os associados procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem a preocupação doentia do lucro.
5. As decisões tomadas em gabinete ferem as relações sociais colectivas, sistematicamente comprometendo a comunicação precariando-a e, sobretudo, a intercomunicação, enfraquecendo o espírito cooperativo.
6. Dado que as cooperativas são geridas pelos cooperadores, importa manter as perspectivas originais estimulando a participação sem esquecer a comunidade, sem perder de vista a importância da comunicação.
7. A Economia Social não será obra de tecnocratas, mas de todos aqueles que têm consciência que a dicotomia dirigentes e dirigidos é o mais do mesmo.
Nau
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Nº. 1348 - Doutrina Cooperativista
1. Muitos são os monólogos que tenho tido neste espaço acerca da doutrina cooperativista, para lá dos diálogos que cultivo a respeito do mesmo assunto, sempre que para tal o ensejo se apresente.
2. Uns mostram-se mais interessados do que outros acerca da ideia da cooperação, mas poucos são aqueles que tomam a iniciativa de gizar um projecto dentro do referido esquema, alegando ser coisa muito complicada ou não ter capital, nem vagar para investir no assunto.
3. Certo é o lazer, como folga do trabalho, não ser coisa fácil e o capital investido - tanto em bens materiais, como em coisas para recreação - exigir tempo, mais que não seja para ida ao futebol, previamente assegurando o pagamento de quotas ao clube preferido.
4. Ora o cooperativismo tem por objecto promover o desenvolvimento económico e o bem-estar dos associados, mediante a participação activa exigida por uma autogestão responsável em que os valores da ajuda mútua, da igualdade, da equidade e da solidariedade estão sempre presentes.
5. Porém, a maioria das pessoas simplesmente almeja por uma ocupação remunerada, poucas responsabilidades, e, sempre que têm acesso a funções directivas, é dura para com os fracos e complacente para com os fortes.
6. O chefe é uma figura indispensável - embora criticado in absentia - sempre que as coisas não correm de feição aos subordinados, porquanto ninguém quer arcar com qualquer tipo de responsabilidades, aliás, ser minimamente responsabilizável.
7. No entanto, os co-proprietários da unidade cooperativa, tendo apenas um voto (independentemente da quota e/ou investimentos realizados) não poderão alienar o dito nas funções deliberativas.
Nau
domingo, 26 de julho de 2015
Nº. 1347 - Portal Comunalista
1. O portal não esconde a parte invariável e comum às palavras da mesma família que designa abertura para dar entrada ou saída a pessoas.
2. A undécima letra do alfabeto, na posição terminal, revela o magnífico acesso ao edifício aqui vislumbrado, este consistindo num conjunto de ideias sublimes que dão corpo à doutrina comunalista.
3. Como é óbvio, a doutrina comunalista tem por base um território franco mas dentro de certos limites - a comuna - onde a população residente tem a faculdade de harmonizar as leis em curso.
4. Logo, o conjunto de princípios político-económicos em que se baseia o comunalismo preconiza a co-propriedade, a autogestão e o mutualismo, tendo por fundamento a ideia peregrina da cooperação.
5. Assim - ao contrário das políticas demo-liberais de mercado despudonoradamente monopolizadas pelos plutocratas e seus apaniguados, bem como dos centralismos republicanos, de estrutura piramidal tendo por vértice um consílio deliberativo - o cooperativismo fortalece o espírito comunalista.
6. Este espaço é reservado a amplos debates: à consolidação do espírito comunalista; à prática cooperativista; à abjuração de soberanos a prazo do agrado da burguesia dominante.
7. O Portal Comunalista aguarda a vossa participação.
Nau
sábado, 25 de julho de 2015
Nº. 1346 - Psyche
1. Discordâncias poucas; pontos de convergência muitos. Mas o que importa é ler, comentar e divulgar, tal como é sugerido no "Luta Popular".
2. No início deste ano, 2015.01.23, "António Costa em Falência Multiorgânica", texto de Arnaldo de Matos, é algo a não perder e comentar no local do costume.
3. Importa ouvir Garcia Pereira, "Traição do Syriza", intervenção no programa Em Foco, do ETV, em 2015.06.23, agora disponível em vídeo.
4. Ainda acerca da Grécia, pelo punho de Vasco Pulido Valente, no J.Público de 2015.06.26, que, com inegável autoridade, escalpeliza o assunto.
5. Com eleições à porta, os partidos do arco governamental apelam para maiorias absolutas, embora cientes quem manda é Bruxelas.
6. Os Syryzas portugueses, BE e franjas em coro com os sociais-fascistas, vão ziguezagueando dado que, quanto pior, melhor.
7. Resta o voto da esperança na mudança: vota PCPT/MRPP com confiança.
Nau
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Nº. 1345 - Fim de Semana 30
1. A história fascina muita gente, sendo lugar comum afirmar que ela é mestra da vida quando tida como experiência, isto é, prática que não receita política.
2. Monárquicos ditos de esquerda poderão ser tolerados nalguns espaços internáuticos, mas cooperativistas! - coisa que criticam por não entenderem os fundamentos - está fora de questão.
3. A actividade cooperativa assenta na associação de pessoas que - privilegiando a cooperação, a ajuda mútua, a solidariedade, sem a persecução doentia do lucro - administra a entidade colectiva social que se fortalece através da satisfação das necessidades dos co-proprietários.
4. De mãos dadas - a produção, o consumo e a usura - são o poder invisível ao serviço dos plutocratas. Entretanto, sem a intervenção de deuses e sem o amparo de sacerdotes, os cooperativistas juntam os seus magros pecúlios e lá vão fazendo pela vida.
5. A hipótese de férias (minguadas pelos compromissos assumidos) ainda permite o ordenar dos livros nas estantes, trazendo cada um deles lembranças gratas, experiências vividas.
6. Tanto governos autoritários, como os de origem parlamentar são meras caixas de ressonância do grande capital que extravasa fronteiras; o centralismo republicano apartidário de assembleias múltiplas e estrutura piramidal, tem por vértice um consílio deliberativo, suposto controlar o capitalismo estatal.
7. O nosso poder de decisão é, qualitativamente discutível, mas jamais inalienável; o concerto entre unidades cooperativas - uniões, federações e confederações - é o escudo eficaz contra os capitalismos plutocratas ou dos apaniguados do centralismo republicano.
Nau
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Nº. 1344 - Luta Popular
1. A luta popular aqui sugerida não vai no sentido de provocações estéreis, de rixas velhacazes, mas tão-somente do debate de ideias.
2. Excluída a forma de governo em que o poder se afirma como autoridade absoluta e feição plutocrata, teremos executivos resultantes de votações anódinas e base parlamentar - versão partidocrática - ou de assembleias múltiplas e estrutura piramidal do centralismo republicano.
3. Tanto os governos autoritários, como os de origem parlamentar são meras caixas de ressonância do grande capital que extravasa fronteiras; o centralismo republicano, apartidário, de assembleias múltiplas e estrutura piramidal, tem por vértice um consílio deliberativo, suposto controlar o capitalismo do Estado.
4. Nas votações anódinas, o eleitor é impelido a delegar o seu poder de decisão a alienatários irresponsabilizáveis, mormente representantes de facções políticas e/ou demagogos que, excitando as paixões populares acerca de problemas que os ditos demagogos se propõem resolver, apenas buscam cair nas boas graças destes para alcançar as cadeiras do poder.
5. Claro que ninguém melhor do que o próprio saberá defender o que mais lhe interessa, embora a capacidade de uma ponderada decisão seja variável de indivíduo para indivíduo, pelo que o diálogo e concerto entre pessoas com idênticos problemas será a forma mais racional para se obter consensos.
6. Nós, os cooperativistas, procuramos satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias dentro da associação em que activamente participamos, tendo por suporte os pecúlios e quotizações por nós realizadas; exercitando a autogestão e o espírito de independência.
7 O nosso poder de decisão é discutível, jamais alienável; o concerto entre as unidades cooperativas em uniões, federações e confederações são o escudos eficaz contra os capitalismos plutocratas ou dos apaniguados do centralismo republicano.
Nau
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Nº. 1343 - Prelo Real
1. A hipótese de férias (minguadas pelos compromissos assumidos) ainda permite ordenar os livros nas estantes, trazendo cada um deles lembranças gratas, experiências vividas.
2. Miguel Sousa Tavares, senhor da pesada herança - do lado paterno, a jactância da palavra; da parte da mãe, a vivacidade intelectual - espraia-se nas distâncias e nas reportagens sociais. "Rio das Flores" e "Madrugada Suja" fazem parte da selecção para novas consultas.
3. MEC, aparentemente desajeitado, apenas choca os mais distraídos pelos títulos bombásticos com que são designadas algumas das suas obras. Muito mais profundo do que Albino Forjaz de Sampaio e mais vernáculo do que o alçapremado José Saramago, o multifacetado Miguel Esteves Cardoso veio para ficar como um grande senhor das letras portuguesas. Aqui, a selecção vai para "A Causa das Coisas".
4. L'enfant terrible Domingos Amaral, atento ao pulsar da vida ao seu redor, escreve com simplicidade de um relato informal, sem grandes preocupações literárias - mais paixão e conteúdo do que o trabalhar da palavra - apostando no enredo, bem como no leitor compulsivo. A obra selecionada será "O Retrato da Mãe de Hitler" dado que a primeira leitura coincidiu com algumas das minhas infernais deslocações.
5. O meu livro de ouro sobre azul é "O Grito do Gaio", de João A. Pestana Teixeira, cheio de personagens que me são familiares e uma escrita encantadora, livro mantido sempre à mão pois fala de um Alentejo que não tem idade e de um dia-a-dia sempre perto de nós.
6. Nesta selecção de prosa para uma hipotética vilegiatura, os versos não poderão faltar, pelo que o livro do poeta batalhense José Travaços Santos - "Círio" - obra mais recente deste autor, não pode deixar de ser incluída.
7. Certo, certo são as palavras da minha mulher - Tanto livro!. Será que desta vez teremos uma semana completa de férias?.
Nau
terça-feira, 21 de julho de 2015
Nº. 1342 - RAC
1. Na Antiguidade, o poder de se fazer obedecer provinha dos deuses e era consagrado pelos sacerdotes.
2. Cansados da intervenção medianeira, os deuses tornaram-se chefes das facções políticas, obedecendo apenas ao poder do grande capital.
3. Porém, o dinheiro não tem cara, escondendo-se atrás dos tecnocratas que se põem a jeito, na versão moderna de demagogos.
4. A legitimidade dos tecnocratas é consagrada pelo voto anódino e a salvaguarda do grande capital reside no Estado de Direito.
5. De mãos dadas - a produção, o consumo e a usura - são o poder invisível, embora ao serviço dos plutocratas.
6. Sem a intervenção de deuses e sem o amparo de sacerdotes, os cooperativistas juntam os seus magros pecúlios e vão fazendo pela vida, procurando apenas satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.
7. Claro que o tecnocratas têm sempre razão, mas nós, os cooperativistas, a falar cá nos entendemos.
Nau
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Nº. 1341 - Doutrina Cooperativista
1. A cooperativa é uma unidade de produção e/ou consumo destinada ao fornecimento de bens ou de serviços à comunidade.
2. Os bens de capital ou consumo são provenientes das empresas agrícolas ou industriais; os serviços são proporcionados pelas empresas de transporte, empresas de saúde, empresas seguradoras, empresas bancárias, etc., relevantes para a consolidação de uma Economia Social.
3. A actividade cooperativa assenta na associação de pessoas que - privilegiando a cooperação, a ajuda mútua, a solidariedade sem a persecução doentia do lucro - administra a entidade colectiva social que se fortalece através da satisfação das necessidades dos co-proprietários.
4. O benefício dos associados exige a aplicação de critérios racionais e de eficiência implementados pelos elementos administrativos a fim de manter uma coesão operacional e adequada proximidade, tornando ainda mais claro e vinculativas as decisões e inerentes juízos.
5. A ajuda mútua vem dos tempos mais remotos - a Idade da Recolecta, a Antiguidade longíqua, o Império Romano, a Idade Moderna - impondo-se nos nossos dias como o escudo mais eficaz contra o capitalismo liberal e o capitalismo socialista, ambos burocratizantes porquanto assenta em minorias com fome de poder.
6. O aumento vertiginoso da produção e consumo - ambos tendentes à maior escravização do maralhal aos apetites das supracitadas minorias - fundamenta-se na apropriação doentia e no apetite pantagruélico dos usurários que multiplicam a produção de drogas e armas de destruição maciça, comprometendo a saúde do Planeta Azul.
7. Ajuda mútua e solidariedade; participação activa; integração harmoniosa na comunidade (comunalismo); educação e instrução cooperativas; revitalização do espírito sublime de Reino (sem preconceitos sociais, raciais ou religiosos) são as teses defendidas pelo CMC.
Nau
domingo, 19 de julho de 2015
Nº. 1340 - Portal Comunalista
1. Embora denominado portal pelos criadores, este espaço tem sido espiolhado pelos visitantes como janela de rés-do-chão sem cortinas.
2. Provavelmente, os mais introvertidos vigiam este portal, de lugares estratégicos, através de binóculos bem dissimulados, a fim de evitar qualquer comprometimento.
3. A malta desta freguesia, contra as regras estabelecidas, tem procurado animar a festa com entradas fortuitas, prontamente detectadas e excluídas.
4. Porém, tal astúcia é completamente desnecessária porquanto monárquicos de esquerda poderão ser tolerados, mas cooperativistas! - coisa que dificilmente entendem - está fora de questão.
5. Não havendo fotografias para bajular a figura do Rei ou da Família Real, nem de santos padroeiros para manifestar as suas devoções convencionais, os curiosos entram mudos e saem calados
6. Sempre que resta algum tempo livre, o autor destas linhas visita os espaços assumidos como monárquicos e, segundo parece, os membros de cada grupo avançam, à vez, dando um arzito da sua graça.
7. Aqui, a coisa tem que mudar. Talvez a linha de tudo ao molho e fé em Deus resulte...
Nau
sábado, 18 de julho de 2015
Nº. 1339 - Psyche
1. A história não é uma ciência, mas simples registo de factos que uma elaborada conjectura transforma em dados para a formação de um juízo científico.
2. Todas ciências socorrem-se de registos antigos para sublinhar evoluções padronizáveis, relegando para a sociologia as origens, as estatísticas, os aspectos demográficos e outras coisas da mesma sorte.
3. A história fascina muita gente, sendo lugar comum afirmar que ela é mestra da vida quando tida como experiência, isto é, prática que não receita política.
4. O passado é visto com os olhos do presente e as várias interpretações possíveis correspondem aos problemas e eventuais receitas que nos encontramos motivados em aquiescer.
5. Embora o passado seja algo impossível de ser modificado, o conhecimento deste, mesmo quando baseado em testemunhos idóneos, transforma-se de acordo com os objectivos do correlacionador.
6. Posto que a crença em certo facto obrigue a acreditar em leis divinas ditadas por entes fictícios, certo é o homem primitivo não saber ler, nem escrever.
7. Em suma, os factos históricos, mesmo quando fundamentados em testemunhos impolutos, não se postulam em fontes oraculares - investigam-se.
Nau
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Nº. 1338 - Fim de Semana 29
1. Numa sociedade condicionada por um consumo e uma produção em velocidade de cruzeiro, a economia não tem por base as necessidades humanas - sociais, culturais, existenciais - gerando focos de criminalidade, o recurso a drogas e ao terrorismo.
2. As opções políticas, alegadamente justificadas por fundamentos racionais, pouco diferem das clubísticas. Por outro lado, o acto de cooperar, actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim necessita de pontes de passagem para se alcançar algum entendimento.
3. Dado que os bens essenciais são escassos e os desejos dos homens ilimitados, uma minoria preocupa-se em entesourar recursos; largo número de apaniguados dos plutocratas vivem à sombra destes, enquanto milhões de pessoas passam por grandes privações.
4. Logo, quem por iniciativa própria não fala da sua cooperativa neste espaço por receio de contaminações perniciosas, manifesta uma atitude contrária ao espírito cooperativo que é, totalmente, adverso a qualquer tipo de discriminação social, racial, política ou religiosa.
5. A representação gráfica de quaisquer sons articulados que designamos por palavra exprimem o discurso, isto é, a exposição de ideias. São as ideias - mera representação mental - que dão consistência aos projectos que orientam a vida: nascer, crescer, morrer.
6. Os republicanos têm uma ideia sui generis acerca da coisa pública e do supra-sumo Estado de Direito, ambos os conceitos permanecendo algures nos finais do séc.XVIII, mascarados com socialismos de aggiornamenti de mera inspiração da classe burguesa plutocrata.
7. Por outro lado, os monárquicos avançam um pouco mais, defendendo a Monarquia Parlamentar de raiz partidocrática e desequilíbrios orçamentais incontornáveis do séc.XIX, apoiados num fideísmo que há muito tempo já deixou de ser fundamento do Reino de Portugal.
Nau
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Nº. 1337 - Luta Popular
1. Não é preciso ter grandes conhecimentos de biologia para saber que a matéria inanimada é feita com os mesmos átomos que a matéria viva.
2. Claro que da relação entre átomos se formam moléculas e organitos intracelulares, denominados por células, partindo destas para órgãos complexos, sistemas e organismos cada vez mais complexos, até atingir as estruturas comuns.
3. Logo, das noções de informação, de estrutura, das teorias de conjunto, das teorias dos sistemas, da cibernética, etc., poderemos adquirir uma pálida ideia acerca dos fenómenos vivos, não deixando de nos questionar o que andamos por aqui a fazer.
4. Porém, a ideia que os republicanos têm acerca da coisa pública e do supra-sumo Estado de Direito permanece algures nos finais do século XVIII, embora mascarados como socialismos que não passam de aggiornamenti das classes liberais dominantes.
5. Os monárquicos avançam pouco mais, defendendo uma Monarquia Parlamentar, de raiz partidocrática e desequilíbrios orçamentais constantes no séc.XIX, apoiados num fideísmo que há muito tempo já deixou de ser o fundamento do Reino de Portugal.
6. Por outro lado, os republicanos desta praça, com os olhos postos em França comme d'habitude, procuram ensaiar o presidencialismo que não passa do "Governo do Rei, Administração do Povo" do estafado Integralismo, mas com o fraco recurso do soberano a prazo.
7. Lutar por uma Comunidade mais harmoniosa passa pelo robustecimento de uma Economia Social e pela recuperação da ideia de Reino onde todos cabem e decidem, dirimindo a classe dos plutocratas dominante, tal como tem sido preconizado pelo CMC.
Nau
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Nº. 1336 - Prelo Real
1. Escrever é comunicar, transmitir informação, passar uma ideia o mais desataviadamente possível.
2. Logo, o escrever é representar por meio de caracteres gráficos um conjunto de sons que têm um sentido - que fazem sentido.
3. O fazer sentido resulta da função psicofisiológica que interpreta num quase não-tempo as imagens, sons, cheiros, etc. do nosso universo exterior.
4. A representação gráfica de quaisquer sons articulados que designamos por palavra exprimem o discurso, isto é, a exposição de ideias.
5. São as ideias - mera representação mental - que dão consistência aos projectos que orientam a vida: nascer, crescer, morrer.
6. Em público - ou procurando comunicar com o público - a nossa palavra assume uma dinâmica teatral para cativar a atenção dos mais.
7. Porém, o que importa é o diálogo e este só é possível com interlocutores e quantos mais, melhor.
Nau
terça-feira, 14 de julho de 2015
Nº 1335 - RAC
1. Pontualmente verificamos se os trabalhos gizados seguem o rumo certo, com a adequada elasticidade exigida pelo espírito latino.
2. Claro que os exemplos, por vezes, valem mais do que as perlengas e, despreocupadamente, fomos trazendo a este modesto palco o nome de cooperativas portuguesas selecionadas a esmo.
3. Alminhas puras, visivelmente alvoratadas, chamaram a atenção cá da rapaziada para o facto de alienígenas poderem interpretar a referência a determinadas cooperativas como o fruto de meros compadrios.
4. Diz-me com quem andas que te direi quem és, porém boas ou más companhias são inevitáveis nas lides quotidianas e o bom senso aconselha a não tomar a nuvem por Juno, tirando proveito dos bons exemplos sem enveredar por critérios da esfera clubística.
5. O facto de não incluir, regularmente, os nomes das cooperativas neste espaço jamais poderá ser entendido como esgotamento de listas privadas, pois os exemplos trazidos à colação foram maioritariamente catrapiscados das listas da CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social.
6. Logo, quem por iniciativa própria não fala da sua cooperativa neste espaço por receios de contaminações perniciosas, manifesta uma atitude contrária ao espírito cooperativo que é, totalmente, adverso a qualquer tipo de discriminação - social, racial, política ou religiosa.
7 A ignorância, por si só, não justifica a insegurança dos betinhos que vegetam no campo cooperativista.
Nau
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Nº. 1334 - Doutrina Cooperativista
1. Se o maná, como alimento milagroso caído dos céus, jorrasse em abundância para satisfazer as necessidades do homem este não precisaria de trabalhar.
2. Dado que os bens essenciais são escassos e os desejos dos homens ilimitados, uma minoria preocupa-se em entesourar recursos; largo número de apaniguados dos plutocratas vivem à sombra destes, enquanto milhões de pessoas passam por grandes privações materiais.
3. Bom é ter presente que o trabalho consiste na aplicação das forças e faculdades do homem para a produção de algo que, por vezes, não serve para o bem comum, alimentando patrimónios alheios, satisfazendo necessidades próprias imediatas, solvendo obrigações fiscais.
4. O homem primitivo lutava para sobreviver às agruras do meio ambiente e, no concerto agrupado, ganhou a adequada consistência, tendo por base os conhecimentos adquiridos, bem como a proficiência individual manifestada nas tarefas acometidas.
5. A actividade profissional deu origem a um crescente número de classes, com destaque para aquela dos chefes, a dos sacerdotes, a dos guerreiros, a dos aprovisionadores, etc., que, a partir de uma mera troca de produtos, criou o incipiente mercado.
6. A permuta de mercadorias deu origem a uma economia de mercado em que os indivíduos tomam as decisões acerca da produção e consumo na versão liberal e, na opção socialista, obedecem a uma centralização burocrática.
7. A Economia Social aqui defendida assenta na "associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações, económicas, sociais e culturais, por meio de empreendimentos de propriedade comum e gestão democrática".
Nau
domingo, 12 de julho de 2015
Nº. 1333 - Portal Comunalista
1. Ser do clube A ou ser do clube B é mero acontecimento casual.
2. As opções políticas, embora justificadas por fundamentos racionais, pouco diferem das clubísticas.
3. Logo, a paixão exagerada pelo clube ou partido político a que se pertence é do foro irracional.
4. Fazer parte de alguma coisa, embora conservando a sua individualidade, aumenta o sentimento de segurança.
5. O acto de cooperar, actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim, necessita de pontes de passagem para se alcançar algum entendimento.
6. A falar é que a gente se entende (aqui será a escrever) mas, falar por falar sem prova evidente dessa necessidade, é mera perda de tempo.
7. Vá lá. Vai ver que não lhe custa nada - é gratuito.
Nau
sábado, 11 de julho de 2015
Nº. 1332 - Psyche
1. A saúde mental encontra-se muito em baixo devido ao desfasamento entre o homem e o mundo que o rodeia.
2. Estímulos ao consumismo para assegurar uma produção cada vez mais mecanizada, mantem-se numa cadência suicidante, fugindo ao controlo dos mais robustos sistemas nervosos.
3. O solipsismo é cultivado devido à rápida evolução das técnicas, ao trabalho embrutecedor, às forçadas e longas deslocações diárias, ao habitat padronizado, ao alheamento em relação a elementos essenciais da vida e da natureza humana.
4. Numa sociedade condicionada por um consumo e uma produção em velocidade de cruzeiro, a economia não tem por base as necessidades humanas - sociais, culturais, existenciais - gerando focos de criminalidade, o recurso a drogas e ao sistemático terrorismo.
5. Quando os governantes enveredam pela criação de necessidades em vez da satisfação daquelas que são, de facto, essenciais, aumenta a massa de consumidores e os níveis de endividamento do futuro tornam-se incontroláveis.
6. O imediato não precisa de horizontes dado que o estatuto de pensionista do Estado é pau para toda a obra, garantindo os cadáveres adiados nas funções administrativas, nos credos políticos ou meros clubismos religiosos.
7. A alienação do indivíduo aos ritmos biológicos - a imposição de ambientes artificiais de estruturas socioeconómicas complexas - nada tem de saudável.
Nau
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Nº. 1331 - Fim de Semana 28
1. Não há dúvida que os indicadores económicos disponibilizados pelos governantes têm melhorado com a aproximação das eleições, embora a oposição, sem qualquer credibilidade, tenha opiniões contrárias.
2. Por outro lado, a maioria dos trabalhadores, condenada a produzir riqueza para pagar o seu salário, bem como o desafogo do patrão, vai dando largos passos para o desemprego.
3. Quando as necessidades são grandes e o cabedal próprio não abunda, melhor será fazer uma vaquinha, isto é, várias pessoas juntarem os seus pecúlios com o objectivo de avançar para um projecto comum.
4. Aqueles que nutrem uma simpatia clubística por figuras do tablado nacional não têm qualquer dúvida - basta fechar o punho, seguir as setas ou empunhar os símbolos do trabalho para ser mantido o statu quo.
5. Nunca é demais salientar que "as cooperativas estão abertas às pessoas com interesse em utilizar os seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócios, sem discriminação social, racial, política ou religiosa".
6. Claro que o trabalho de sapa na divulgação de quaisquer ideais é feito nos meios de comunicação social pelos correligionários que trabalham, afincadamente, para a propagação das suas mensagens.
7. O poder de decisão é inalienável pelo que a votação em urnas de oráculos ilusionistas não passa de um estratagema da burguesia dominante para consolidar a sua autoridade.
Nau
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Nº. 1330 - Luta Popular
1. Solidariedade é uma palavra grata aos cooperativistas porquanto acentua a ligação mútua entre pessoas e as coisas que lhes são moral e materialmente úteis.
2. O aspecto moral é importante uma vez que limita os princípios do mutualismo uniforme e do primado da solidariedade sobre o arbítrio, assente na reciprocidade dos serviços e na entreajuda.
3. A forma previdencial inerente acautela o futuro próprio, bem como dos associados e dos respectivos familiares, através de benefícios materiais, sobretudo a prática na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais comuns.
4. Por outro lado, urge cultivar a disposição de reconhecer imparcialmente o direito de cada um traçar - tanto na acção propriamente dita, como nas opções assumidas - o rumo de vida que mais lhe convém.
5. Denegar esquemas assentes na apropriação imoral, na exploração do trabalho alheio e/ou nas viciosas dependências esmolares/caritativas é a melhor via para a consolidação da liberdade.
6. O poder de decisão é inalienável pelo que a votação em urnas de oráculos ilusionistas não passa de um estratagema da burguesia dominante para consolidar a sua autoridade.
7. Contra a votação anódina e a percepção da necessária reforma social impõe-se a luta popular defendida pelo CMC.
Nau
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Nº. 1329 - Prelo Real
1. A rapaziada cá deste espaço anda preocupada porquanto a actividade editorial tarda em arrancar.
2. Já no passado, lembram os que há muito tempo andam nestas lides que a imprensa com conotações partidárias tem dificuldades editoriais acrescidas.
3. Os órgãos oficiais dos movimentos políticos optam pela via panfletária, mormente violenta nas expressões escritas, apenas para manter viva a chama lá do sítio.
4. Claro que o trabalho de sapa é feito nos meios de comunicação social pelos correligionários que, ao contrário da maioria dos monárquicos, trabalha afincadamente para a divulgação das suas ideias.
5. Sempre que se opta pelo controlo da imprensa diária, mesmo quando esta debitava largo número de exemplares num passado não muito distante, o resultado é a morte lenta, como se verificou com o "Diário de Notícias".
6. A Internet é outra loiça pois a fome de imortalidade de uns, associada à opacidade de outros, resulta no consumo exagerado da utilização dos portáteis para alimentar somente o espírito de grupo.
7. Forçoso é sublinhar que a actividade, lenta e persistente, desenvolvida na sombra requer fundamentos sérios para não vir a descambar em meras futilidades.
Nau
terça-feira, 7 de julho de 2015
Nº. 1328 - RAC
1. A real actividade cooperativista só poderá ser divulgada pelos interessados em tal função.
2. O adjectivo real aqui não designa pertença ao rei mas tão-somente existência verdadeira, com o fim de exprimir a grandeza do movimento.
3. Logo, a actividade define qualquer acção ou trabalho específico em que várias pessoas estão envolvidas, isto é, associadas e imbuídas pelo espírito sublime da cooperação.
4. Aqui, o conceito social de competitividade entre pessoas é combatido por algo mais racional, baseado no apoio mútuo, denegando a apropriação doentia cultivada pelos plutocratas.
5. Nunca é demais salientar que "as cooperativas estão abertas às pessoas com interesse em utilizar os seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócios, sem discriminação social, racial, política ou religiosa".
6. Divulgar as actividades das unidades cooperativas por critério dos organizadores deste espaço poderá da azo a intenções e/ou compromissos inexistentes.
7. Quem pretenda divulgar projectos ou actividades com o fim de aliciar novos clientes e/ou cooperadores que avance.
Nau
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Nº. 1327 - Doutrina Cooperativista
1. Os cidadãos mais atentos aos problemas da política à portuguesa têm por hábito questionar a validade da mudança do regimen vigente.
2. Aqueles que nutrem uma simpatia clubística por figuras do tablado nacional não têm qualquer dúvida: basta fechar o punho, seguir as setas ou empunhar os símbolos convencionais do trabalho para ser mantido o statu quo.
3. O cepticismo da maioria advém da experiência adquirida, visto que o tripudiar dos chefes das várias facções partidárias apenas servir para dar largas a fome de poder destes e ocorrer às necessidades dos seus apaniguados.
4. Claro que os republicanos, fieis ao fundamento da burguesia liberal e ao Estado de Direito que eficazmente protege os interesses dos plutocratas, apostam no voto anódino e irresponsável, razão da sua existência.
5. Da mesma cepa burguesa, mas procurando escapar aos jogos partidocráticos, a classe republicana dirigente, através de delegados eleitos num sistema piramidal, mantém-se incólume nas cadeiras do poder.
6. Procurando alcançar a estabilidade dos Reis absolutos das Monarquias Tradicionais, os soberanos a prazo, na versão presidencialista, arrogam-se o direito de demitir os ministros caídos em desgraça, com o suporte do parlamento que, normalmente, lhe é afecto.
7.Logo, a diferença entre Monarquia parlamentar e República parlamentar resume-se à vitaliciedade ou transitoriedade do soberano, em que o primeiro sobreleva o segundo; tanto a partidocracia como a ditadura em nome do povo são eufemismos viciosos; a reforma da mentalidade burguesa republicana só é possível através do CMC.
Nau
domingo, 5 de julho de 2015
Nº. 1326 - Portal Comunalista
1. Embora timidamente, aumenta o número de visitantes angolanos a este espaço.
2. Há largos meses atrás, a doutrina cooperativista por nós apresentada - tanto em Angola, como em Moçambique - foi eliminada da Internet.
3. Presumimos que a aparente mudança de atitude se deva ao facto de muitos emigrantes portugueses se terem já apercebido que o cooperativismo é motivador de inestimáveis sinergias, bem como gerador de emprego.
4. Quando as necessidades são grandes e o capital próprio não abunda, melhor será fazer uma vaquinha, isto é, várias pessoas juntarem os seus pecúlios com o objectivo de avançar para um projecto comum.
5. Este processo tanto é válido para profissionais do mesmo ramo, como para projectos indiscriminados - agrícolas, industriais ou de serviços - mas, sobretudo, orientados para satisfazer as necessidades económicas dos seus associados.
6. Ao cair de pára-quedas num determinado local, leva consigo bagagem suficiente para partilhar com os acomodados residentes, estes sabedores das necessidades da praça, podendo dar início a uma frutuosa cooperação, ideia grata a este espaço.
7. Como portal comunalista os diálogos aqui são possíveis, basta questionar publicamente eventuais interessados.
Nau
sábado, 4 de julho de 2015
Nº 1325 - Psyche
1. "Triste de quem é feliz!. Vive porque a vida dura. Nada na alma lhe diz, mais que a lição de raiz, ter por vida a sepultura".
2. Não há dúvida que Fernando Pessoa tem razão. Mas com a IIIª República tudo mudou - somos um país feliz com governantes empenhados em fazer tristes figuras.
3. Uns agarram-se à fé gratuita que, de facto, não têm; outros colam-se aos santos milagreiros cientes que um vago Deus já nada dá por eles.
4. A maioria dos trabalhadores, condenada a produzir riqueza para pagar o seu salário bem como o do patrão, dá largos passos para o desemprego.
5. Os estudantes continuam preguiçosos apenas voltados para o copianço, guardando do pensador antigo a norma: Penso logo, isto é, mais tarde - simplesmente existo!.
6. Aqueles que vivem do trabalho alheio, através da usura, investem naquilo que lhes traz maior riqueza: as drogas e as armas eficazes na destruição maciça.
7. Durar, porquê?. Morrer por morrer, antes morrer a rir. Bem hajam os governantes que nos levam, com muita felicidade, à sepultura.
Nau
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Nº. 1324 - Fim de Semana 27
1. Não há dúvida que somos nós que devemos envidar os adequados esforços para resolver os problemas que nos preocupam dado que, responsáveis por aquilo que fazemos, temos que ter presente que os milagres só por nós poderão ser realizados.
2. Mais fácil será estimular rancores do que amesendar um grupo de pessoas para a discussão de ideias, pois, sendo de largo consenso entre os presentes, naturalmente descambam num coro de loas, paixão exagerada pelo clube com que se simpatiza ou simples extremismos religiosos.
3. Questionar a razão do cooperativismo monárquico-comunalista não se trata de uma veleidade, mas o sublinhar de uma forma lógica, natural, para a reorganização da Comunidade, tanto para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos indivíduos, como para o combate aos excessos dos plutocratas liberais e dos socialistas adeptos do centralismo burocrático.
4. Falar do cooperativismo - apontando erros ou salientando factos positivos - é um bom exercício mental, tendo presente que a maioria das pessoas, embora atenta aos exemplos, manifesta certa relutância em tomar decisões e, sobretudo, em assumir responsabilidades, delegando o poder de decisão a demagogos ao serviço dos plutocratas e/ou de tecnocratas socialistas, estes empenhados em transformar cidadãos em meros pensionistas do Estado.
5. A liberdade de expressar as suas ideias, de contrariar as teses que não são do seu agrado, de apontar hipóteses viáveis e/ou exemplos dignos de ponderação é o que justifica a existência deste espaço, tendo presente que o diálogo exige possibilidade/capacidade para o realizar.
6. Segundo parece, até o soberano a prazo Cavaco Silva já reconheceu ser o Presidente da República daqueles que nele votaram, conforme lembrou Garcia Pereira na entrevista ao canal ETV, programa Em Foco, já disponível no vídeo "Cavaco Silva e o 10 de Junho", www.lutapopularonline.org.
7. A liberdade comezinha da faculdade de agir ou não agir por iniciativa própria; a liberdade do mercado; a liberdade de imprensa; a liberdade de (e no) votar, não terá qualquer significado caso não seja possível uma escolha real, tal como é enunciado pelo CMC.
Nau
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Nº. 1323 - Luta Popular
1. Segundo parece, o soberano a prazo Cavaco Silva reconheceu ser o Presidente da República apenas daqueles que nele votaram, conforme lembrou Garcia Pereira em entrevista ao canal ETV, programa Em foco, vídeo "Cavaco Silva e o 10 de Junho", www.lutapopularonline.org.
2. "Uma parte de leão da EFACEC está a ser adquirida pela Isabel dos Santos (filha do Presidente da República de Angola) com a compra de 65% das acções (...) mais uma empresa que poderia continuar ao serviço do desenvolvimento do país, um sector estratégico como é o da energia, mas que, com esta negociata, passa a estar directamente ao serviço de um Estado estrangeiro e da sua casta dirigente". www.lutapopularonline.org.
3. Ao comentar a dívida soberana grega, no programa Em Foco, do canal ETV, Garcia Pereira chama a atenção para o facto dessa dívida, à semelhança do que ocorreu em Portugal, ter sido efectuada por Bancos privados e assumida por governantes corruptos como dívida pública, pondo a nu, no mesmo programa, a privatização da TAP que ainda vai dar muito pano para mangas. www.lutapopularonline.org.
4. As greves dos transportes - tanto os do Porto, como os de Lisboa - têm um traço comum, isto é, a oportunidade das novas empresas poderem despedir trabalhadores e aumentarem o custo do título de transporte, sem assumir os encargos inerentes à manutenção e aquisição de novos equipamentos, estes a cargo do erário, isto é, benefícios para os administradores privados; despesas a serem suportadas por todos nós. www.lutapopularonline.org.
5. A falta de segurança no trabalho é mais uma vez denunciada em www.lutapopularonline.org mantendo-se um conveniente silêncio quanto às causas e responsabilidades, tal como se verificou no passado dia 26 de Junho, nas Minas de Neves Corvo, em Santa Bárbara de Padrões, no concelho de Castro Verde, onde perderam a vida dois trabalhadores.
6. A Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) reconheceu finalmente a denúncia feita pelo "Luta Popular", órgão oficial do PCTP/MRPP, que resultou nos assassinatos de trabalhadores ocorridos nos estaleiros da Barragem de Foz Tua.
7. O "Movimento Cívico José Sócrates Sempre", denunciou o carácter político da perseguição ao antigo primeiro-ministro português o que, como seria de esperar, mereceu a veemente condenação de Garcia Pereira no auditório municipal da Covilhã, na passada sexta-feira, dia 26 de Junho, embora salientando que aquele ex-governante "é um dos principais responsáveis pelo estado de pobreza, desemprego e miséria em que morre o povo português". Também nós não estamos de acordo com tais perseguições e arbitrariedades políticas, não podendo deixar de finalizar a palavra de ordem - "José Sócrates Sempre bandido".
Nau
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Nº. 1322 - Prelo Real
1. Não há tempo nem pachorra até para compulsar as obras dos nossos autores favoritos.
2. Apelos aos indefectíveis visitantes brasileiros, estadunidenses, moçambicanos, goeses, macaenses, etc., para participarem neste espaço, morrem no adiar das boas intenções.
3. O vídeo, a que tivemos acesso da participação do grupo macaense nas festas populares de lisboa do corrente ano, impressiona pelo dinamismo, juventude e bom gosto daquele elenco. As expectativas aqui são grandes.
4. De Moçambique, uma das regulares visitas presumimos ser de um jovem escritor que, não se querendo comprometer com a doutrina defendida neste espaço, hesita em apresentar as suas obras literárias. Porém, bom é ter presente que na aproximação dos falantes de raiz lusa não se faz qualquer discriminação acerca das opções políticas ou religiosas de cada um.
5. A liberdade de expressar as suas ideias, de contrariar as teses que não são do seu agrado, de apontar hipóteses viáveis e/ou exemplos dignos de ponderação é o que justifica a existência deste espaço, tendo presente que o diálogo exige possibilidade/capacidade para o realizar.
6. Das novas tecnologias, a juventude apenas se mostra interessada nos portáteis para manter o espírito de grupo (comunicarem entre si) e/ou ouvir música, mais ritmada do que melodiosa.
7. Participar é comprometer-se mesmo quando nada há a comprometer - justificando as reticências ou mera aversão em assumir responsabilidades.
Nau
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