quinta-feira, 25 de junho de 2015

Nº. 1316 - Luta Popular


1. O facto do endividamento público, alegadamente para benefício da população, ter sido esquema para jogos partidocráticos e manto para muita corrupção, de nada serve chorar pelo leite derramado.

2. Numa moderna comunidade os valores tradicionais (autoridade, justiça, família) são fortemente contestados, sendo a coesão garantida por princípios jurídicos universais, assegurando estes apenas os privilégios da classe dominante.

3. A consciência das desigualdades de recursos e o apelo ao consumismo desbragado são a fonte do sentimento da felicidade inatingível, tanto pelas populações embrutecidas pelo trabalho, como por aquelas mais voltadas para o exercício intelectual.

4. Como é óbvio, o interesse dos plutocratas no crescimento exponencial do consumo é devido à necessidade de manter elevados os níveis de produção, tais funções carentes de fluxos abonativos de meios financeiros, logo inestimáveis fontes lucrativas para aqueles que desfrutam do trabalho alheio.

5. A autoridade consubstanciada na figura do rei e credos religiosos, largamente suportada por um direito consuetudinário de raiz familiar, foi violentamente contestada pela burguesia liberal que impôs a partidocracia através do voto irresponsável; a pátria e o nacionalismo como substituto da ideia peregrina de Reino; o Estado de Direito como o esquema conveniente aos interesses da classe privilegiada.

6. A função governamental,  isenta de diktats espúrios, é suposta beneficiar do consenso da população; logo, as decisões do poder executivo são vinculativas e solidariamente assumidas pela comunidade.

7. Tentar escapulir-se ao pagamento de impostos e/ou usar esquemas tortuosos para desfrutar de benefícios indevidos é crime previsto pela lei; negar o pagamento da dívida soberana é bravatear incoerentemente.

Nau

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