segunda-feira, 15 de junho de 2015
Nº. 1306 - D. C: Fundamentos IV
1. As divindades tríplices da maior parte das religiões tinham por base o fecundador (pai), a germinadora (mãe) e o rebento (filho).
2. Dado que a riqueza, sinónimo de abundância, provinha do trabalho duro - o amanho da terra, a caça, a defesa do património comum - o filho varão era o descendente mais apreciado.
3. O apetite venéreo dos homens, não sendo forçosamente monógamo, permitia aos mais fortes a escolha das parceiras contingenciais e uma selecção natural, garantindo a consolidação da comunidade.
4. A emergência do chefe - força física impositiva aliada ao conhecimento todo de experiências feito dos sacerdotes - foi a resposta adequada para garantir a ordem e o trabalho da crescente população.
5. Também a indigitação do mais velho era possível - de entre os numerosos ramos que formavam a comunidade - como chefe natural, funcionando este como juiz e os seus pares como conselheiros.
6. Fundamentada nos hábitos sociais, nos costumes, na prática e no longo uso, a população das comunidades sedentarizadas foram adquirindo técnicas e apropriando-se de ferramentas e espaços consensualmente.
7. A origem dos deuses: pretensa identificação do desconhecido; a cooperação: via para satisfazer necessidades comuns; pluralidade simultânea de esposas: crescimento populacional, abastança; emergência do chefe consensual: a figura do rei; a apropriação viciosa: tentativa para contornar a cooperação.
Nau
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