segunda-feira, 22 de junho de 2015
Nº. 1313 - D.C.: Fundamentos V
1. Segundo parece, todo o mundo tem luzes acerca da doutrina cooperativista, porquanto são poucos os visitantes que passam os olhos pelos apontamentos relativos a tal matéria.
2. Por outro lado, o tema "Nobreza & Aristocracia" bate o record em número de visitantes, mas tal é devido a um ensimesmado cidadão brasileiro que não dispensa passar os olhos, diariamente - uma, duas, três ou mais vezes - pelo comentário que subscreveu a um dos apontamentos dedicados ao assunto.
3. Claro que na prática cooperativista não há lugar para qualquer tipo de discriminação social, racial, política ou religiosa, pois o objectivo desta doutrina é satisfazer as necessidades e aspirações - económicas, sociais e culturais - dos associados por meio de empreendimento de propriedade comum e adequada autogestão.
4. Frequentemente é questionada a razão do monárquico-comunalismo estar associado à ideia cooperativista, sendo esta devida à necessidade de combater a plutocracia burguesa dominante, bem como evitar as disputas partidárias no topo da Comunidade motivadas pela eleição do soberano a prazo.
5. O voto irresponsável da eleitorite, isto é, a delegação do poder de decisão individual a outrem é manifestamente do agrado das minorias plutocratas, bem como dos defensores do centralismo burocratizado que, eliminando a partidocracia, através de assembleias múltiplas e um esquema piramidal, impõem viciosos diktats.
6. Como é óbvio, o parlamentarismo - tanto o monárquico, como o republicano - defende o equilíbrio dos poderes do Estado de Direito (legislativo, executivo e judicial) através do voto anódino, tornando este roupagem de franceses, como diziam os nossos avós, coisa vistosa que oculta a verdade nua - o mau cheiro do assunto.
7. Logo, a prática cooperativa exige o voto responsável, criterioso; a multiplicação das unidades cooperativas é o escudo eficaz, tanto para os excessos liberais, como para os centralismos socialistas; o comunalismo enrobustecido pela doutrina aqui defendida é parente desta; os soberanos a prazo estão, de facto, há muito tempo fora de prazo.
Nau
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