sábado, 20 de junho de 2015

Nº. 1311 - Psyche


1. Volto a repetir: pretendente é todo aquele que se julga com direito a qualquer coisa. Logo, seria curial que o candidato a prazo (esperançosamente vitalício) se apresentasse ao próximo acto eleitoral.

2. Claro que esta sugestão se aplica apenas aos pretendentes e está na linha do pensamento de Sequeira que, no 'monárquicos.com índice', argumentava que o pretendente (republicano inclusive) que tivesse largo consenso num acto eleitoral poderia virar a soberano vitalício.

3. François Charles Bonaparte, filho de Louis Bonaparte e de Hortense Beauharnais, foi eleito Presidente da República francesa em 1848. Através de um golpe de Estado, seguido de um plebiscito, estabeleceu um regime consular em 1851. Finalmente, num segundo plebiscito (1853) foi proclamado Imperador dos franceses, isto é, Napoleão III (1852-70).

4. Como é óbvio, pouca, aliás, nenhuma simpatia tenho pelos Napoleões de pacotilha, defendendo um soberano hereditário e vitalício de largo consenso popular por este, natural e consistentemente, obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

5. Sem dúvida que a Casa de Bragança goza de largo consenso da população portuguesa pelo que D. Duarte Pio é o herdeiro natural da Coroa das Sete Quinas, embora sujeito à proclamação como tal em assembleia magna.

6. Reunir os procuradores das cidades e vilas como nos tempos idos é mais complicado do que exigir um plebiscito público à Assembleia da República, embora esta sugestão não seja muito do agrado da partidocracia vigente.

7. Logo, o que importa é sublinhar que o soberano a prazo de génese partidária apenas serve para apoiar os governos da sua cor preferida, contrariando os que lhe não são afectos, além de representar maior encargo para o erário; o que importa é fomentar o espírito cooperativista para combater o domínio da plutocrata classe burguesa.

Nau

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