quinta-feira, 18 de junho de 2015
Nº. 1309 - Luta Popular
1. "Amigos próximos, vizinhos e companheiros de trabalho de Nuno Jorge Pinto, bem como dezenas de populares de Setúbal, prestaram uma comovida homenagem ao operário morto pela PSP no dia 19 de Fevereiro, p. passado".
2. Na transcrição acima - da notícia veiculada pelo "Luta Popular", órgão central do PCPT/MRPP, no dia 8 de Março - deliberadamente omitimos as duras expressões incluídas na reportagem por estas espelharem a repulsa da população que, embora legítima, é fruto de espectativas de vida malogradas.
3. Enquanto a maior parte da população trabalha no duro com poucas regalias, tendo por alternativa o subsídio-dependência e o futebol por lenimento, figurachos de circunstância por alcandoramento profissional, fortuito ou político, fazem alarde de um bem-estar (real ou fictício) que, embora deslumbrando os papalvos, ofende pelo excesso os mais carenciados.
4. A autoridade pública tem o direito de se fazer obedecer, até usando da violência que é o apanágio do Estado de Direito, sempre que as circunstâncias a tal obriguem, o que parece não ter sido ainda totalmente esclarecido no caso vertente.
5. Beneficiários de subsídios atribuídos por alegada insuficiência de recursos, quando detectadas as sonegadas actividades que lhes proporcionam suficientes rendimentos, descarregam as suas iras contra os que revelaram a fraude, bem como contra os supostos novos beneficiários que lhes "roubaram" os indevidos proventos.
6. Goradas expectativas, cansaço, ressentimentos inexplicáveis dão azo a atitudes irracionais e até criminosas, tais como aquelas evidenciadas pela PSP de Setúbal na fatal agressão ao jovem Nuno Jorge Pinto, bem como na traumatizante carga sobre espectadores à saída de eventos desportivos, tanto em Lisboa, como em Guimarães.
7. Não há dúvida que não são apenas os governantes deste país que merecem uma condenação pública e punição pelos seus desastrados actos. Ler, divulgar e comentar o lutapopular@pctpmrpp.org é missão inalienável.
Nau
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