terça-feira, 30 de junho de 2015
Nº. 1321 - RAC
1. Qualquer acção ou trabalho específico evidencia-se pelos correspondentes resultados.
2. Falar do cooperativismo - apontando erros ou salientando factos positivos - é um bom exercício mental.
3. A maioria das pessoas está atenta aos exemplos, manifestando certa relutância em tomar decisões e, sobretudo, em assumir responsabilidades.
4. Logo, a delegação do poder de decisão cultivada pela burguesia liberal assenta como uma luva no espírito turbulento da multidão.
5. Claro que o poder de burguesia plutocrata e seus apaniguados advém dos cabedais acrescidos, estes sob a protecção do Estado de direito da sua lavra.
6. Viver do trabalho alheio é a perspectiva do bicho homem, pelo que o cultivar de dependências abre o caminho para a apropriação excessiva.
7. A concorrência de forças e de meios da doutrina cooperativa é a única via para a reforma da impante mentalidade burguesa.
Nau
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Nº. 1320 - D.C.: Fundamentos VI
1. O que é o cooperativismo monárquico comunalista?
- Associação de indivíduos que procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e
culturais pela via mutualista e autogestionária, imbuídos pelo espírito de pertença do Reino este
resultante do conjunto de comunidades com uma experiência social e história comum.
2. Porquê a razão do associativismo?
- Por esta tendência permitir uma melhor defesa dos interesses comuns, através de um modelo de
desenvolvimento que combate o consumismo avassalador e a produção desbragada, ambas sob a
manápula dos plutocratas e seus apaniguados, coniventes nos negócios das drogas e das armas de
destruição maciça.
3. Qual é o fundamento do cooperativismo?
- A cooperação remonta aos primórdios da humanidade em que a subsistência do grupo dependia
do trabalho e da defesa comum, tanto na recolecta, como na vida sedentária, aliando o vigor
físico dos mais robustos à experiência adquirida pelos mais velhos.
4. Desde quando a apropriação sobreleva a cooperação?
- Tanto o instrumento ou utensílio adequado pelo utilizador a um determinado fim torna a
providencial ferramenta indispensável ao utente que, pela manutenção e consenso geral, se torna
propriedade do manuseador. Logo, na noite dos tempos, a apropriação seria mero complemento
na prática natural da cooperação.
5. Ressurgimento do espírito monárquico, porquê?
- Monarquia significa governo de um só, logo, nos dias de hoje, governo do Povo, tendo o
soberano hereditário e vitalício como o garante da Democracia por obviar disputas partidárias
no topo da Comunidade.
6. O conceito de Comunidade, em que consiste?
- A totalidade de pessoas que vivem num espaço geográfico e território comum, acima designado
por Reino, compreende todos os naturais, bem como todos aqueles que no mesmo residem,
exercendo as actividades adequadas à sua subsistência, contribuindo igualmente para a riqueza
comum.
7. Resumidamente, o que é o cooperativismo monárquico-comunalista?
- É a doutrina que considera o cooperativismo como a forma racional para a reorganização da
Comunidade, quer na realização dos projectos individuais, quer no combate aos excessos dos
plutocratas, bem como dos socialistas do centralismo burocrático.
Nau
domingo, 28 de junho de 2015
Nº. 1319 - Portal Comunalista
1. A discussão de ideias, de conceitos, de meras opiniões, com o objectivo de encontrar respostas para problemas comunitários e/ou universais é algo que se torna inteligível pelo diálogo.
2. Porém, a maioria, pondo-se nas suas tamanquinhas, supõe ser a dona da verdade, fugindo ao diálogo porquanto este obriga à apresentação e contraponto de razões que, através do raciocínio lógico, poderão levar a conclusões indesejáveis.
3. Mais fácil será estimular rancores numa multidão do que amesendar um grupo de pessoas para a discussão de ideias, dado que estas, sendo de largo consenso entre os presentes, naturalmente descambam num coro de loas, paixão exagerada pelo clube com que se simpatiza ou simples extremismos religiosos.
4. Claro que a divisa de tudo ao molho e fé em deus sempre foi do agrado de mentes obtusas visto que o pensar conduz à tomada de decisões e a multidão é adversa ao assumir de responsabilidades, deixando os trabalhos de sapa aos demagogos do costume.
5. Facilmente se compreende a razão pela qual a burguesia plutocrata nutre largas simpatias pelos sistemas eleitorais (vendido como o supra sumo da democracia) porquanto uma pequena fracção de votantes, através de pura manipulação ou mera engenharia estatística, resulta em confortáveis maiorias parlamentares.
6. Poucos são aqueles que se questionam acerca das suas opções políticas e/ou religiões, fugindo a qualquer hipótese de diálogo em roda de temas defendidos neste espaço que, embora com largo número de visitantes, apenas um voluntarioso brasileiro teve a coragem de participar.
7. Segundo me sopram aqui do lado, a visita do simpatizante brasileiro resulta da necessidade deste em decorar o comentário que fez ao tema "Nobreza & Aristocracia" aqui há dois ou três anos atrás.
Nau
sábado, 27 de junho de 2015
Nº. 1318 - Psyche
1. Um conceituado profissional da nossa praça, com habilitações académicas impressionantes, quando consultado acerca de problemas da sua área, assumindo um ar compenetrado, invariavelmente respondia que a questão era muito interessante, merecedora de adequada ponderação, nada mais acrescentando.
2. Quando, assoberbado de trabalho e aparente menor rendimento do que as outras equipas que o conceituado profissional coordenava, alguém solicitava um parecer e/ou auxílio, o mestre limitava-se a mostrar simpatia pelo elemento em dificuldade sublinhando ser problema a resolver pelo próprio.
3. Não há dúvida que somos nós que devemos envidar os adequados esforços para resolver os problemas que nos preocupam dado que, responsáveis por aquilo que fazemos, temos que ter presente que os milagres só por nós poderão ser realizados.
4. Conselhos também não são esperados dos cooperativistas uma vez que estes dão a opinião que têm, assumindo as decisões consensual e solidariamente, de acordo com os valores da doutrina cooperativa e os interesses dos associados.
5. Voltamos a sublinhar a ideia de Reino por esta corresponder a uma determinado espaço geográfico, território modificado pelo homem ao longo da história, fruto de uma experiência social, económica e técnicas comuns, não redutível a nacionalismos canhestros.
6. O Reino é porta aberta a todos aqueles que pretendam dar continuidade à experiência do passado, sem exclusões raciais e/ou religiosas; sem clubismos que apenas representam interesses de minorias que não da Comunidade.
7. Bom é ter presente que os milagres são diários, mas só por nós poderão ser realizados.
Nau
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Nº. 1317 - Fim de Semana 26
1. O que importa é sublinhar que o soberano a prazo de génese partidária apenas serve para apoiar os governos da sua cor preferida, contrariando os que lhe não são afectos, além de representar maior encargo para o erário; o que importa é fomentar o espírito cooperativista para combater o domínio da classe burguesa plutocrata.
2. Neste espaço cooperativista não temos receitas Kung Fu, Shiatsu, Aiki-dói, etc., mas pugnamos para a realização de múltiplas unidades associativas que, em cadeia, melhor satisfaçam as necessidades económicas, sociais e culturais pela via mutualista e autogestionária, defendendo a ideia de Reino por esta corresponder a um espaço geográfico, território modificado pelo homem ao longo da história, fruto de uma experiência social, económica e técnicas comuns.
3. A prática cooperativa exige o voto responsável, criterioso; a multiplicação das unidades cooperativas é o escudo eficaz, tanto para os excessos liberais, como para os centralismos socialistas; o comunalismo enrobustecido pela doutrina aqui defendida é parente desta; os soberanos a prazo estão, de facto, há muito fora de prazo.
4. Por estranho que pareça, ainda há quem veja na nobreza tradicional a classe dirigente por excelência (!); os capitalistas empurram os mais demagógicos membros da classe média para as cadeiras do poder; os burgueses tecnocratas socialistas pretendem a distribuição da riqueza através de ditaduras em nome dos proletários; os cooperativistas, fieis a Proudhon, defendem uma comunidade sem discriminação social, racial, política ou religiosa.
5. Os falantes lusos, com as peculiaridades naturais, poderão dar um excelente contributo ao movimento cooperativista, sem preocupações literárias e purezas académicas, as suas experiências na realização de uma sólida Economia Social. Porque não apoiar o www.radiolusofoniadelondrea.net, ou o www.http//hojemacau,com.mo, ou o equivalente timorense, angolano, goês, moçambicano, estadunidense, etc., e até o paternal "IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos"?.
6. A autoridade consubstanciada na figura do rei e credos religiosos, largamente suportada por um direito consuetudinário de raiz familiar, foi violentamente contestada pela burguesia liberal que impôs a partidocracia através do voto irresponsável; a pátria e o nacionalismo como substituto da ideia peregrina de Reino; o Estado de Direito como o esquema mais conveniente aos interesses da classe privilegiada.
7. Para não se enjoar singrando as águas turbulentas, melhor será olhar para a linha do horizonte - o cooperativismo é o nosso horizonte real, presente e futuro.
Nau
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Nº. 1316 - Luta Popular
1. O facto do endividamento público, alegadamente para benefício da população, ter sido esquema para jogos partidocráticos e manto para muita corrupção, de nada serve chorar pelo leite derramado.
2. Numa moderna comunidade os valores tradicionais (autoridade, justiça, família) são fortemente contestados, sendo a coesão garantida por princípios jurídicos universais, assegurando estes apenas os privilégios da classe dominante.
3. A consciência das desigualdades de recursos e o apelo ao consumismo desbragado são a fonte do sentimento da felicidade inatingível, tanto pelas populações embrutecidas pelo trabalho, como por aquelas mais voltadas para o exercício intelectual.
4. Como é óbvio, o interesse dos plutocratas no crescimento exponencial do consumo é devido à necessidade de manter elevados os níveis de produção, tais funções carentes de fluxos abonativos de meios financeiros, logo inestimáveis fontes lucrativas para aqueles que desfrutam do trabalho alheio.
5. A autoridade consubstanciada na figura do rei e credos religiosos, largamente suportada por um direito consuetudinário de raiz familiar, foi violentamente contestada pela burguesia liberal que impôs a partidocracia através do voto irresponsável; a pátria e o nacionalismo como substituto da ideia peregrina de Reino; o Estado de Direito como o esquema conveniente aos interesses da classe privilegiada.
6. A função governamental, isenta de diktats espúrios, é suposta beneficiar do consenso da população; logo, as decisões do poder executivo são vinculativas e solidariamente assumidas pela comunidade.
7. Tentar escapulir-se ao pagamento de impostos e/ou usar esquemas tortuosos para desfrutar de benefícios indevidos é crime previsto pela lei; negar o pagamento da dívida soberana é bravatear incoerentemente.
Nau
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Nº. 1315 - Prelo Real
1. Ciosos dos seus regionalismos, os europeus sempre se guerrearam por dá cá aquela palha.
2. Quando o deus era comum, inventavam particularidades só pelo prazer de estar em desacordo.
3. Felizmente que o progresso científico não emperrava tão facilmente, enriquecendo, por fontes várias, o conhecimento comum.
4. L'aventure c'est l'aventure e alguns povos até realizaram um vasto império colonial através da pirataria.
5. Certo é que a língua inglesa - dentro em breve ultrapassada pelos falantes chineses devido à crescente importância económica destes - vai sendo tagarelada a esmo.
6. Os falantes lusos, com as peculiaridades naturais, poderão dar um excelente contributo ao movimento cooperativista, relatando, sem preocupações literárias e purezas académicas, as suas experiências na realização de uma sólida Economia Social.
7. Porque não apoiar o www.radiolusofoniadelondres.net ou o http://hojemacau.com.mo/? ou o equivalente timorense, goês, moçambicano, estadunidense, etc., e até o paternal 'IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos'?.
Nau
terça-feira, 23 de junho de 2015
Nº. 1314 - RAC
1. A Internet deu azo à multiplicação de espaços onde se registam, diária ou quase diariamente, acontecimentos, impressões, confissões íntimas ou banais sujeitas a comentários da mesma jaez.
2. Segundo parece, este impulso para comunicar com desconhecidos advém da crescente dificuldade das pessoas dialogarem com o próximo, utilizando esquemas que lhes permitem o almejado protagonismo, sem as frustrantes interrupções pontuais.
3. As mensagens religiosas - com larga profusão de imagens de santos e testemunhos de crenças inabaláveis - pouco diferem dos manifestos políticos que, basicamente, não passam de exortações clubísticas.
4. A República estadunidense (1787) foi de génese plutocrata - George Washington, o homem mais rico da ex-colónia inglesa, recusou assumir a Coroa como soberano da jovem nação - porém, a República francesa (1789) foi de raiz burguesóide, tendo por traço comum a maçonaria, sociedades secretas de cariz liberal.
5. Claro que a República timocrática estadunidense, através da política Monroe, procurou impor um moderno colonialismo que, em vez de uma administração directa do território colonizado, mantinha um apertado controlo político como parceiro económico predominante.
6. A nobreza tradicional foi o bode expiatório da classe burguesa de tendência plutocrática, esta cedo condenada por Proudhon que opunha o comunalismo mutualista e autogestionário, tanto aos aristocratas liberais, como aos tecnocratas socialistas defensores do centralismo burocrático.
7. Há ainda quem veja na nobreza tradicional a classe dirigente por excelência (!); os capitalistas empurram os mais demagógicos membros da classe burguesa média para as cadeiras do poder; os burgueses tecnocratas socialistas pretendem a distribuição da riqueza através de ditaduras em nome dos proletários; os cooperativistas, fieis a Proudhon, defendem uma comunidade sem descriminação social, racial, política ou religiosa.
Nau
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Nº. 1313 - D.C.: Fundamentos V
1. Segundo parece, todo o mundo tem luzes acerca da doutrina cooperativista, porquanto são poucos os visitantes que passam os olhos pelos apontamentos relativos a tal matéria.
2. Por outro lado, o tema "Nobreza & Aristocracia" bate o record em número de visitantes, mas tal é devido a um ensimesmado cidadão brasileiro que não dispensa passar os olhos, diariamente - uma, duas, três ou mais vezes - pelo comentário que subscreveu a um dos apontamentos dedicados ao assunto.
3. Claro que na prática cooperativista não há lugar para qualquer tipo de discriminação social, racial, política ou religiosa, pois o objectivo desta doutrina é satisfazer as necessidades e aspirações - económicas, sociais e culturais - dos associados por meio de empreendimento de propriedade comum e adequada autogestão.
4. Frequentemente é questionada a razão do monárquico-comunalismo estar associado à ideia cooperativista, sendo esta devida à necessidade de combater a plutocracia burguesa dominante, bem como evitar as disputas partidárias no topo da Comunidade motivadas pela eleição do soberano a prazo.
5. O voto irresponsável da eleitorite, isto é, a delegação do poder de decisão individual a outrem é manifestamente do agrado das minorias plutocratas, bem como dos defensores do centralismo burocratizado que, eliminando a partidocracia, através de assembleias múltiplas e um esquema piramidal, impõem viciosos diktats.
6. Como é óbvio, o parlamentarismo - tanto o monárquico, como o republicano - defende o equilíbrio dos poderes do Estado de Direito (legislativo, executivo e judicial) através do voto anódino, tornando este roupagem de franceses, como diziam os nossos avós, coisa vistosa que oculta a verdade nua - o mau cheiro do assunto.
7. Logo, a prática cooperativa exige o voto responsável, criterioso; a multiplicação das unidades cooperativas é o escudo eficaz, tanto para os excessos liberais, como para os centralismos socialistas; o comunalismo enrobustecido pela doutrina aqui defendida é parente desta; os soberanos a prazo estão, de facto, há muito tempo fora de prazo.
Nau
domingo, 21 de junho de 2015
Nº. 1312 - Portal Comunalista
1. As capelinhas (grupo de intrigantes por desfastio) dão para desopilar o fígado (sobretudo os maus fígados) e acabam em ruinas, como tudo na vida.
2. Neste espaço cooperativista não temos receitas Kung Fu, Shiatsu, Aiki-dói, etc., mas pugnamos para a realização de múltiplas unidades associativas que, em cadeia, melhor satisfaçam as necessidades económicas, sociais e culturais pela via mutualista e a autogestão.
3. Defendemos a ideia de Reino por esta corresponder a um espaço geográfico, isto é, território modificado pelo homem ao longo da história, fruto de uma experiência social, económica e técnicas comuns.
4. Abjuramos o Estado de Direito porquanto este, como forma espartilhada de organização política, no conjunto de normas obrigatórias, apenas garante os privilégios da classe burguesa plutocrata dominante.
5. Certo é que todos os Estados com fronteiras traçadas pelos seus colonizadores - explorador directo e/ou potência economicamente predominante - são Estados de Direito por carência do Reino consensual.
6. As questões aqui afloradas são pano para numerosas mangas e esperançosamente aguardamos que o eventual visitante arregace as ditas e ponha em letra redonda os pertinentes comentários.
7. Ouro sobre azul seria os visitantes brasileiros, estadunidenses, goeses, macaenses, etc., botassem palavra acerca destes assuntos, sem quaisquer preocupações literárias.
Nau
sábado, 20 de junho de 2015
Nº. 1311 - Psyche
1. Volto a repetir: pretendente é todo aquele que se julga com direito a qualquer coisa. Logo, seria curial que o candidato a prazo (esperançosamente vitalício) se apresentasse ao próximo acto eleitoral.
2. Claro que esta sugestão se aplica apenas aos pretendentes e está na linha do pensamento de Sequeira que, no 'monárquicos.com índice', argumentava que o pretendente (republicano inclusive) que tivesse largo consenso num acto eleitoral poderia virar a soberano vitalício.
3. François Charles Bonaparte, filho de Louis Bonaparte e de Hortense Beauharnais, foi eleito Presidente da República francesa em 1848. Através de um golpe de Estado, seguido de um plebiscito, estabeleceu um regime consular em 1851. Finalmente, num segundo plebiscito (1853) foi proclamado Imperador dos franceses, isto é, Napoleão III (1852-70).
4. Como é óbvio, pouca, aliás, nenhuma simpatia tenho pelos Napoleões de pacotilha, defendendo um soberano hereditário e vitalício de largo consenso popular por este, natural e consistentemente, obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
5. Sem dúvida que a Casa de Bragança goza de largo consenso da população portuguesa pelo que D. Duarte Pio é o herdeiro natural da Coroa das Sete Quinas, embora sujeito à proclamação como tal em assembleia magna.
6. Reunir os procuradores das cidades e vilas como nos tempos idos é mais complicado do que exigir um plebiscito público à Assembleia da República, embora esta sugestão não seja muito do agrado da partidocracia vigente.
7. Logo, o que importa é sublinhar que o soberano a prazo de génese partidária apenas serve para apoiar os governos da sua cor preferida, contrariando os que lhe não são afectos, além de representar maior encargo para o erário; o que importa é fomentar o espírito cooperativista para combater o domínio da plutocrata classe burguesa.
Nau
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Nº. 1310 - Fim de Semana 25
1. O órgão principal responsável pelo nosso comportamento é o cérebro, embora muitos homens pensem apenas com o estômago e/ou o sexo, não esquecendo que a classe política, por disposição natural, pensa com os pés.
2. Associar-se pelo pensamento ou sentimento ao ideal cooperativo não basta dado que o arrumar das ideias é normalmente realizado pelo diálogo, após a adequada meditação. Logo, bravatear pelo clube da sua preferência é jactância dos néscios.
3. Sendo: a origem dos deuses uma pretensa identificação do desconhecido; a cooperação o rasgo para satisfazer necessidades comuns; a pluralidade simultânea de esposas o provável crescimento populacional; o chefe consentâneo o advir do rei; a apropriação viciosa tentame para contornar a cooperação.
4. Nestas coisas de trabalhar em conjunto, há sempre aqueles que muito falam e puco produzem; outros tudo fazem mas atabalhoadamente. O que importa é delinear projectos aliciantes; das amizades cultivadas, avançar com as de espírito mais empreendedor; concertar estratégias e dialogar, dialogar sempre.
5. O Estado de Direito é, de facto, uma conquista da classe burguesa dominante; o caciquismo, sustentado pelo voto anódino, é a expressão da dita classe, diferente do voto responsável da prática cooperativista.
6. Goradas expectativas, cansaço, ressentimentos inexplicáveis dão azo a atitudes irracionais e até criminosas, tais como aquelas evidenciadas pela PSP de Setúbal na fatal agressão ao jovem Nuno Jorge Pinto, bem como na traumatizante carga sobre espectadores à saída de eventos desportivos, tanto em Lisboa, como em Guimarães.
7. Não há dúvida que não são apenas os governantes deste país que merecem uma condenação pública e castigo pelos seus desastrados actos. Ler, divulgar e comentar o lutapopular@pctpmrpp.org é missão inalienável.
Nau
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Nº. 1309 - Luta Popular
1. "Amigos próximos, vizinhos e companheiros de trabalho de Nuno Jorge Pinto, bem como dezenas de populares de Setúbal, prestaram uma comovida homenagem ao operário morto pela PSP no dia 19 de Fevereiro, p. passado".
2. Na transcrição acima - da notícia veiculada pelo "Luta Popular", órgão central do PCPT/MRPP, no dia 8 de Março - deliberadamente omitimos as duras expressões incluídas na reportagem por estas espelharem a repulsa da população que, embora legítima, é fruto de espectativas de vida malogradas.
3. Enquanto a maior parte da população trabalha no duro com poucas regalias, tendo por alternativa o subsídio-dependência e o futebol por lenimento, figurachos de circunstância por alcandoramento profissional, fortuito ou político, fazem alarde de um bem-estar (real ou fictício) que, embora deslumbrando os papalvos, ofende pelo excesso os mais carenciados.
4. A autoridade pública tem o direito de se fazer obedecer, até usando da violência que é o apanágio do Estado de Direito, sempre que as circunstâncias a tal obriguem, o que parece não ter sido ainda totalmente esclarecido no caso vertente.
5. Beneficiários de subsídios atribuídos por alegada insuficiência de recursos, quando detectadas as sonegadas actividades que lhes proporcionam suficientes rendimentos, descarregam as suas iras contra os que revelaram a fraude, bem como contra os supostos novos beneficiários que lhes "roubaram" os indevidos proventos.
6. Goradas expectativas, cansaço, ressentimentos inexplicáveis dão azo a atitudes irracionais e até criminosas, tais como aquelas evidenciadas pela PSP de Setúbal na fatal agressão ao jovem Nuno Jorge Pinto, bem como na traumatizante carga sobre espectadores à saída de eventos desportivos, tanto em Lisboa, como em Guimarães.
7. Não há dúvida que não são apenas os governantes deste país que merecem uma condenação pública e punição pelos seus desastrados actos. Ler, divulgar e comentar o lutapopular@pctpmrpp.org é missão inalienável.
Nau
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Nº. 1308 - Prelo Real
1. Sem dúvida que, inspirado pela momentosa quadra que atravessamos, Paulo Especial, no dia 13 do corrente, retoma o tema do agrado dos cripto-republicanos cá do sítio.
2. Pretendente, tanto quanto sei, é todo aquele que se julga com direito a qualquer coisa. Logo, seria curial que o candidato a soberano a prazo (esperançosamente vitalício) se apresentasse ao próximo acto eleitoral.
3. A rapaziada do bacalhau a pataco capricha na eleitorite por esta fazer parte do jogo de influências exercido por dirigentes partidários à escala local, regional e comunitária, tendo por objectivo o domínio da população inerme.
4. Sempre que a classe dominante, por força das circunstâncias minoritária, pretende assegurar a sua posição privilegiada, ora assume o papel de eleitor - designação de alguns príncipes alemães que elegiam o soberano - ora avoca a lei de inspiração burguesa.
5. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que, para os cooperativistas, a lei é mera norma de conduta, aplicada consensualmente, segundo os usos e costumes, na prática anglo-saxónica e estadunidense, modelo preferencial, por razões óbvias.
6. O Estado de Direito é, de facto, uma conquista da classe burguesa dominante; o caciquismo, sustentado pelo voto anódino, é a expressão da dita classe, diferente do voto responsável da prática cooperativista.
7. A disciplina neste espaço não me permite alongar mais este assunto. Não tenho dúvida que a Casa de Bragança goza de largo consenso, logo, D. Duarte Pio é o herdeiro da Coroa Portuguesa, a fim de obviar as cultivadas disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
terça-feira, 16 de junho de 2015
Nº. 1307 - RAC
1. Muitos são aqueles que, do cooperativismo, têm uma vaga ideia, não se sentindo motivados a aprofundar o assunto.
2. Os mais preconceituosos avançam com exemplos de experiências alheias, suportados por frustrações, disputas e intrigalhadas de compadres desavindos.
3. Nestas coisas de trabalhar em conjunto, há sempre aqueles que muito falam e pouco produzem; outros tudo fazem mas atabalhoadamente.
4. O que importa é delinear projectos aliciantes; das amizades cultivadas avançar com as de espírito mais empreendedor; concertar estratégias e dialogar, dialogar sempre.
5. Claro que o objectivo é satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados por via de propriedade comum e adequada autogestão.
6. A informação acerca das experiências realizadas nas cinco partes do Planeta Azul abre sempre portas a um intercâmbio comercial em unidades afins.
7. Sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa, a unidade cooperativa é a única via para a reforma da impante mentalidade burguesa.
Nau
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Nº. 1306 - D. C: Fundamentos IV
1. As divindades tríplices da maior parte das religiões tinham por base o fecundador (pai), a germinadora (mãe) e o rebento (filho).
2. Dado que a riqueza, sinónimo de abundância, provinha do trabalho duro - o amanho da terra, a caça, a defesa do património comum - o filho varão era o descendente mais apreciado.
3. O apetite venéreo dos homens, não sendo forçosamente monógamo, permitia aos mais fortes a escolha das parceiras contingenciais e uma selecção natural, garantindo a consolidação da comunidade.
4. A emergência do chefe - força física impositiva aliada ao conhecimento todo de experiências feito dos sacerdotes - foi a resposta adequada para garantir a ordem e o trabalho da crescente população.
5. Também a indigitação do mais velho era possível - de entre os numerosos ramos que formavam a comunidade - como chefe natural, funcionando este como juiz e os seus pares como conselheiros.
6. Fundamentada nos hábitos sociais, nos costumes, na prática e no longo uso, a população das comunidades sedentarizadas foram adquirindo técnicas e apropriando-se de ferramentas e espaços consensualmente.
7. A origem dos deuses: pretensa identificação do desconhecido; a cooperação: via para satisfazer necessidades comuns; pluralidade simultânea de esposas: crescimento populacional, abastança; emergência do chefe consensual: a figura do rei; a apropriação viciosa: tentativa para contornar a cooperação.
Nau
domingo, 14 de junho de 2015
Nº. 1305 - Portal Comunalista
1. Segundo os gestores deste espaço, aqui há muitos visitantes mas, como é óbvio, pouco vocacionados à participação.
2. Associar-se pelo pensamento ou pelo sentimento ao ideal cooperativo não basta, dado que o arrumar das ideias é normalmente realizado pelo diálogo, após a adequada meditação.
3. O que está no conceito antes deste se declarar exige trabalho intelectual aturado e sério. Logo, bravatear pelo clube da sua preferência é jactância dos néscios.
4. Por outro lado, a disposição afectiva em relação a coisas de somenos importância como, por exemplo, a nobreza (classe social há muito tempo já extinta) é caminho evasivo.
5. Alguém, do Cruzeiro do Sul, após a única intervenção como arrojado comentarista verificada neste espaço, revê-se no texto que escreveu, em diária romaria, sem acrescentar uma única palavra. Pena é
que os simpatizantes do IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos não tenham a coragem do seu patrício, até à data único comentador deste fórum.
6. Também os visitantes de raiz lusa - estadunidense, macaense, timorense, etc. - primam pelo silêncio, esquecendo que a palavra é mais importante do que qualquer literatice.
7. Este Portal, semanalmente, se abre de par em par, mas apenas para receber os habituais silenciosos visitantes.
Nau
sábado, 13 de junho de 2015
Nº. 1304 - Psyche
1. O órgão principal da espécie humana é o cérebro e este consiste de três partes principais: cérebro anterior, mesencéfalo e cérebro posterior.
2. Conforme aumenta a capacidade de processamento de informação de qualquer ente, o cérebro anterior amplia-se, enquanto o mesencéfalo diminui de tamanho, permanecendo estável o cérebro posterior, essencial a todas espécies.
3. O mesencéfalo controla as actividades vitais do corpo - digestão, circulação, respiração e equilíbrio - desempenhando um papel importante na percepção e análise de informações sensoriais e no controlo do movimento.
4. Embora elementar, a reflexão acerca de um órgão tão importante, esta é oportuna dado que muitos homens pensam com o estômago e/ou o sexo, não esquecendo que a classe política, por disposição natural, pensa com os pés.
5. Claro que o cérebro anterior compartilha a tarefa de supervisionar as funções sensoriais e motoras ; porém, em animais mais simples ou do tipo da classe citada no parágrafo anterior, o mesencéfalo faz a maior parte desse trabalho.
6. As decisões quanto ao falar, pensamento, aprendizagem, satisfação de necessidades - alimentação, água, sono, temperatura corporal, equilíbrio de fluidos, protecção individual e reprodução da espécie - centram-se no cérebro anterior.
7. Posto que as estruturas biológicas sejam aos pares - dois olhos, dois braços, dois rins, etc. - os dois hemisférios cerebrais têm funções diferenciadas.
Nau
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Nº. 1303 - Fim de Semana 24
1. No cérebro produzem-se o pensamento, as recordações, o comportamento e o estado de espírito, isto é, a coordenação das faculdades do movimento, do tacto, do olfato, do ouvido e da vista.
2. A defesa do parlamentarismo de espírito partidocrático apenas serve para manter o stato quo, cultivando o voto irresponsável tão do agrado da burguesia que apenas se satisfaz com o desfrutar do trabalho alheio, limitando-se a controlar a produção dos bens essenciais e o incentivado consumo pela via usurária.
3. O espírito cooperativo é determinado, insubmisso e adverso a maquinações: determinado, isto é, resoluto e decidido a atingir os objectivos concertados; insubmisso porquanto contrário à anuência da vontade de outrem por mero servilismo; adverso a maquinações viciosas, enredos tortuosos, desleais para com terceiros.
4. O Estado - organismo político-administrativo - pretende sobrepor-se à ideia de Reino, agrupamento natural de pessoas e coisas, num espaço geográfico, modificado pelo homem ao longo da história, fruto de uma experiência social, económica e técnicas comuns.
5. A prática corrente é os plutocratas desfrutarem do trabalho alheio; os desprevenidos candidatarem-se ao esquema do subsídio-dependente; o maralhal trabalhar para a sua subsistência.
6. Os deputados europeus trabalham cerca de 4 a 5 dias por mês. Dispõem dos carros do parlamento para deslocações particulares. Usufruem de um salário mensal de 6.200 Euros e um reforço de 21.000 Euros para despesas correntes, além de 300 Euros por cada sessão em que estão presentes... Bom é ter acesso aos vídeos disponibilizados na Internet, contando alguns já com 1.225.648 visitantes.
7. Segundo parece, a privatização dos transportes públicos (o Metro de Lisboa) garante uma exploração rentável ao grupo privado (subida do custo do título de transporte inclusive), assegurando o Estado os encargos de manutenção e compra de novos equipamentos que serão pagos pelos contribuintes, isto é, por todos nós.
Nau
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Nº. 1302 - Luta Popular
1. A análise da situação política portuguesa; o sublinhar da luta que se impõe contra a classe dominante; a estratégia política para o próximo acto eleitoral e a tarefa que a cada um cabe assumir, foi o programa da sessão pública realizada no dia 1 de Maio na Sede Regional de Lisboa, do PCTP/MRPP.
2. Também no dia 28 do mesmo mês, no Hotel Radisson, em Lisboa, teve lugar uma sessão pública do PCTP/MRPP a fim de celebrar a efeméride das prisões de elementos deste partido, tanto aquelas havidas durante a salazarquia, como as posteriores inspiradas pelos sociais-fascistas e/ou a burguesia dominante, conluiados nos mesmos objectivos.
3. A operação ultra-secreta, código TAP, continua a desenrolar-se de acordo com os episódios habituais, encontrando-se os interesses particulares devidamente escamoteados para não ferir a sensibilidade dos intervenientes, atingindo apenas o nível de motoristas e/ou funcionários subalternos caídos em desgraça.
4. O "Mar Português" de 4 milhões de quilómetros quadrados, dentro em breve "Mar Europeu" - passando pelas fases intermédias de "Mar Ibérico" e "Mar de Bruxelas" - é tema recorrente para mascarar a marcha imparável para o abismo e as previstas frustrações vindouras.
5. Claro que os enfermeiros, no início deste mês, fizeram uma greve. "As necessidades estão identificadas: Para que seja prestado um serviço com qualidade desejável, são precisos 25 mil enfermeiros e os mil e poucos admitidos não chegam a um quarto dos enfermeiros aposentados. No caso desta greve, a motivação dos enfermeiros para aderirem à luta gira sobretudo em torno das condições de trabalho e da sua carreira".
6. A exploração dos transportes colectivos do Porto vai passar para uma entidade privada, não se prevendo uma melhoria significativa da qualidade dos serviços, nem tão pouco benefícios para os funcionários subalternos das empresas envolvidas, dado que apenas as administrações obedecem a esquemas camaleónicos, isto é, rotação dos dirigentes políticos que felizmente nos regem.
7. Luta Popular - Lê, comenta e divulga www.lutapopularonline.org, lutapopular@pctpmrpp.org
Nau
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Nº. 1301 - Prelo Real
1. O apontamento de ontem consistiu num acervo de ideias que, no Portal Comunalista, poderiam ser largamente discutidas.
2. Porém, os visitantes deste espaço muito peregrinam, mas apenas gostam de se confessar (revelar o que pensam) aos santos das suas devoções.
3. Da doutrina cooperativista guardam ideias sem fundamentos sérios, supondo que a concorrência de auxílio, de forças, de meios imputa responsabilidades das quais fogem como o diabo da cruz.
4. A prática corrente é os plutocratas desfrutarem do trabalho alheio; os desprevenidos candidatarem-se ao esquema do subsídio-dependente; o maralhal trabalhar para a sua subsistência.
5. O Prelo Real era suposto dar à estampa obras de substância mas, na falta destas, vai tentando descobrir autores cujas obras incentivem os leitores para uma sã caminhada rumo ao futuro.
6. Claro que a luta popular representa o despertar das consciências e o almejar por uma reforma autêntica do espírito da Comunidade.
7. O regresso do Rei (por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade) terá lugar a todo o momento.
Nau
terça-feira, 9 de junho de 2015
Nº. 1300 - RAC
1. Ainda recentemente voltámos a sublinhar que o parlamentarismo partidocrático apenas serve para manter o statu quo.
2. Claro que o voto irresponsável, alienado por subterfúgios, é plenamente do agrado da burguesia plutocrática e seus apaniguados.
3. O parlamentarismo assenta no equilíbrio dos poderes coercivos do Estado - legislativo, executivo, judicial - sendo o governo politicamente responsável perante o parlamento.
4. Logo, o Estado - organismo político-administrativo de um território com governo próprio internacionalmente reconhecido - pretende sobrepor-se à ideia de Reino, agrupamento natural de pessoas e coisas, num espaço geográfico sui generis.
5. Abre-se aqui um parêntesis para sublinhar que o espaço geográfico (Reino) é o território modificado pelo homem ao longo da história, fruto de uma experiência social, económica e técnicas comuns.
6. O Estado, como organismo político-administrativo, impõe-se pela força da lei - norma jurídica gizada pela classe dominante - enquanto que o Reino é o espaço que faz parte da vida dos habitantes e existe pelo consenso destes.
7. A prática cooperativa (assente na concorrência de auxílio, de forças, de meios) é a via para a reforma da mentalidade da burguesia dominante.
Nau
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Nº 1299 - Doutrina Cooperativista
1. O espírito cooperativo é determinado, insubmisso e adverso a maquinações.
2. Determinado, isto é, resoluto e decidido a atingir os objectivos concertados.
3. Insubmisso porquanto contrário à anuência da vontade de outrem por mero servilismo.
4. Adverso a maquinações viciosas, enredos tortuosos, desleais, para com terceiros.
5. Por outro lado, a prática cooperativa não se limita às intenções ou ao alarde que se faz destas.
6. O espírito cooperativo tem por fim libertar os associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários.
7. O espírito cooperativo assenta no conceito social que, face à competitividade, opõe o apoio mútuo.
Nau
domingo, 7 de junho de 2015
Nº. 1298 - Portal Comunalista
1. O IBEM, Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos, foi o modelo inspirador deste espaço cooperativista.
2. De facto, não basta afirmar-se monárquico; o que importa é aduzir razões e avançar com propostas realistas, válidas, para combater os ímpetos dos plutocratas, bem como o centralismo burocrático.
3. A defesa do parlamentarismo de espírito partidocrático apenas serve para manter o statu quo, cultivando o voto irresponsável tão do agrado da burguesia que apenas se satisfaz com o desfrutar do trabalho alheio, limitando-se a controlar a produção dos bens essenciais e o incentivado consumo pela via usurária.
4. Não há qualquer dúvida que, as ramas de petróleo, desde os finais do século XIX, impuseram um tipo de vida pouco saudável - tanto para a população, como para o planeta - com o labiríntico aumento de profundas cavernas que torna a crosta terrestre cada vez mais instável.
5.A explosão demográfica e a mecanização das unidades produtivas - dispensando a mão de obra que se torna cada vez mais barata - será uma das razões pela qual os plutocratas têm optado pela indústria farmacêutica e do comércio das armas, multiplicando o número dos barões da droga e os conflitos regionais.
6. Difícil é compreender o silêncio que se cultiva acerca de temas tão importantes para a subsistência da humanidade, persistindo-se na linha de pão e circo, isto é, subsídios degradantes e futebol a esmo.
7. O actual silêncio no IBEM é sepulcral, talvez alheamento deliberado e/ou mera desistência dos seus mentores.
Nau
sábado, 6 de junho de 2015
Nº. 1297 - Psyche
1. O sistema nervoso compreende o cérebro, a medula espinhal e o conjunto de fibras nervosas.
2. No cérebro produzem-se o pensamento, as recordações, o comportamento e o estado de espírito, isto é, a coordenação das faculdades do movimento, do tacto, do olfato, do ouvido e da vista.
3. O cérebro é formado por massas de tecido pregueado e denso, divididas em dois hemisférios, estes configurando quatro partes arredondadas, conhecidas por lobos, ligados por fibras nervosas.
4. O lobo frontal controla a actividade motora, a articulação da linguagem, o estado de espírito e a planificação.
5. A interpretação das sensações recebidas do corpo é realizada pelo lobo parietal que controla o movimento.
6. A visão é interpretada pelo lobo occipital.
7. Finalmente, a memória e as emoções dependem dos lobos temporais, permitindo a identificação de pessoas e objectos.
Nau
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Nº. 1296 - Fim de Semana 23
1. A energia, homogénea no espaço, não é no tempo, afastando-se as galáxias umas das outras por continuada expansão.
2. O cooperativismo monárquico-comunalista opõe: a cooperação determinada ao doentio espírito apropriador; o governo e administração multipartidário do Povo à figura apartidária do Rei; a multiplicação das unidades cooperativas à hegemonia plutocrática dos liberais e/ou à burocrática dos socialistas; o comunalismo sem discriminação social, política e religiosa ao centralismo redentor.
3. Tanto a trilogia dos maçons gauleses - Liberte, Égalité, Fraternité - adoptada pelos republicanos do bacalhau a pataco, como a trilogia - Deus, Pátria, Rei - sublimada pelo Integralismo Lusitano, pouco nos dizem, limitando-nos a rectificar a incongruência com a trilogia - Liberdade, Equidade, Solidariedade.
4. A prática cooperativa privilegia a utilização de capitais próprios e o concerto das actividades produtivas, tendo por alvo a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos associados pela via da autogestão.
5. Na Batalha de São Mamede, em Guimarães, no ano de 1128, travada entre Afonso, filho de Henrique de Bolonha, e sua mãe, Teresa de Portucale, ficou decidido o afastamento da região de Entre Douro e Minho da influência da Galiza, conforme sublima Domingos Amaral na sua mais recente obra - Assim Nasceu Portugal.
6. O poder é daquele que está investido na direcção de outros indivíduos, incensado por uma minoria de sacerdotes e rodeado por uma clientela de bafejados - nobreza nos tempos idos; apaniguados no presente.
7. Logo, a luta popular tendente a pôr cobro à exploração do homem pelo homem só poderá ser levada a cabo por todos, sem excepção, numa prática cooperativista.
Nau
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Nº. 1295 - Luta Popular
1. A luta popular não é um conflito de doutrinas, tal como é enunciado pela oposição entre a classe trabalhadora e a capitalista.
2. De facto, cada um dos grupos de pessoas, animais, ou coisas com atributos semelhantes que se distinguem pela sua natureza é susceptível de uma pertinente classificação.
3. Na categoria de cidadãos a classe fundamenta-se nas condições sociais ou nas distinções da lei, sendo o mérito, a capacidade ou a importância pessoal meros acessórios circunstanciais.
4. A prática social, inerente à organização das sociedades humanas quanto à sua abertura económica ou política, fideliza a herança e o destino comum, embora permeável a modelos externos.
5. O poder é daquele que está investido na direcção de outros indivíduos, incensado por uma minoria sacerdotal e rodeado por uma clientela de bafejados - nobreza nos tempos idos; apaniguados no presente.
6. O maralhal dá o litro na dependência total dos plutocratas porquanto são estes que, ao abrigo da lei, efectivamente condicionam o poder social e político na comunidade.
7. Logo, a luta popular tendente a pôr cobro à exploração do homem pelo homem só poderá ser levada a cabo por todos, sem excepção, na prática cooperativa.
Nau
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Nº. 1294 - P.R.: Domingos Amaral
1. O ritmo de produção literária deste autor é bianual (excepção entre o "Fanático" e os "Cavaleiros" que foi de quatro anos) passando a intervalos mais curtos a partir do "Verão Quente", 2012.
2. Residente na Casa das Letras desde o "Amor à Primeira Vista", 1998, Domingos Amaral, numa escrita despreocupada e leve, espraia-se nos amores e desamores pelas noites de Lisboa adentro, mesmo "Enquanto Salazar Dormia", 2006.
3. Aparentemente contrariando o título do "Já Ninguém Morre de Amores", 2008, Domingos Amaral , na odisseia dos Palma Lobo, volta a sublimar as aventuras sentimentais de várias gerações, em diferentes partes do mundo.
4. Quando a tragédia bate à porta, o ritmo de vida poderá ser alterado, mas dura enquanto a vida dura, procurando uns fugir à justiça, outros encontrar os seus haveres ou a alma gémea soterrada nos escombros "Quando Lisboa Tremeu", 2010.
5. No rescaldo da guerra, uns procuram colecionar tesouros, por capricho ou amor à arte, mas outros tentam simplesmente angariar meios para fugir da Europa ensanguentada, subsistindo os conflitos amorosos, tendo por fundo "O Retrato da Mãe de Hitler", 2013.
6. O dinheiro não dá felicidade, mas ajuda muito e quando as dívidas se acumulam o mundo parece ruir, as traições multiplicam-se e das histórias de amor apenas restam as memórias de "Um Casamento de Sonho", 2014.
7. Na Batalha de São Mamede, em Guimarães, no ano de 1128, travada entre Afonso, filho de Henrique de Bolonha, e sua mãe, Teresa de Portucale, ficou decidido o afastamento da região de Entre Douro e Minho da influência da Galiza, e "Assim Nasceu Portugal", a mais recente obra do indigitado autor.
Nau
terça-feira, 2 de junho de 2015
Nº. 1293 - RAC
1. Sempre que as despesas sejam superiores às receitas, o endividamento é inevitável.
2. Recorre-se ao empréstimo, mas os credores exigem o pagamento dos juros do capital em dívida, bem como a restituição do montante emprestado no final do prazo estabelecido.
3. Quando o devedor deixa de honrar os seus compromissos ganha má reputação, tornando a negociação com eventuais novos usurários mais difícil e onerosa.
4. Logo, o corte nas despesas será o primeiro passo a fim de evitar o agravamento da dívida, seguido da tentativa do aumento das receitas.
5. Por vezes, tanto a compressão das despesas, como o aumento dos réditos não permitam o desejado equilíbrio orçamental, tornando ainda mais penosa a solução do problema.
6. A prática cooperativa privilegia a utilização de capitais próprios e o concerto das actividades produtivas.
7. O projecto cooperativo tem por alvo a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos associados pela via da autogestão.
Nau
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Nº. 1292 - DC: Fundamentos II
1. O conjunto de três pessoas ou de três coisas análogas é ideia recorrente em todas as culturas.
2. As sociedades secretas, em voga no século XVIII como organizações filantrópicas, representando politicamente os interesses da burguesia liberal, ganharam certo relevo na independência estadunidense e, inspirada por esta, nas revoluções hispano-americanas, comandadas pelos maçons Miranda, Bolívar, San Martin e José Marti, sob o lema "Brotherly Love, Relief, Truth".
3. Seguindo o modelo das corporações profissionais da Idade Média que ciosamente guardavam os seus conhecimentos básicos de geometria e cálculo numérico, indispensáveis para a construção das grandes obras arquitectónicas, os arvorados pedreiros (maçons), agruparam-se em irmandades com práticas e rituais esotéricos nas oficinas ou lojas de acesso restrito, em que os frequentadores se reconheciam mediante os sinais e emblemas convencionados.
4. A Revolução Francesa (1789), consolidando a hegemonia política, económica e social da crescente classe burguesa, seguindo as pisadas da Grande Loja de Londres (1717), adoptou o lema ultra-secreto "Liberté, Égalité, Fraternité" que, na espampanante vivacidade gaulesa, foi proposta ao Club des Cordeliers, porta-voz dos sans coulottes, como lema da incipiente revolução.
5. Também o governo de Vichy (1940 - 1944) - resultante da guerra franco-alemã que dividiu o território gaulês em dois estados, sendo o do norte governado directamente por Berlim, enquanto que o do sul, compreendendo as colónias francesas do magrebe, eram administradas pelas autoridades francesas - adoptou a trilogia "Travail, Famille, Patrie", rápida e convenientemente varrida da memória das novas gerações em virtude dos movimentos sociais-fascistas o considerarem de inspiração burguesa, contrária aos interesses do proletariado.
6. Como não podia deixar de ser, igualmente os doutrinadores monárquicos capricharam em divulgar uma trilogia - Deus, Pátria, Rei - convenientemente atribuída a Nuno Álvares Pereira, mas de duvidosa autenticidade dado que, nos Tempos Medievais, o conceito de pátria não tinha o mesmo significado daquele consagrada na Idade Contemporânea.
7. Tanto a trilogia dos maçons gauleses - Liberté, Égalité, Fraternité - adoptada pelos republicanos do bacalhau a pataco, como a trilogia - Deus, Pátria, Rei - sublimada pelo Integralismo Lusitano, pouco nos dizem, limitando-nos a rectificar a incongruência com a trilogia "Liberdade, Equidade, Solidariedade".
Nau
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