quinta-feira, 23 de abril de 2015

Nº. 1253 - Luta Popular


1. Paternalmente, amigos e, sobretudo, desconhecidos escrevem-me chamando a atenção para o facto da Europa ser gerida de acordo com os interesses de minorias que a ultrapassam, manietando-a aos padrões que, por força das circunstâncias, terá que respeitar.

2. Outros acenam com projectos megalómanos que, tendo Sines como porto de entrada iria transformar este como charneira para a distribuição de gás natural pelo Velho Continente, tornando-o independente das ramas de petróleo bruto, tanto as do Médio Oriente, como as da África magrebina.

3. Claro que a parçaria com a administração estadunidense aumentará a predominância desta no continente europeu, condicionando o poder de decisão do Clube de Bruxelas/Estrasburgo; reforçando a dependência de plutocratas que, através dos combustíveis, do negócio da droga e das armas - estas indispensáveis para a multiplicação dos conflitos, justificando a existência dos grupos radicais e a lógica do terrorismo - satisfazem a gula pantagruélica dos capitalistas.

4. Outras hipóteses se perfilam no horizonte tecnológico apoiadas nas energias renováveis; na construção de espelhos solares; na substituição dos combustíveis fósseis por esquemas de exploração de fontes energéticas mais eficientes e menos controláveis pelos grupos sanguessugas que degradam o ambiente do planeta Terra, tirando grandes benefícios materiais com a precariedade da saúde da população.

5. Sendo verdade que Bruxelas/Estrasburgo não vê com bons olhos governos radicais nos diversos estados-membros, certo é que a União Europeia já se está a habituar ao ensaio verificado em Atenas que, com alguns arrufos da parte da fundamentalista Merkel, lá vai singrando de negociação em negociação até ficar tudo como dantes.

6. Porém, se em Portugal um aguerrido e autêntico partido de esquerda entrar para o parlamento e começar a ter acesso às cadeiras do poder, o caso muda de figura  e, embora aparentemente periférico, muitos sapos teriam que ser engolidos com as reformas internas que, sem dúvida, seriam implementadas, bem como devido à acentuada inflexão aos interesses das populações.

7. Concluindo. Temos que continuar ao lado do PCTP/MRPP como a real aposta na política das reformas sociais que tardam a ser implementadas.

Nau

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