sábado, 4 de abril de 2015
Nº. 1234 - Psyche
1. Ao dissertar acerca das várias doutrinas políticas, mentalmente colocamos à esquerda aquelas que consideramos mais radicais; no lado oposto, as mais conservadoras.
2. Porém, este esquema, deveras simplista, apenas reflecte a distribuição das classes políticas nas assembleias d'antanho, em que à direita do rei se sentavam os representantes do alto clero e da privilegiada nobreza, enquanto no lado oposto se acomodavam os representantes do povo.
3. Com a multiplicação das formações partidárias, tem-se procurado manter ao centro os liberais, seguidos dos conservadores à direita e, na extrema destes, os fascistas; no lado oposto, colocamos os radicais de esquerda e os comunistas; entre este grupo extremista e os liberais, os socialistas.
4. Contudo, tanto os comunistas - que, segundo Lenine, na comunidade se resumem a dirigentes e dirigidos - bem como os fascistas, têm um conceito de democracia sui generis, devendo ambos ser colocados à esquerda dos liberais, permanecendo no centro os socialistas e os conservadores, tal como se tem verificado nas arregimentações partidárias em Portugal.
5. Quanto ao cariz autoritário, colocaremos no topo de uma linha vertical os radicais e os comunistas à esquerda, os fascistas à direita; em posição mediana, os socialistas em oposição aos conservadores; no extremo oposto às posições autoritárias da linha vertical tomada como referência, ficariam os liberais, por norma adversos a soluções musculadas e sempre parlamentaristas.
6. Claro que os cooperativistas, na tal linha vertical, só teriam lugar no extremo oposto às doutrinas autoritárias, devido à sua prática e espírito essencialmente democráticos, cultivados na autogestão.
7. Logo, a reforma das mentalidades, condicionadas pelos esquemas da burguesia dominante, só poderá ser realizada pelo aumento em número das unidades cooperativas.
Nau
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