segunda-feira, 6 de abril de 2015
Nº. 1236 - Doutrina Cooperativista
1. Não nos move qualquer má vontade contra as religiões - incluindo o comunismo - nem contra aqueles que as professam.
2. Claro que somos contra todos clubismos, facciosismos políticos, eleitorites acéfalas e respectivos mentores, abjurando o Estado de Direito este tido como instrumento da dominante burguesia plutocrática.
3. Sem oposição legalizada as referências são, tendencialmente, monopolizadas pelo grupo directivo e as eventuais contestações e/ou sugestões abafadas pelos aplausos, pelo coro daqueles que pretendem ser notados para eventuais benefícios ou mero carreirismo.
4. As grandes assembleias - de populares, de profissionais, de partidários - apenas servem para confirmar as decisões dos maiorais, orquestradas por gente com dotes de falar em público com eloquência, estimulando paixões de amor ou ódio, segundo as conveniências do momento.
5. Por outro lado, a partidocracia enferma pela necessidade de satisfazer a sua clientela, bem como de prometer o irracional a fim de obstaculizar o acesso dos opositores às cadeiras do poder, estas reservadas para a cor dos dirigentes.
6. A multiplicação das unidades cooperativas, formadas por pessoas que se conhecem razoavelmente, bem como disciplinadas pela autogestão, agregadas em uniões, federações, etc., serão o escudo possível para enfrentar tanto as manobras dos plutocratas ditos liberais, como os diktats dos burocratas socialistas.
7. Num mundo que se pretende uniformizado pela via plutocrática, apenas a regionalização e forte espírito cooperativista com fortes laços e implantação local será o motor do progresso sustentável.
Nau
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