quarta-feira, 15 de abril de 2015
Nº. 1245 - Prelo Real
1. Em meados do mês passado, tomei conhecimento de uma manifestação pública monárquica agendada para o dia 11 do corrente.
2. Segundo o programa dos organizadores, a concentração teria lugar na Praça dos Restauradores, em Lisboa, pelas 15 horas, num fim de semana.
3 Procurei organizar uma passagem pela capital alfacinha a fim de ter o ensejo de contactar com desconhecidos correligionários a quem me propunha questionar acerca das suas opções monárquicas.
4. A probabilidade de realizar a deslocação a Lisboa na data aprazada, só na véspera desse dia ganhou alguma consistência, desde que me limitasse ao eventual contacto com manifestantes desconhecidos.
5. Com muita dificuldade, rompi pela Praça dos Restauradores cerca das 15h20 e, como não enxergasse bandeiras, nem manifestantes, com alguma esperança presumi que estes já estarem a caminho do Largo do Município, término previsto da manifestação.
6. Solícito, o motorista do táxi prometeu furar o trânsito da baixa lisboeta e, em escassos minutos, alcançar o Pelourinho municipal onde uma dezena de turistas tiravam fotografias viligiaturantes.
7. Os promotores das manifestações monárquicas ainda não aprenderam que, sem camionetas de excursionistas, bandas de música ou tambores - além das prévias autorizações - não há demonstrações populares espontâneas pelas ruas. E, melancolicamente, voei para o meu destino.
Nau
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