quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nº. 1260 - Luta Popular


1. A luta é uma constante - mesmo antes de tomar conhecimento da vida - e um desassossego anímico.

2. Lutamos para nascer, para continuar a existir, para fazer frente a doenças. para vencer infortúnios, bem como pela subsistência pessoal e dos que são próximos.

3. Desassossego anímico, porquanto as faculdades intelectuais e morais concernentes à vida mental duram enquanto a vida dura, mesmo quando a insanidade coarcta a razão.

4. A luta popular é aquela que vivemos quando inseridos na comunidade que nos acolhe, contra aqueles que se presumem nascidos para viver à custa do trabalho alheio.

5. Por ser constante e desassossegada as opções multiplicam-se, pelo que as alianças forçosamente tomam como referência a cooperação e o apoio mútuo, bem como a figura do Rei, por este obviar disputas sectárias no topo da Comunidade.

6. Temos consciência que não somos liberais (economia de mercado, tendencialmente plutocrática); nem tão-pouco socialistas (economia planificada, tendencialmente burocrática). Somos cooperativistas - optamos por uma economia social.

7. Logo, o aliado natural dos nossos dias - contra o capitalismo avassalador e a apaniguada partidocracia vigente - é o PCTP/MRPP.

Nau

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nº. 1259 Prelo Real


1. De certo que, no vasto mundo editorial brasileiro, existem obras literárias e/ou doutrinárias de muito interesse, tanto académico como social.

2. Pena é que a rapaziada do IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - não queira partilhar a riqueza própria com a Comunidade Lusa.

3. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que a Comunidade Lusa é formada pelos diferentes povos que se exprimem com raiz fonética comum.

4. Bom seria poder desfrutar da vivacidade brasileira nortenha, com a profundidade brasileira sulista, aliada às peculiaridades do português do Velho Continente e/ou às expressões familiares africanas, não esquecendo as do extremo-oriente.

5. A riqueza linguística advém do carácter diferencial face a outros sistemas da mesma jaez, com a importância que lhe é conferida pelo número dos que a falam e, sobretudo, pela sua cultura literária.

6. Renovo o apelo para todos aqueles que se exprimem na língua lusa façam constar neste espaço o título da obra, biografia do autor, resumo do tema, identificação da editora e respectivos contactos, se possível, em sete parágrafos da praxe cá do sítio.

7. A talho de foice sugiro uma visita ao http://www.hojemacau.com.mo e bom apetite.

Nau

terça-feira, 28 de abril de 2015

Nº. 1258 - RAC


1. Alguns perguntam: qual a diferença entre o monarquicomunalismo aqui defendido e o municipalismo partidocrático vigente?

2. Sublinhamos uma vez mais que os partidos políticos são constituídos por grupos de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos fins relacionados com os negócios públicos.

3. Logo, os partidos políticos são indispensáveis numa sã Democracia para o debate das ideias relativas à ciência de governar a Comunidade, degenerando em forças corruptíveis quando empenhados na conquista das cadeiras do poder.

4. A clubite define-se como a paixão exagerada pelo clube a que se pertence ou com que se simpatiza, nada tendo a ver com a doutrina política, tornando-se indispensável a implementação de medidas que dirimam a primeira e responsabilizem a segunda.

5. Por conseguinte, uma das hipóteses será a formação de governos obrigatoriamente de coligação, tendo por base a expressão eleitoral apurada em cada legislatura o que, além de diluir a tendência partidocrática, fomentaria o consenso nas medidas governamentais.

6. Tanto a economia de mercado (liberalismo), como a economia planificada (socialismo) deverão ser concertadas, tal como tem sido ensaiado com inegável equilíbrio pela actual administração da República Popular da China.

7. Contudo, nós aqui continuamos a pugnar por uma Economia Social, através das unidades cooperativas que, por via da autogestão e do autofinanciamento, darão um bom contributo para a progressiva reforma das mentalidades capitalistas.

Nau

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Nº. 1257 - Doutrina Cooperativista


1. A cooperação é o fundamento da nossa doutrina política, significando trabalho concertado, concorrência de forças e de meios.

2. Sendo o trabalho a aplicação das forças e faculdades do homem na produção do que é essencial para a sua subsistência e bem-estar, este é tido como uma actividade dignificante e nunca como mera competição.

3. Por via da associação autónoma de pessoas reunidas, voluntariamente, para atender as suas necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - afirma-se como um empreendimento de propriedade partilhada e gestão democrática.

4. Na concorrência de forças presumem-se objectivos de interesse comum e decisões concertadas, pelo que a autogestão só é possível mediante a participação dos associados, tanto na deliberação, como na materialização dos projectos.

5. A concorrência de meios, recursos, proventos, etc., tem por objectivo o autofinanciamento a partir dos seus próprios réditos - quotização e/ou suplementos - alguns regulados por via estatutária.

6. Outra característica das unidades cooperativas é a sua flexibilidade, permitindo esta dar resposta a diferentes necessidades colectivas e individuais.

7. Acima de tudo, o movimento cooperativo torna a vida das pessoas e das comunidades mais justa, equitativa e democrática.

Nau

domingo, 26 de abril de 2015

Nº. 1256 - Portal Comunalista


1. É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um monárquico romper por este portal adentro.

2. Dos republicanos nada há a esperar. Ora entretidos nos negócios das suas "lojas maçónicas", ora celebrando o "28 de Maio de 1926", digo, o "25 de Abril de 1974" - são republicanos "graças a deus!".

3.A fome de imortalidade dos simples de espírito é tão grande que lhes basta expressões filosóficas na Internet do tipo "porreiro, pá!", "kkk, tão giro!" ou, com mais bestunto, "Estou completamente de acordo, mas...", subscrevendo o nome, com brasão e tudo!.

4. O que parece merecer o apoio da maioria é a condenação do regime vigente - partidocrático, corrupto, burguesóide - por outro que mantenha o mais do mesmo.

5. Por incrível que pareça, ainda há quem defenda o "Governo do Rei; Administração do Povo" que, na versão republicana dos nossos dias, estrebucha, em França.

6. Continua este portal aberto a propostas que refutem e/ou completem as teses aqui apresentadas, bastando sete (7) parágrafos e um pouco de bom-senso.

7. Vá lá, não custa nada!.

Nau

sábado, 25 de abril de 2015

Nº. 1255 - Psyche


1. Na cultura europeia, a raça caucasóide (leucodérmica) e a prosperidade financeira correspondem a um padrão social elevado.

2. Claro que as diferenças de personalidade - sendo os homens tidos como mais agressivos, mais impulsivos e mais competitivos, enquanto que as mulheres sejam menos confiantes, menos dominantes e mais dependentes - evidenciam divergências, havendo mulheres com qualidades "masculinas" e homens com qualidades "femininas".

3. Porém, o comportamento de ambos os sexos é condicionado por múltiplos factores em que as experiências havidas, os papeis desempenhados e os circunstancialismos sociais são tão ou mais importantes do que a biologia, afora as capacidades que dependem da avaliação do psicólogo ou da psicóloga, tendencialmente divergente.

4. Os indivíduos de baixa extracção - tanto os homens, como as mulheres - têm um comportamento tenso, não verbalizado, nos contactos com os superiores, mormente exibindo um sorriso de submissão e evitando o cruzar dos olhos com o interlocutor.

5. A linguagem das mulheres poderá ser educada, agradável ou menos segura, enquanto a dos homens procura ser mais directa, forte, embora com interacções breves e interrupções mais frequentes, a fim de manter um papel superior e contornar a probabilidade das mulheres avançarem com perguntas dilatórias.

6. Logo, o homem procura comportar-se como o sexo forte, enquanto que as mulheres exibem atitudes mais cordatas, embora firmes, quando provenientes de um estatuto social superior, contrastando com a atitude masculina que, no contacto com os indivíduos de baixa extracção, ao tratá-los como iguais, tendencialmente, estes reagem de igual modo.

7.A tentativa de implementar o tratamento por tu nas relações sociais não significa maior aproximação, nem tão-pouco familiaridade.

Nau

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Nº. 1254 - Fim de Semana 17


1. Sem dúvida que dividir o Estado de Direito em bom (predominância plutocrática e/ou timocrática) e mau (predominância fascista, social-fascista e/ou teocrática) é apenas alinhar num pensamento de saídas condicionadas.

2. Para alguns monárquico, Monarquia é algo cristalizado em tempos idos. Porém, a doutrina monárquica, tal como a tradição, renova-se como as águas de um caudaloso rio e, embora o leito seja constante, o ímpeto e o substrato variam em harmonia com o fluxo vital.

3. Os monárquicos portugueses encontram-se divididos em dois grandes grupos: o liberal, escudado em um parlamentarismo partidocrático; e o socialista que, renunciando as suas raízes democráticas, se pretende identificar com o jacobinismo republicano, enquanto a malta cooperativista exige uma reforma a partir das bases, isto é, através das unidades que cultivam a autogestão, o espírito comunalista e o esbatimento da partidocracia.

4. Logo, o PS, o PSD e o PP - apenas citando os partidos dos arco governamental - representam somente as ideias e actividades dos grupos de pessoas empenhadas na conquista das cadeiras do poder, defendendo o liberalismo uma economia de mercado; o socialismo parlamentar socorrendo-se de uma economia planificada, enquanto que os cooperativistas pugnam por uma economia social.

5. Lembrar os autores contemporâneos - Vasco Pulido Valente, Miguel Esteves Cardoso, Miguel Sousa Tavares, Domingos Amaral e tantos outros! - que falam o nosso português, pensando e criticando com a independência e autenticidade que falta aos nossos políticos e governantes é, para nós, autêntico refrigério.

6. Quanto aos políticos e governantes, bom é ter presente que, em Portugal, existe um autêntico e aguerrido grupo de intelectuais de esquerda, cuja presença no parlamento daria azo a um equilíbrio que falta para as necessárias reformas tendentes a satisfazer, globalmente, as carências da população.

7. Familiariza-te e comenta as propostas do PCTP/MRPP: www.lutapopularonline.org
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Nau

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Nº. 1253 - Luta Popular


1. Paternalmente, amigos e, sobretudo, desconhecidos escrevem-me chamando a atenção para o facto da Europa ser gerida de acordo com os interesses de minorias que a ultrapassam, manietando-a aos padrões que, por força das circunstâncias, terá que respeitar.

2. Outros acenam com projectos megalómanos que, tendo Sines como porto de entrada iria transformar este como charneira para a distribuição de gás natural pelo Velho Continente, tornando-o independente das ramas de petróleo bruto, tanto as do Médio Oriente, como as da África magrebina.

3. Claro que a parçaria com a administração estadunidense aumentará a predominância desta no continente europeu, condicionando o poder de decisão do Clube de Bruxelas/Estrasburgo; reforçando a dependência de plutocratas que, através dos combustíveis, do negócio da droga e das armas - estas indispensáveis para a multiplicação dos conflitos, justificando a existência dos grupos radicais e a lógica do terrorismo - satisfazem a gula pantagruélica dos capitalistas.

4. Outras hipóteses se perfilam no horizonte tecnológico apoiadas nas energias renováveis; na construção de espelhos solares; na substituição dos combustíveis fósseis por esquemas de exploração de fontes energéticas mais eficientes e menos controláveis pelos grupos sanguessugas que degradam o ambiente do planeta Terra, tirando grandes benefícios materiais com a precariedade da saúde da população.

5. Sendo verdade que Bruxelas/Estrasburgo não vê com bons olhos governos radicais nos diversos estados-membros, certo é que a União Europeia já se está a habituar ao ensaio verificado em Atenas que, com alguns arrufos da parte da fundamentalista Merkel, lá vai singrando de negociação em negociação até ficar tudo como dantes.

6. Porém, se em Portugal um aguerrido e autêntico partido de esquerda entrar para o parlamento e começar a ter acesso às cadeiras do poder, o caso muda de figura  e, embora aparentemente periférico, muitos sapos teriam que ser engolidos com as reformas internas que, sem dúvida, seriam implementadas, bem como devido à acentuada inflexão aos interesses das populações.

7. Concluindo. Temos que continuar ao lado do PCTP/MRPP como a real aposta na política das reformas sociais que tardam a ser implementadas.

Nau

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Nº. 1252 - Prelo Real


1. Há muito tempo já que, neste espaço, não falo de livros, isto é, daquilo que foi, recentemente, dado à estampa.

2. Para remissão da minha falta, lembro aqueles que sempre estão comigo: à minha cabeceira, na minha mochila, com a minha pessoa, nos momentos de evasão.

3. Vasco Pulido Valente: obrigado pelos seus comentários no jornal "Público" que são autênticas machadadas no "politicamente correcto" dos nossos dias.

4. Miguel Esteves Cardoso: "A esquerda e a direita políticas estão uma para a outra como os nossos olhos - esquerdo e direito - mas como as nossas mãos, que nunca passam da distinção muito limitada entre canhotos e direitos. Como se fossem, de algum modo, humanamente diferentes".

5. Miguel Sousa Tavares: "Facebook é a maior ameaça do século XXI".

6. Domingos Amaral: "Champions da semana: Platão-Beethoven e  Merkel-Tsipras. Hoje é o dia do primeiro round do grande Alemanha-Grécia...".

7. Estes autores falam o nosso português, pensando e criticando com a independência e autenticidade que falta aos nossos políticos e governantes.

Nau

terça-feira, 21 de abril de 2015

Nº. 1251 - RAC


1. Segundo parece, grande confusão foi gerada pelo nosso apontamento de ontem acerca da doutrina cooperativista.

2. Apressamos-nos a chamar a atenção para o facto de partido político significar grupo de pessoas unidas em ideias e actividdes para a consecução de certos objectivos de interesse público.

3. Por outro lado, a doutrina política resume-se a um conjunto de princípios que servem de base a uma ciência social que trata da organização da vida do Estado.

4. Logo, o PS, o PSD, o PP - apenas citando os partidos do arco governamental - representam as ideias e actividades dos grupos de pessoas empenhadas na conquista das cadeiras do poder.

5. O conjunto de princípios que servem de base a uma ciência social são defendidos por aqueles favoráveis à liberdade civil e política (Liberalismo: economia de mercado); pelos que lutam pela defesa da propriedade colectiva dos meios de produção (Socialismo: economia planificada); pelos que opõem a cooperação e apoio mútuo à competitividade (Cooperativismo: economia social).

6. As leis fundamentais que regem a coisa pública poderão ter como soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na hierarquia política - a figura do Rei (hereditária e vitalícia) ou do Presidente da República, chefe a prazo de génese partidária.

7. Reconhecemos o erro de ter conotado, no último apontamento, certos tradicionalistas com os badamerdas pelo que pedimos desculpas a estes últimos.

Nau

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Nº. 1250 - Doutrina Cooperativista


1. Os monárquicos portugueses encontram-se divididos em dois grandes grupos: o liberal e o socialista.

2. Claro que o grupo liberal cultiva as raízes vintistas escudado no parlamentarismo tendencialmente partidocrático.

3. Evoca o grupo socialista os grandes mestres do passado - Antero de Quental, Oliveira Martins, José Fontana - que naquele tempo pugnava pela reforma da mentalidade burguesa.

4. Nas franjas monárquicas estiolam os betinhos, os papa-hóstias e os tradicionalistas, eufemismo para badamerdas.

5. Qualquer dos ditos grupos querem um rei - hereditário e vitalício - por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade, mas ainda não chegaram a tal conclusão.

6. Curiosamente também há aqueles que, desafectos ao herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio, pretendem a designação do Chefe de Estado por colégio eleitoral.

7. A malta cooperativista exige uma reforma a partir das bases, isto é, através das unidades que cultivam a autogestão, o espírito comunalista e o esbatimento da partidocracia.

Nau

domingo, 19 de abril de 2015

Nº. 1249 - Portal Comunalista


1. Para alguns monárquicos, Monarquia é algo cristalizado em tempos idos; predominância burguesa pela via partidária e parlamentar; ultramontanismo, "embora tolerante com outros credos religiosos".

2. A doutrina monárquica, tal como a tradição, renova-se à semelhança das águas de um rio caudaloso e, embora o leito seja constante, o ímpeto e o substrato variam em harmonia com o fluxo vital.

3. Conquanto defensor de todos os movimentos progressistas do seu tempo, John Stuart Mil (1806-73), no âmago do seu coração, esperava que os melhores elementos de uma comunidade norteassem esta sempre para bons portos.

4. Também alguns monárquicos supõem que a aristocracia (forma de governo em que o poder é exercido por uma minoria de pessoas notáveis) é sinónimo de nobreza (grupo social de antanho com certas prerrogativas que se transmitiam por herança) e capricham na usança de brasões e títulos de validade mais do que duvidosa.

5. Por outro lado, sendo evidente que todas as religiões são fraude e nefastas à humanidade pelo fanatismo e ódios patentes nos nossos dias, há muitos monárquicos que pretendem impor o fideísmo, dado que, para eles, a fé suplanta a razão.

6. Todos nós (com justificáveis excepções) honramos os nossos Pais e prescindimos de actos eleitoralistas para assumir qualquer tipo de responsabilidades, reconhecendo a figura do nosso Rei como o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

7. Somos cooperativistas por ser esta a melhor via para a satisfação das nossas necessidades económicas, sociais e culturais, bem como para fomentar a autogestão, base da doutrina comunalista, sem passadismos, espírito de classe, fideísmos, xenofobismos e coisas da mesma jaez.

Nau

Nº. 1248 - Psyche


1. O Estado de Direito, invocado por tudo e por nada, contempla dois entendimentos: o organismo político-administrativo; aquilo que é justo, recto e conforme com a lei.

2. Sempre existiram comunidades como grupos de pessoas vivendo nómada (idade da recolecta) ou sedentariamente (hábitos e costumes exercidos no mesmo território) como prática de trabalho (cooperação) e defesa comum.

3. Logo, as regras de conduta desses grupos de pessoas sempre estiveram condicionadas pela minoria dominante (força física ou conhecimento adquirido) pelo que afirmar que o Estado de Direito é uma conquista da Democracia significa falar barato.

4. O direito político e o direito do povo nem sempre coincidem e, frequentemente, colidem pelo que seria desnecessário falar da tirania do Estado de Direito, evidente na República Popular da Coreia do Norte e/ou do teocrático Estado de Direito da República do Irão.

5. Claro que o Estado de Direito do Velho Continente - de tendência plutocrática - é fruto de uma tradição, isto é, uma evolução histórica (prática ou usanças transmitidas de geração em geração) que se renova e se adequa às necessidades contemporâneas.

6. Dividir o Estado de Direito em bom (predominância plutocrática e/ou timocrática) e mau (preponderância fascista, social-fascista e/ou teocrática) é apenas alinhar num pensamento político de saídas condicionadas.

7. O CMC, cooperativismo monárquico-comunalista, é a alternativa real ao "Estado de Direito" republicano - tanto o liberal, como o socialista.

Nau

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Nº. 1247 - Fim de Semana 16


1. A função executiva - que permite a escolha do comportamento adequado numa determinada situação - começa a deteriorar-se a partir dos 30 anos,  sendo os níveis de declínio mais evidentes aos 70 com a diminuição da velocidade de reacção e memória de curto prazo.

2. No comunalismo, a capacidade e mérito dos indivíduos, independente da velocidade de reacção e memória, fundamenta-se na prática da cooperação e apoio mútuo em autogestão concertada com unidades similares, face à competitividade doentia entre as pessoas, exacerbada pela apropriação e fome de poder.

3. Sem dúvida que o cooperativismo é a alternativa possível ao liberalismo dos plutocratas, bem como ao socialismo dos burocratas, motivando o agrupamento indistinto de pessoas com o objectivo de satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais destas, sem preocupações étnicas, religiosas ou clubísticas.

4. Lembramos que o caciquismo que se verifica no regime político vigente, seguindo o modelo futebolístico de agrado geral, caracteriza-se pela influência perniciosa exercida por dirigentes partidários ao nível local, regional, distrital e parlamentar, na manipulação de interesses e mobilizações eleiçoeiras.

5. Os doutrinadores e militantes monárquicos - useiros e vezeiros nas picardias pessoais - ainda não aprenderam que, sem camionetas apinhadas de excursionistas; bandas de música ou tambores - não esquecendo as respectivas autorizações legais - não é possível haver manifestações populares espontâneas pelas ruas.

6. De 18 de Março a 27 de Maio de 1871 um governo revolucionário exerceu o poder em Paris, frente à Assembleia Nacional, tendo sido um movimento espontâneo de tendências jacobinas, blanquistas, democratas radicais e colectivistas anarquistas, que soçobrou às mãos da burguesia dominante daquele tempo.

7. À cautela, melhor é familiarizar-se com a política dos nossos dias. Lede, divulgai e comentai www.lutapopularonline.org.

Nau

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Nº. 1246 - Luta Popular


1. De 18 de Março a 27 de Maio de 1871 um governo revolucionário exerceu o poder em Paris frente à Assembleia Nacional, tendo sido um movimento espontâneo de tendências jacobinas, blanquistas, democratas radicais e colectivistas anarquistas, que soçobrou às mãos dos plutocratas. www.lutapopularonline.org.

2. Os Bairros Sociais, eufemismo utilizado pela plutocracia dominante a fim de mascarar os ghettos - áreas citadinas, autênticas reservas destinadas ao confinamento de gente de baixos recursos - há muito longe da preocupação dos governante, agora torna-se pasto do apetite dos especuladores, mascarados como técnicos do reordenamento ou antes técnicos do redimensionamento familiar. www.lotapopularonline.org.

3. Angélico, o social-fascista Bernardino Soares, ex-chefe da respectiva bancada parlamentar na Assembleia da República, alçapremado presidente da câmara municipal de Loures, procura consolidar a sua clientela através de politiquices clubísticas em véspera das próximas idas às urnas. www.lutapopularonline.org.

4. No Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial, 21 de Março, realizou-se uma jornada de denúncia, no Largo de S. Domingos, em Lisboa, contra a violência racista das forças policiais, tendo presente que o racismo é o acerbar do sentimento de um grupo étnico, social ou profissional contra outros considerados inferiores. www.lutapopularonline.org.

5. A violência policial no Bairro da Cova da Moura é da mesma raiz daquela verificada nos ghettos de algumas cidades estadunidenses, associando-se o crime a grupos étnicos, sem curar os problemas que dão azo a tais crimes, lançando-se mais combustível sobre as chamas viciosas. www.lutapopularonline.org.

6. Por escassos votos, o candidato do PCTP/MRPP à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira não foi eleito. Não há dúvida que muitos são aqueles que, por esquemas tortuosos, pretendem calar a voz dos cidadãos inconformistas. www.lutapopularonline.org.

7. Ler e divulgar o "Programa das Comemorações dos 40 anos da Infantário Popular Ribeiro dos Santos é ficar atento a uma realidade que muitos pretendem ocultar. www.lutapopularonline.org.

Nau

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nº. 1245 - Prelo Real


1. Em meados do mês passado, tomei conhecimento de uma manifestação pública monárquica agendada para o dia 11 do corrente.

2. Segundo o programa dos organizadores, a concentração teria lugar na Praça dos Restauradores, em Lisboa, pelas 15 horas, num fim de semana.

3 Procurei organizar uma passagem pela capital alfacinha a fim de ter o ensejo de contactar com desconhecidos correligionários a quem me propunha questionar acerca das suas opções monárquicas.

4. A probabilidade de realizar a deslocação a Lisboa na data aprazada, só na véspera desse dia ganhou alguma consistência, desde que me limitasse ao eventual contacto com manifestantes desconhecidos.

5. Com muita dificuldade, rompi pela Praça dos Restauradores cerca das 15h20 e, como não enxergasse bandeiras, nem manifestantes, com alguma esperança presumi que estes já estarem a caminho do Largo do Município, término previsto da manifestação.

6. Solícito, o motorista do táxi prometeu furar o trânsito da baixa lisboeta e, em escassos minutos, alcançar o Pelourinho municipal onde uma dezena de turistas tiravam fotografias viligiaturantes.

7. Os promotores das manifestações monárquicas ainda não aprenderam que, sem camionetas de excursionistas, bandas de música ou tambores - além das prévias autorizações - não há demonstrações populares espontâneas pelas ruas. E, melancolicamente, voei para o meu destino.

Nau

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nº. 1244 - RAC


1. Num apontamento de alguém que se afirma monárquico, lemos que o comunalismo, tal como tem sido defendido neste espaço, inevitavelmente redundará em caciquismo local.

2. Lembramos que o caciquismo é devido à influência perniciosamente exercida por dirigentes partidários ao nível local, regional, distrital e parlamentar, na manipulação de interesses e mobilizações eleitorais.

3. Logo, em vez de chamar de caciquismo àquilo que se verifica no regime vigente, designaremos o mesmo por clubismo, pelas parecenças deste com o modelo futebolístico de agrado geral.

4. Na minha aldeia, em tempos idos, era o padre que tinha a capacidade de angariar valores sonantes, comestíveis e agasalhos que distribuía pelos mais carenciados.

5. Hoje é o presidente da junta de freguesia que sorteia os contemplados: varrer as ruas, caiar paredes, pequenas obras de manutenção de equipamentos públicos e outras coisas da mesma jaez.

6. Claro que tais funções são exercidas apenas durante alguns meses - e rotativamente - de acordo com os fundos disponíveis e a afeição ao partido predominante demonstrada pelo candidato.

7. O cooperativismo apresenta-se como a força adequada para a reforma da mentalidade burguesa - tanto a plutocrática, como a partidocrática - ao procurar satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, por via da autogestão.

Nau

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nº. 1243 - Doutrina Cooperativista


1. Procuramos fazer a destrinça, no último apontamento, entre o comunalismo e o comunismo.

2. Talvez não seja displicente acrescentar que o comunalismo nada ter a ver com comunitarismo, na linha da formação dos povos em que preponderava o sentimento de comunidade.

3. De facto, o comunitarismo, tal como se verificou nos tribos orientais do Velho Continente, era basicamente hierarquizado, tendo por padrão a força e a experiência.

4. O comunalismo caracteriza-se pela administração autónoma e o agrupamento indistinto de pessoas, sem preocupações étnicas, religiosas ou clubísticas.

5. A consolidação do comunalismo por via cooperativista resulta do sistema associativo solidário que permite um combate eficaz contra o capitalismo.

6. O cooperativismo opõe a cooperação e o apoio mútuo à submissão total às forças plutocráticas e usurárias da burguesia.

7. Sem dúvida que o cooperativismo é a alternativa ao liberalismo dos plutocratas, bem como ao socialismo dos burocratas.

Nau

domingo, 12 de abril de 2015

Nº. 1242 - Portal Comunalista


1. Volto a chamar a atenção dos sempre distraídos para o facto do comunalismo não significar comunismo.

2. O comunalismo é a doutrina social que estabelece a autonomia da comuna, isto é, a descentralização administrativa.

3. Por outro lado, o comunismo propõe que o direito de propriedade passe do indivíduo para o domínio de todos.

4. O comunalismo tendencialmente opta pela propriedade partilhada, tendo por objecto a concorrência de auxílio, de forças, de meios para fins determinados.

5. A comunidade de bens e a abolição da propriedade privada do sistema político, económico e social comunista assenta nas classes dirigentes e dirigidos.

6. Porém, no comunalismo, a categoria dos indivíduos tem por fundamento o mérito e capacidade verificada na autogestão pontual.

7. O conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo pela via da autogestão, é o corolário real do comunalismo.

Nau

sábado, 11 de abril de 2015

Nº. 1241 - Psyche


1. Tendo a minha mulher - que se deslocara de longe até ao centro da cidade como pendura - necessidade urgente de regressar a casa, veio ao meu encontro solicitar as chaves do carro prometendo, solenemente, não me deixar apeado.

2. Prevendo uma hora incerta para o término da jornada pelo cômputo das reuniões agendadas para esse dia, bem como um trânsito automóvel caótico por ser fim de semana, optei por concertar improvisada boleia com um colega que tem casa lá para as minhas bandas.

3. Antecipadamente dei conhecimento à minha mulher da alteração do plano de recurso para o meu regresso a penates, supondo-me livre do provável esgotamento físico devido a uma condução cheia de atritos e maus humores.

4. Claro que a presença da mulher do meu improvisado motorista, sendo esta nossa colega na mesma instituição, estava prevista no rumo a casa, cada um dos três ansiando por um fim de semana tranquilo, após uma jornada que, carregada de problemas, poucas saudades deixava.

5. Grande foi a minha surpresa ao ser confrontado pela atitude de alguém que, profissionalmente, tem demonstrado comedimento e segurança naquilo que faz, ao massacrar a sua cara metade com intempestivos avisos à condução: "olha aí esse carro!"; "porque vais tão devagar?"; "não faças ultrapassagens desnecessárias!" ...

6. Numa troca de impressões com o meu improvisado motorista da semana anterior este confirmou ser corrente a mulher enzinar-lhe os ouvidos com recomendações inoportunas mas ele, já habituado a tal prática, não prestava qualquer atenção a tais invectivas.

7. Aos trinta anos começamos a ter dificuldades com o desempenho do nosso cérebro, particularmente com a memória, mas aquilo que exigiria uma cuidada observação profissional, torna-se irrelevante no contacto familiar.

Nau

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Nº. 1240 - Fim de Semana 15


1. O cooperativismo - encontrando-se no extremo oposto às doutrinas autoritárias devido à sua prática e espírito essencialmente democráticos, cultivados na autogestão - é a via para a reforma das mentalidades irresolutas prevalecentes nos nossos dias, estas condicionadas pelos esquemas das burguesias dominantes.

2. Voltamos a sublinhar: todas as religiões são fraudulentas e nefastas para a sanidade mental do homem que, apenas pelas suas próprias mãos e cultivada inteligência, poderá trabalhar para uma vida mais confortável e harmoniosa, sem a necessidade de sacerdotes, quiromantes, mulheres de virtudes, gurus e quejandos.

3. A multiplicação das unidades cooperativas, formadas por pessoas que se conhecem razoavelmente, bem como disciplinadas pela autogestão, agregadas em uniões, federações, etc., serão o escudo possível para enfrentar, tanto as manobras dos plutocratas ditos liberais, como os diktats dos burocratas socialistas.

4. Bom será não esquecer que as comunidades dos nossos dias estão condicionadas pelo seu nascimento e as clonagens de sucesso, tidas por referência, apenas refletem a penetração em mercados consumidores em que a grande marca comercial cobra direitos de replicação.

5. A política é a ciência de governar as comunidades; a fé, uma crença religiosa - ambas nada têm a ver com as paixões exageradas pelo clube a que se pertence ou com o qual se simpatiza - sendo importante todo o mundo se aperceber que, incontornavelmente, tem obrigações para com o próximo.

6. Nem tudo que é justo, recto e conforme com a lei é um direito perene adquirido, porquanto a lei é mera norma jurídica ditada pelo poder legislativo, mas conveniente aos mudáveis interesses da comunidade, tal como é interpretado pelo espírito anglo-saxão, pouco afoito a endeusar o Estado de Direito como é prática corrente dos fideístas plutocráticos.

7. Claro que o cooperativismo será uma boa escola para a formação de gestores mais equilibrados, podendo os cidadãos impacientes apoiar o PCPT/MRPP porquanto este, na nossa opinião, tem quadros dirigentes meritórios.

Nau

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Nº. 1239 - Luta Popular


1. O povo - nome colectivo dos indivíduos que constituem a parte mais numerosa e menos rica da população da comunidade à qual pertence, por estratégia política, a burguesia plutocrática e seus serventuários, no conjunto considerado como público - é o tema favorito das encomiásticas perlengas dos demagogos.

2. Até os sociais-fascistas - no seu assalto às cadeiras do poder após o colapso da salazarquia - não se cansavam de proclamar que o povo é quem mais ordena embora, por mera jactância palavrosa, apenas confirmassem a actividade rural mais humilde verificada numa economia de subsistência em que a ordenha (acto de espremer os úberes das reses fêmeas para a extracção do leite) é prática corrente.

3. Logo, popular designa a multidão; os partidários do povo; que é do povo como origem ou pertença; que é próprio do povo; que é do agrado do povo, sobretudo das simpatias do povo do qual - a parte mais numerosa e menos rica da população acima sublinhado - resulta o maior número de votos nos sufrágios universais.

4. Os demagogos - tendo por função estimular as paixões populares e convencer o maralhal a delegar o seu poder de decisão aos chefes das facções políticas, tanto no sistema parlamentar, como no de ditadura paternal - pretendem agradar aos catapultados dirigentes que, por sua vez, dependem da boa vontade da classe dominante - os plutocratas.

5. A eleição serve a classe dominante, não se cansando esta de insinuar que os dirigentes eleitos têm óptimos predicados para a condução dos negócios públicos: adoram disfrutar de conforto requintado; vestem bem; não dependem materialmente das funções que exercem; têm a formação académica adequada; facilmente compreendem os interesses dos seus superiores hierárquicos.

6. Logo, a razão pela qual os nossos amados dirigentes são assacados de tudo que ocorre mal na condução dos negócios públicos é a válvula de escape para as inevitáveis frustrações pós-eleitorais, restando a hipótese de uma estratégica mudança na próxima consulta popular que apenas servirá para manter tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.

7. Claro que o cooperativismo será uma boa escola para a formação de gestores mais sensatos, podendo, no entanto, os cidadãos mais impacientes apoiar o PCTP/MRPP porquanto este, na nossa opinião, tem quadros dirigentes meritosos.

Nau

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Nº. 1238 - Prelo Real


1. Caiu o Carmo e a Trindade só porque ferimos os sentimentos de alguns cândidos religiosos ao escrever acerca das várias interpretações e significado da Páscoa.

2. Já agora lembramos que o presépio - o estábulo onde se exibe um menino deitado sobre palhas, ladeado por uma figura masculina e outra feminina, juntamento com um boi e um burro - foi o espectáculo montado por São Francisco de Assis, no século XIII, mais precisamente no dia 25 de Dezembro de 1223, na localidade de Greccio, Itália.

3. Por outro lado, a chamada de atenção para as presumidas democracias - tanto liberais, conservadoras e extremistas, como as socialistas, radicais e sociais-fascistas - são destrinças importantes para as comparar com a doutrina cooperativista que se arvora como a alternativa possível ao impante domínio da burguesia plutocrática.

4. Jamais será possível reformar judiciosamente a mentalidade de gente preocupada apenas com o seu bem-estar pessoal - atropelando tudo e todos; utilizando os esquemas mais asquerosos e vis da corrupção; fomentando o consumo de drogas e actos terroristas; roubando descaradamente; instigando perseguições políticas e/ou religiosas - apenas para alimentar a sua fome de poder.

5. A política é a ciência de governar as comunidades; a fé, uma crença religiosa - ambas nada têm a ver com as paixões exageradas pelo clube a que se pertence ou com o qual se simpatiza, sendo importante todo o mundo se aperceber que, incontornavelmente, tem obrigações para com o próximo.

6. Nem tudo que é justo, recto e conforme com a lei é um direito perene adquirido, porquanto a lei é mera norma jurídica ditada pelo poder legislativo, mas conveniente aos mudáveis interesses da comunidade, tal como é interpretado pelo espírito anglo-saxão, pouco afoito a endeusar o Estado de Direito como é prática corrente dos fideístas plutocráticos.

7. Logo, o que importa é discutir estes assuntos publicamente e não enveredar pelos rodriguinhos e cochichos,  óptimos para entreter o cultivado statu quo.

Nau

terça-feira, 7 de abril de 2015

Nº. 1237 RAC


1. O País Basco é uma comunidade que se espraia pelas duas vertentes dos Pirenéus: a espanhola e a francesa.

2. A língua do País Basco compreende uma estrutura muito peculiar: largos contributos latinos e românicos, além de sufixos acumuláveis que lhe dão um carácter aglutinante em que os radicais, sem se fundirem completamente, formam termos compostos com significações próprias.

3. Cadinho de várias experiências civilizacionais, a região basca não é apenas uma comunidade de indivíduos com a mesma origem étnica que falam o mesmo idioma e capricham ser vagamente xenófobos, mas um país real à prova de globalismos avassaladores.

4. Bom será não esquecer que as comunidades dos nossos dias estão condicionadas pelo seu nascimento e as clonagens de sucesso, tidas por referência, apenas refletem a penetração em mercados consumidores em que a grande marca comercial cobra direitos de replicação.

5. A forte estrutura cooperativista ensaiada no País Basco tem permitido a este manter uma saudável confiança quanto ao futuro, tanto na qualidade da produção industrial, como na capacidade de satisfazer as necessidades dos seus concidadãos.

6. O funcionamento de equipamentos que, a partir de programas específicos, permitem a realização de operações da mais variada natureza - sem intervenção humana - já venceu a relutância até dos mais cépticos.

7. Falta a coragem a muitos argumentadores monárquicos para ensaiarem as doutrinas aqui sistematicamente defendidas.

Nau

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Nº. 1236 - Doutrina Cooperativista


1. Não nos move qualquer má vontade contra as religiões - incluindo o comunismo - nem contra aqueles que as professam.

2. Claro que somos contra todos clubismos, facciosismos políticos, eleitorites acéfalas e respectivos mentores, abjurando o Estado de Direito este tido como instrumento da dominante burguesia plutocrática.

3. Sem oposição legalizada as referências são, tendencialmente, monopolizadas pelo grupo directivo e as eventuais contestações e/ou sugestões abafadas pelos aplausos, pelo coro daqueles que pretendem ser notados para eventuais benefícios ou mero carreirismo.

4. As grandes assembleias - de populares, de profissionais, de partidários - apenas servem para confirmar as decisões dos maiorais, orquestradas por gente com dotes de falar em público com eloquência, estimulando paixões de amor ou ódio, segundo as conveniências do momento.

5. Por outro lado, a partidocracia enferma pela necessidade de satisfazer a sua clientela, bem como de prometer o irracional a fim de obstaculizar o acesso dos opositores às cadeiras do poder, estas reservadas para a cor dos dirigentes.

6. A multiplicação das unidades cooperativas, formadas por pessoas que se conhecem razoavelmente, bem como disciplinadas pela autogestão, agregadas em uniões, federações, etc., serão o escudo possível para enfrentar tanto as manobras dos plutocratas ditos liberais, como os diktats dos burocratas socialistas.

7. Num mundo que se pretende uniformizado pela via plutocrática, apenas a regionalização e forte espírito cooperativista com fortes laços e implantação local será o motor do progresso sustentável.

Nau

domingo, 5 de abril de 2015

Nº. 1235 - Portal Comunalista


1. No Velho Continente, a Páscoa era o prenúncio da Primavera, logo a passagem dos rigores do Inverno para as primícias da nova estação.

2. Tempo de mudança como se infere da raiz do vocábulo Páscoa, foi tido pelos hebraicos como o tempo da fuga do Egipto para a Terra Prometida, logicamente numa época primaveril.

3. Dos vários profetas que abundavam na Judeia durante a ocupação romana, Yoshua ben Youssef, isto é, Josué, filho de José, salientou-se como o purista da fé judaica.

4. O romanófobo do povo da Judeia foi glorificado pelos apóstolos como Yehoshua, "Javé (deus) salva", e louvado como cristo, isto é, o ungido por Javé, após a condenação à morte, esta inevitável por contestar tanto as autoridades religiosas como as do ocupante romano.

5. Logo, o cristianismo resulta de um acumular de mitos (judaicos, egípcios e quejandos) que as várias igrejas cultivam, justificando a existência de sacerdotes que garantem a passagem para a Terra Prometida, isto é, vasto parque das delícias entre os antigos persas.

6. Como é óbvio, todas as religiões são fraudulentas e nefastas para a sanidade mental do homem que, apenas pelas suas próprias mãos e cultivada inteligência, poderá trabalhar para uma vida mais confortável e harmoniosa no planeta Terra.

7. O cooperativismo será uma boa ferramenta, independentemente de confissões religiosas e clubismos políticos, para a humanização do planeta azul, pela multiplicação de comunidades mais judiciosas.

Nau

sábado, 4 de abril de 2015

Nº. 1234 - Psyche


1. Ao dissertar acerca das várias doutrinas políticas, mentalmente colocamos à esquerda aquelas que consideramos mais radicais; no lado oposto, as mais conservadoras.

2. Porém, este esquema, deveras simplista, apenas reflecte a distribuição das classes políticas nas assembleias d'antanho, em que à direita do rei se sentavam os representantes do alto clero e da privilegiada nobreza, enquanto no lado oposto se acomodavam os representantes do povo.

3. Com a multiplicação das formações partidárias, tem-se procurado manter ao centro os liberais, seguidos dos conservadores à direita e, na extrema destes, os fascistas; no lado oposto, colocamos os  radicais de esquerda e os comunistas; entre este grupo extremista e os liberais, os socialistas.

4. Contudo, tanto os comunistas - que, segundo Lenine, na comunidade se resumem a dirigentes e dirigidos - bem como os fascistas, têm um conceito de democracia sui generis, devendo ambos ser colocados à esquerda dos liberais, permanecendo no centro os socialistas e os conservadores, tal como se tem verificado nas arregimentações partidárias em Portugal.

5. Quanto ao cariz autoritário, colocaremos no topo de uma linha vertical os radicais e os comunistas à esquerda, os fascistas à direita; em posição mediana, os socialistas em oposição aos conservadores; no extremo oposto às posições autoritárias da linha vertical tomada como referência, ficariam os liberais, por norma adversos a soluções musculadas e sempre parlamentaristas.

6. Claro que os cooperativistas, na tal linha vertical, só teriam lugar no extremo oposto às doutrinas autoritárias, devido à sua prática e espírito essencialmente democráticos, cultivados na autogestão.

7. Logo, a reforma das mentalidades, condicionadas pelos esquemas da burguesia dominante, só poderá ser realizada pelo aumento em número das unidades cooperativas.

Nau



sexta-feira, 3 de abril de 2015

Nº 1233 - Fim de Semana 14


1. Deixar correr o marfim, cultivando mera irresponsabilidade a fim de não se comprometer com qualquer  corrente política e assumir posição crítica acerca dos desaires que se vão desenrolando ao seu redor é simplesmente doentio.

2. Os socialistas, embora preconizando a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo, além da abolição da propriedade privada, vão contemporizando com as Repúblicas "democráticas". Por outro lado, os liberais - tendo a propriedade privada e o mercado como altares sagrados - preconizam que o poder político esteja na dependência dos detentores de capitais.

3. Claro que o socialismo, para a administração estadunidense, é algo maléfico a esconjurar repetidamente, enquanto na Europa é tão elástico que até serve a direita burguesóide. Porém, numa reinterpretação maoísta, o capitalismo é ensaiado em países socialistas para o aumento da produção local e adestramento de novas tecnologias.

4. O capital cooperativo, a fim de evitar a dependência usurária, é formada através da quotização dos sócios, continuando estes a manter o voto ao par, independentemente do valor subscrito e tempo de realização do mesmo. No entanto, a gestão de uma cooperativa não é pera doce - quer pela contratação de mão de obra assalariada, quer pelo alheamento dos trabalhadores/associados - pelo que o alerta ao espírito cooperativo tem que ser inteligentemente cultivado.

5. Todas as comunidades tomam como referência figuras verdadeiras ou míticas com as quais se identificam, servindo estas para o estreitamento dos laços comunitários. Também a religião é suposta funcionar como sedimento da população, mas quando os credos se multiplicam na relação normal entre os povos, resta o soberano para tal efeito.

6. A luta popular jamais poderá ser realizada por procuração (incumbências a finórios demagogos) ao arredio de responsabilidades e inevitável trabalho próprio, esperançosamente frutuoso.

7. O objectivo do cooperativismo é a satisfação das necessidades - económicas, sociais e culturais - dos seus associados reunidos em unidades de propriedade comum, agindo de acordo com uma forma sui generis - a autogestão.

Nau

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Nº. 1232 - Luta Popular


1. A luta popular jamais poderá ser realizada por procuração (incumbências a finórios demagogos) ao arredio de responsabilidades e inevitável trabalho próprio, esperançosamente profícuo.

2. O objectivo do cooperativismo é a satisfação das necessidades - económicas, sociais e culturais - dos seus associados reunidos em unidades de propriedade partilhada, agindo de acordo com uma fórmula sui generis - a autogestão.

3. Mantendo um distanciamento salutar dos prestamistas usurários e dos templos devotados ao consumismo, o cooperativista, eficaz e responsavelmente, se protege dos cantos de sereias protagonizados por liberais monopolizadores e por socialistas caprichados na direcção e domínio do Estado, sobretudo dos bens de produção e consumo.

4. Segundo Lenine, o socialismo seria a força criativa da maralha que não um esquema mecânico segundo o qual a comunidade se encontra dividida em dois grupos: os que traçam impondo as pertinentes regras e os que diligentemente as seguem ou executam.

5. Dos altares do capitalismo - regime económico consagrado à grande produção e monopólios controlados pelos detentores dos bens de consumo - os liberais cultivam uma democracia nominal (sublinho: que só existe em nome) conduzida por subservientes e apaniguados do capital, estes apoiados em esquemas eleitorites.

6. Prometendo inverter a pirâmide no vértice da qual normalmente pontificam os bônzios liberais, os socialistas multiplicam os órgãos de convergência numa óptica popular e, dado que não existe uma oposição legalizada, as decisões dos referidos órgãos não serão saudáveis  para os respectivos mentores desde que estas não coincidam com os diktats dos dirigentes.

7. Á cautela, aqui é defendida a regra da autogestão como prática cooperativista.

Nau

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Nº. 1231 - Prelo Real


1. Lá dizia Adolphe Thiers (1797-1877) "Le Roi n'administre pas, ne gouverne pas, il régne", porém alguns monárquicos teimam em permanecer na Idade Média.

2. Todas as comunidades tomam como referência figuras verdadeiras ou míticas com as quais se identificam, servindo estas para o estreitamento dos laços comunitários.

3. A religião é suposta funcionar como sedimento da população mas, quando os credos religiosos se multiplicam na relação normal entre os povos, resta o soberano para tal efeito.

4. Claro que para as classes privilegiadas - pessoas influentes graças ao seu vasto património - a figura máxima na jerarquia política deverá ser, convenientemente, a prazo.

5. Logo, a multiplicação das Repúblicas é devida ao domínio da classe burguesa que tanto se verifica nas comunidades do tipo liberal, como nas de cariz socialista.

6. Fácil é compreender a "democracia" partidocrática proposta pelos liberais e alguns socialistas, tal como a ditadura do partido único, sempre que a oposição organizada não é permitida.

7. O défice democrático daquelas doutrinas políticas - a liberal e a socialista, embora parlamentares - apenas poderá ser equilibrado por uma forte prática cooperativista.

Nau