quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Nº. 1169 - Luta Popular
1. Os partidos do arco da governação, isto é, que têm hipótese de fazer parte do governo, subsistem devido ao facto de actuarem como porta de entrada no mercado profissional do trabalho.
2. Claro que o partido político - grupo de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos objectivos na esfera dos negócios públicos - nem sempre tem acesso às cadeiras do poder, condicionando apenas as decisões daqueles que nelas tomam o assento.
3. Por outro lado, as forças económicas são manipuladas à distância - mor parte das vezes distâncias continentais - por minorias que controlam os bens de produção, impondo um consumismo enredador que, aparentemente, agrada ao maralhal, produzindo neste uma frenética competição.
4. Todo o mundo está contra a partidocracia que nos rege, esta apoiada em múltiplas capelinhas internas, alardeando amplas democracias, embora os candidatos para cargos electivos do Estado e os dirigentes das suas várias estruturas continuem a ser nomeados, de acordo com a prática rameira destes, pelos apossados do partido.
5. O dualismo, timbre da civilização europeia, admite posições antagónicas - o bem e o mal; o céu e o inferno; a esquerda e a direita - que na política se verifica na alternância no poder de dois partidos eleitoralmente predominantes, estes aliciando franjas das outras forças políticas ou barrando o poder a estas.
6. Logo, a alternativa resume-se ao mais do mesmo, mudando a cor da carroça e o clubismo dos transportados, embora a tracção animal - aquela que puxa pela carga regida pelo chicote, no ritmo do galope que as unhas dos pés de solípedes lhes permite - seja a mesma.
7. Por vezes as franjas coexistem dando azo ao Fragmento de Esquerda (aliás, Bloco de Esquerda) ou às Democracias Dispersas (digo, Democracias Directas), mas não há dúvida de que - pela clareza das intenções e consistência na luta popular - resta o PCTP/MRPP como o voto do protesto.
Nau
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