sábado, 10 de janeiro de 2015
Nº. 1150 - Psyche
1. Para um japonês tradicionalista, a família é a sua referência porquanto esta superou as dificuldades do seu tempo, transmitiu-lhe uma experiência da qual desfruta e poderá passar como exemplo às gerações vindouras.
2. O progresso nas artes, nas ciências, nos costumes, etc., japoneses, embora com largo contributo do budismo e, recentemente, da civilização de raiz europeia, tem tido a família e a natureza como base da sua cultura e fonte inspiradora.
3. Porém, a família que, em todas as culturas foi a razão de ser destas, encontra-se em decadência devido à utilidade e consumismos impostos por esquemas de produção, reduzindo a pessoa a número e este nada representa na globalização em curso.
4. As mães são forçadas a entregar os filhos de tenra idade a instituições sociais a fim de poder lutar pela subsistência de ambas, no mercado do trabalho, porquanto a expressão numérica das famílias mono-parentais não pára de crescer.
5. Por outro lado, os varões estão mais interessados em satisfazer as suas necessidades sexuais aleatoriamente, sem assumir quaisquer responsabilidades, a menos que estas lhe proporcionem vantagens económicas satisfatórias.
6. A família começou por ser o conjunto das pessoas que viviam na mesma casa - do mesmo sangue ou apenas ligadas por laços de parentesco - tendo minguado para o casal e, por vezes, um simples rebento.
7. Claro que, para os mais tradicionalistas, o estertor da família do passado da qual guardamos memória subsistirá, tal como a "Família Sagrada", no quadro pendurado na parede da sala de jantar da casa dos avós.
Nau
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