sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nº. 1163 - Fim de Semana 4


1. Da conquista do estatuto próprio mediante regras que protegem a actividade e o património, a burguesia - que hoje controla o grande capital e a política através de esquemas tortuosos - tanto a liberal como a socialista, tem o cooperativismo como contrapoder ao espírito burguês impante.

2. A rapaziada espalhada pelo planeta azul - Canadá, EUA, Brasil, Venezuela, Bolívia, França, Reino Unido, Noruega, Alemanha, Ucrânia, Sérvia, Finlândia, Polónia, Rússia, India, China, Austrália - que nos tem visitado poderia dar sinais de si, da experiência cooperativista pessoal e/ou da comunidade em que se encontra integrado.

3. No Brasil, o problema bota mais fino. O "IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos" pretende a implantação de uma Monarquia Parlamentar, como alternativa ao modelo republicano imposto pelos maçons estadunidenses (política Monroe).

4. De modo ronhento, os doutrinadores republicanos sublimam que o sistema de constituição e organização política do seu agrado é aquele em que o governo é exercido por indivíduos responsáveis da sua acção perante quem os investiu, tal como se verifica na República teocrática do Irão, na República Popular Democrática da Coreia do Norte e quejandas.

5. A salazarquia (uma simples investigação confirmará) foi um sistema republicano tutelado por uma figura modelada no populismo de um Mussolini e no autoritarismo revanchista de um político austro-alemão da estirpe do seminarista de Tiflos, isto é, Iossif Vissarionovitch Djugatchivili - Estaline.

6. Claro que a luta será mera competição (por vezes violenta) entre pessoas sempre que a cooperação e o consenso não sejam atendidos e o adjectivo popular determina a pertença ao povo, que é próprio do povo, tornando-se simplesmente pleonástico na locução democracia popular.

7. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas e privilegiamos: a associação, procurando satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias; o soberano hereditário (vitalício e consensual) por este obviar lutas sectárias no topo da comunidade; as comunas da Comuna independentes do jogo partidocrático.

Nau

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