quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Nº. 1154 - Prelo Real


1. A noviça, pouco antes de pronunciar os votos definitivos, manifestou o ensejo de abandonar a ordem religiosa para ser prostituta e, como um rastilho de pólvora rápida, a notícia chegou aos ouvidos da madre superiora.

2. Seriamente consternada e para pôr as coisas em pratos limpos, a madre superiora convocou a obstinada noviça para que esta, na presença do capelão, justificasse à improvisada mini cúria eclesiástica as suas intenções.

3. Quando, no momento da verdade, a noviça confirmou a sua anunciada cisma ao duo confessional de ser prostituta a madre superiora deu um grande suspiro de alívio - pensara que a rebelde noviça queria ser protestante!.

4. Esta historiúncula já tem barbas mas, embora mordaz, caracteriza os fanatismos das religiões que sobrevivem graças a um clubismo encobridor de interesses clericais, bem como de negócios obscuros - armas, drogas, especulações financeiras e outras coisas mais.

5. Vamos ser claros. Tanto a maioria dos monárquicos como a dos republicanos presume que a Democracia se limita ao fundamento da autoridade emanar do povo, manifestando-se esta, esporadicamente, em actos eleitorais, esquecendo o cerne da doutrina - a intervenção do povo que se materializa na participação deste na administração comum.

6. De facto, a gigantesca dimensão das comunidades e a complexa articulação destas perante a globalização em curso, dá azo ás perversas intervenções de ronhentas criaturas que vivem, regaladamente, do trabalho alheio através dos supracitados esquemas de negócios - fanatismos, armas, drogas, especulações financeiras, etc..

7. Logo, a participação do povo na administração dos bens partilhados faz toda a diferença, tal como preconizado no cooperativismo que é uma escola de comportamento social, permitindo um desenvolvimento sustentável e uma gestão verdadeiramente democrática.

Nau

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