quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nº. 1148 - Luta Popular


1. Há muito ultramontano por aí que, enchendo os espaços internáuticos com os santinhos e santões, presumem converter todo o mundo ao seu credo religioso, à semelhança dos radicais islamitas.

2. Secundados por politicastros de ignorância enciclopédica, pretendem os ditos ultramontanos que os negócios públicos sejam conduzidos por uma minoria de notáveis (de preferência da sua cor predilecta) porquanto o maralhal apenas serve para dizer os amens por via eleitoral.

3. Este duo de intelectualoides fora de prazo, sente-se vocacionado para opinar acerca de tudo e de todos, apontando para condutas imaculadas que nem os santos dos altares se atrevem a sugerir, preferindo os meandros do Piccadilly londrino aos antros paroquianos da sua distante parvónia.

4. São estes inspirados doutrinadores que aconselham a que não se fale da Luta Popular, nem do PCTP/MRPP, por estes tresandarem a coisa comunistoide que na sua redentora cruzada pretendem eliminar com água benta e/ou exorcismos.

5. No cooperativismo monárquico-comunalista TODOS têm o direito de existir e defender as suas ideologias sem qualquer tipo de descriminação social, racial, política ou religiosa, dado que ao fenómeno da globalização se contrapõe o poder da comuna onde a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais são decididas pelos seus membros, isto é, os comunalistas.

6. A globalização em curso, impulsionada pelo encurtamento do tempo de transporte entre dois pontos geográficos e a informação através de imagem/voz momentânea, está a impor um padrão de vida mais racional, embora este seja condicionado por um consumismo de interesses monopolistas.

7. O PCTP/MRPP igualmente se interroga acerca da necessidade de manter uma unidade artificial da filosofia da praxis, sugerindo a participação deliberada e sistemática de todos nos destinos da comunidade.

Nau

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