sábado, 31 de janeiro de 2015

Nº. 1171 - Psyche


1.  A autoridade define-se como poder legítimo, susceptível de precaver e/ou exercer coação sobre qualquer prevaricador.

2. Logo, o agente ou delegado do poder público tem o direito de se fazer obedecer, usando a força e/ou meios adequados a tal função.

3. Todos nós temos presente que o poder autocrático tem como único limite a sua própria vontade, sendo legítimo a contestação desta.

4. Porém o indivíduo, no gozo dos direitos civis e políticos que lhe são atribuídos, não poderá assumir-se como autoridade baseado em critérios próprios, de âmbito particular.

5. Claro que a força bruta, mera violência, dispensa qualquer tipo de autoridade - moral e/ou legal - sendo esta normalmente utilizada por aqueles que usurpam o poder.

6. A frustração de uns e a impotência de outros está a produzir nas comunidades de raiz europeia um mal-estar latente devido à falta de autoridade - moral e legal - visíveis nos actos violentos a esmo praticados.

7. O desaforo da classe dirigente, o bloqueio da autoridade, a corrupção impante, o clubismo de cariz partidário - aliás, o partidarismo de cariz clubista - é o prenúncio do fim de uma era.

Nau

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Nº. 1170 - Fim de Semana 5


1. Não podemos confiar no político - aquele que se ocupa partidariamente da coisa púbica - porquanto, de modo deliberado, mente. Logo, urgente é lutar contra a dominante classe burguesa.

2. Mas afinal o que é a liberdade? O poder de alguém actuar sem outra causa que não seja o próprio exercício desse poder? Expressão livre do modo de pensar, sem peias nem obrigações? Ou a cooperação+conserto+consenso advogado pelos cooperativistas?

3. Assim, cooperar através de denúncias públicas, exigindo uma investigação coerente às práticas dos agentes políticos, bem como da função dos tribunais, da acção das autoridades, etc., é um primeiro passo, tal como tem sido sugerido na "Luta Popular". pelo PCTP/MRPP.

4. Aqui, no CECIM, pretendemos sublinhar que monárquico não é aquele com pretensões nobiliárquicas; apego a credos religiosos; visão clubística acerca das práticas meramente políticas, agindo de modo diletante por passatempo.

5. Ventilar ideias é importante e todos aqueles que pretendam botar palavra a este respeito têm aqui espaço aberto para o efeito, não esquecendo a regra dos 7 parágrafos dado que não é justo ser apenas eu o escravo de tal procedimento.

6. O dualismo, timbre da civilização europeia, admite posições antagónicas - o bem e o mal; o céu e o inferno; a esquerda e a direita - que na política se verifica na alternância no poder de dois partidos eleitoralmente predominantes, estes aliciando franjas das outras forças políticas ou barrando o poder a estas.

7. Logo, as soluções miraculosas - tanto de direita, como de esquerda - são desilusões meramente adiadas.

Nau

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Nº. 1169 - Luta Popular


1. Os partidos do arco da governação, isto é, que têm hipótese de fazer parte do governo, subsistem devido ao facto de actuarem como porta de entrada no mercado profissional do trabalho.

2. Claro que o partido político - grupo de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos objectivos na esfera dos negócios públicos - nem sempre tem acesso às cadeiras do poder, condicionando apenas as decisões daqueles que nelas tomam o assento.

3. Por outro lado, as forças económicas são manipuladas à distância - mor parte das vezes distâncias continentais - por minorias que controlam os bens de produção, impondo um consumismo enredador que, aparentemente, agrada ao maralhal, produzindo neste uma frenética competição.

4. Todo o mundo está contra a partidocracia que nos rege, esta apoiada em múltiplas capelinhas internas, alardeando amplas democracias, embora os candidatos para cargos electivos do Estado e os dirigentes das suas várias estruturas continuem a ser nomeados, de acordo com a prática rameira destes, pelos apossados do partido.

5. O dualismo, timbre da civilização europeia, admite posições antagónicas - o bem e o mal; o céu e o inferno; a esquerda e a direita - que na política se verifica na alternância no poder de dois partidos eleitoralmente predominantes, estes aliciando franjas das outras forças políticas ou barrando o poder a estas.

6. Logo, a alternativa resume-se ao mais do mesmo, mudando a cor da carroça e o clubismo dos transportados, embora a tracção animal - aquela que puxa pela carga regida pelo chicote, no ritmo do galope que as unhas dos pés de solípedes lhes permite - seja a mesma.

7. Por vezes as franjas coexistem dando azo ao Fragmento de Esquerda (aliás, Bloco de Esquerda) ou às Democracias Dispersas (digo, Democracias Directas), mas não há dúvida de que - pela clareza das intenções e consistência na luta popular - resta o PCTP/MRPP como o voto do protesto.

Nau

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Nº. 1168 - Prelo Real


1. O Prelo Real é como a pescadinha de rabo na boca, isto é, da pescadinha de cauda nos lábios: não avança porque não tem muitos apoiantes e não tem muitos apoiantes porque não avança.

2. Claro que o círculo não tem ponta por onde se pegue e, enquanto uns pensam que o interesse numa editora tem por fundamento a ambição de dar à estampa obras suas, outros advogam que, sem doutrina compulsável, não há bases para a consolidação de uma doutrina.

3. Os mais jocosos alegam que os livros "sagrados" apenas servem para multiplicar heresias, deixando-se ficar confortavelmente sentados nas suas poltronas, espingardeando tanto à esquerda, como à direita (em sentido figurado, entenda-se!) porquanto o maralhal não se interessa pela doutrina, vibrando apenas com o clubismo.

4. Tendo este espaço preocupações cooperativistas, logo os mais afoitos sugerem o estabelecimento de uma associação do âmbito cooperativo para cobertura tanto dos autores que guardam as suas obras no baú por falta de casas editoras, como daqueles que pensam ainda ter ideias brilhantes acerca do cooperativismo.

5. Outros sugerem a acumulação de apontamentos acerca da doutrina cooperativista neste espaço (citações obrigatoriamente documentadas) dos quais seriam seleccionadas as teses mais sólidas a ser  incluídas num futuro volume ou volumes impressos.

6. Ventilar ideias é importante e todos aqueles que pretendam botar palavra a este respeito têm aqui espaço aberto para o efeito, não esquecendo a regra dos 7 parágrafos dado que não é justo ser apenas eu o escravo de tal regra.

7. Na volta, cá vos espero.

Nau

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Nº. 1167 - RAC


1. As cooperativas - tanto as do rectângulo Ibérico, como as espalhadas pelos cinco continentes - têm aqui um espaço gratuito reservado para a divulgação das suas actividades.

2. Volto a sugerir à rapaziada estadunidense, ainda com fortes raízes lusas, que exponha, neste espaço, projectos e esperanças, apostando no estreitamento de laços que o linguajar luso proporciona.

3. O mesmo apelo é dirigido às fortes comunidades portuguesas da França, Alemanha e Reino Unido, bem como a todos aqueles que labutam no continente africano, a fim de ser criada uma rede de contactos profícuos.

4. Aos mentores do "IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos" tomo a liberdade de chamar a atenção para o facto das loas às práticas tradicionalistas não bastarem, porquanto o que importa é dialogar, combatendo o espírito de classe burguesa.

5. Ronhentamente, alguns pretendem associar o "CECIM- Cooperativismo Monárquico" a um grupo de esquerda, vagamente ateu, esquecendo que as cooperativas estão abertas às pessoas com interesse em utilizar os serviços destas e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócios, sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

6. Aqui, no "CECIM", pretendemos sublinhar que monárquico não é aquele com pretensões aristocráticas; apegos a credos religiosos; visão clubística acerca das práticas meramente políticas, agindo de modo diletante por passatempo.

7.Privilegiamos a cooperação à apropriação doentia; privilegiamos a figura do rei por esta obviar disputas sectárias no topo da Comunidade; privilegiamos o espírito comunalista por este ser a ÚNICA via no combate ao espírito da burguesia dominante.

Nau

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nº. 1166 - Doutrina Cooperativista


1. A competição praticada na esfera partidária e extravasada para o jogo democrático resulta no enviesamento deste.

2. O apego às cadeiras do poder, bem como o capricho para o acesso às mesmas, dá azo a esquemas tortuosos prejudiciais às gerações futuras, através de extensos programas fiscais.

3. Num desaforo criminoso, a minoria dirigente delapida o património comum, abocanhando para si e para os respectivos apaniguados tudo o que vem à mão durante a vigência do seu mandato.

4. A corrupção altera todos os conceitos de boas práticas subornando vontades, através de dádivas  dependentes das funções públicas, a fim de obter algo oposto à justiça, à moral e ao dever.

5. Os escândalos políticos insinuados nos finais do regime monárquico; aberta e criminosamente praticados nos primeiros 16 anos da República maçónica; silenciados durante a República salazárquica, são o prato diário na República vigente.

6. Cooperar através de denúncias públicas exigindo uma investigação coerente às práticas dos agentes políticos, bem como às da função dos tribunais, às da acção das autoridades, etc., é um primeiro passo.

7. Urgente é impulsionar o espírito cooperativo de modo a criar escudos eficazes contra o poder oligárquico, através de associações que disponibilizem serviços e imponham responsabilidades aos associados, sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

Nau

domingo, 25 de janeiro de 2015

nº. 1165 - Portal Comunalista


1. Acções violentas, envolvendo atentados contra pessoas e propriedades, cometidas individualmente ou por grupos de marginais, apenas evidenciam alienação mental dos perpetradores.

2. Claro que a alienação poderá resultar da impotência perante problemas morais, sociais e políticas ou mero alheamento em relação a elementos essenciais da vida e da natureza humanas.

3. Egocêntricos desvairados, presumindo que algo expectável pelo simples facto de terem vindo ao mundo lhes é negado, os terroristas, por represália e/ou fanatismo, agem como animais predadores.

4. Tomando a faculdade de agir ou não agir, por seu livre arbítrio, como a expressão de quem se liberta, o terrorista radicalmente limita e/ou aniquila a liberdade de outrem.

5. Mas afinal o que é a liberdade?. O Poder de alguém actuar sem outra causa que não seja o próprio exercício desse poder?. Expressão livre do modo de pensar, sem peias nem obrigação?.

6. Arnaldo de Matos, destacado dirigente do PCTP/MRPP, distancia-se do frenesi à volta das representações grotescas de pessoas, acontecimentos, ideologias ou confissões religiosas que um semanário parisiense provocatoriamente exibe, não poupando a doutrina marxista.

7. Também o herdeiro da Coroa Portuguesa, S.A.R. Dom Duarte Pio publicamente lamentou a ridicularização de credos religiosos que despoletaram igualmente condenáveis reacções.

Nau

P.S.: As comunidades atentas, a ambos agradecem.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Nº. 1164 - Psyche


1. Não podemos confiar no político - aquele que se ocupa de modo partidário da coisa pública - porquanto, invariavelmente, este mente.

2. Não podemos confiar naqueles que estão próximos de nós pois a proximidade também esconde interesses particulares e, sub-repticiamente, mente.

3. Não podemos confiar nos nossos fornecedores dado que põem o lucro acima de tudo e, quando podem, elevam as margens comerciais imoralmente - por sistema, mentem.

4. Não podemos estar muito optimistas quanto à prática dos profissionais de saúde pois estes, igualmente, escondem interesses materiais próprios - logo, mentem.

5. Não será curial o cidadão apoiar-se no sistema judiciário visto que é geralmente dispendioso e pouco eficaz - socialmente, mente.

6. Não é bom confiar no seu próprio cérebro, mesmo quando este executa certas actividades complexas e vitais - mas os cérebros também mentem.

7. Porém, o nosso cérebro, ao longo da vida, processa, selectivamente, os pormenores mais relevantes para a sobrevivência da espécie humana - contudo esta, de modo deliberado, mente.

Nau

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nº. 1163 - Fim de Semana 4


1. Da conquista do estatuto próprio mediante regras que protegem a actividade e o património, a burguesia - que hoje controla o grande capital e a política através de esquemas tortuosos - tanto a liberal como a socialista, tem o cooperativismo como contrapoder ao espírito burguês impante.

2. A rapaziada espalhada pelo planeta azul - Canadá, EUA, Brasil, Venezuela, Bolívia, França, Reino Unido, Noruega, Alemanha, Ucrânia, Sérvia, Finlândia, Polónia, Rússia, India, China, Austrália - que nos tem visitado poderia dar sinais de si, da experiência cooperativista pessoal e/ou da comunidade em que se encontra integrado.

3. No Brasil, o problema bota mais fino. O "IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos" pretende a implantação de uma Monarquia Parlamentar, como alternativa ao modelo republicano imposto pelos maçons estadunidenses (política Monroe).

4. De modo ronhento, os doutrinadores republicanos sublimam que o sistema de constituição e organização política do seu agrado é aquele em que o governo é exercido por indivíduos responsáveis da sua acção perante quem os investiu, tal como se verifica na República teocrática do Irão, na República Popular Democrática da Coreia do Norte e quejandas.

5. A salazarquia (uma simples investigação confirmará) foi um sistema republicano tutelado por uma figura modelada no populismo de um Mussolini e no autoritarismo revanchista de um político austro-alemão da estirpe do seminarista de Tiflos, isto é, Iossif Vissarionovitch Djugatchivili - Estaline.

6. Claro que a luta será mera competição (por vezes violenta) entre pessoas sempre que a cooperação e o consenso não sejam atendidos e o adjectivo popular determina a pertença ao povo, que é próprio do povo, tornando-se simplesmente pleonástico na locução democracia popular.

7. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas e privilegiamos: a associação, procurando satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias; o soberano hereditário (vitalício e consensual) por este obviar lutas sectárias no topo da comunidade; as comunas da Comuna independentes do jogo partidocrático.

Nau

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Nº. 1162 - Luta Popular


1. A luta será mera competição (por vezes violenta) entre pessoas, sempre que a cooperação e o consenso não sejam atendidos.

2. Claro que  povo é o nome colectivo de todos os indivíduos que vivem na mesma comunidade sujeitos à legislação nela vigente.

3. O adjectivo popular determina a pertença ao povo, que é próprio do povo, tornando-se simplesmente pleonástico na locução democracia popular.

4. Voltando à luta, apercebemo-nos que esta caracteriza um desassossego anímico devido a certa insegurança individual; desporto entre duas pessoas com regras específicas; tropo para sublinhar a agressividade política.

5. Logo, a luta popular é a imagem de recurso expressando a maneira de fazer tudo ao molho e fé em Deus, sendo este a personificação masculina da perfeição.

6. Nós, cooperativistas, não ambicionamos baixar a média intelectual ao nível da emoção e, a partir daí, levar a água ao nosso moinho.

7. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas e privilegiamos: a associação procurando satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias em vez do mero consumismo; o soberano hereditário e vitalício consensual, em vez das disputas sectárias no topo da comunidade; as comunas da Comuna independentemente do jogo partidocrático.

Nau

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Nº. 1161 - Prelo Real


1. A transcrição de um artigo de Alfredo Pimenta - jornal "A Nação" - datado de 1948, catrapiscado do "Reaccionário em Acção Integral" pela Real Associação da Beira Litoral, no dia 16 do corrente, deixou-me embasbacado.

2. Como é possível que, aos 66 anos de idade, o escritor, poeta, historiador, doutrinador político, etc., anarquista na juventude, republicano aos vinte e tal anos, monárquico após o advento do regime dos seios desnudados, tenha escrito um texto tão ultramontanista.

3. A salazarquia (uma simples investigação o confirmará) foi um sistema republicano tutelado por uma figura modelada no populismo de um Mussolini e no autoritarismo revanchista de um político austro-alemão da estirpe do seminarista de Tiflis, isto é, Iossif Vissarionovitch Djugatchivili - Estaline.

4. A República é uma forma democrática de governo em que o povo exerce a soberania por intermédio de delegados por ele (povo) eleitos, por tempo limitado, tal como na Monarquia, embora nesta o soberano seja hereditário e vitalício a fim de obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

5. Claro que a burguesia - após uma prática mercantilista de sucesso (Séc. XII - XVII), a consolidação do seu estatuto através do Estado de Direito (Séc. XVIII) e classe social dominante no modo de produção capitalista (Séc. XIX) - afirma-se tanto liberal, como socialista, desde que possa manipular os processos eleitorais.

6. Logo, é o espírito de classe que leva a presumir que - para lá das distinções definidas pela lei; da categoria dos indivíduos fundamentada no mérito, capacidade ou importância da pessoa, da espécie, do caracter, etc. - somos individualmente diferentes e nascemos para usufruir do trabalho alheio.

7. O texto "Intransigência, Intolerância e Fanatismo", trazido à colação pela Real Associação da Beira Litoral, é um triste panfleto, verdadeiramente intransigente (no mau sentido), intolerante (não permite liberdade de escolha em matéria de religião ou abjuração desta) e fanático (zelo exagerado pela prática religiosa).

Nau

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Nº. 1160 - RAC


1. E bem, aliás, e muito bem, os monarquistas brasileiros se declaram por uma forma democrática de governo em que o povo exerce a soberania por intermédio de delegados eleitos, por tempo limitado.

2. Confirmando a regra, a excepção será a figura do Imperador que é hereditária e vitalícia, a fim de evitar disputas partidárias no topo da Comunidade, estas antidemocráticas e inevitáveis na eleição de soberanos a prazo.

3. De modo ronhento os doutrinadores republicanos sublinham que o sistema de constituição e organização política do seu agrado é aquele em que o governo é exercido por indivíduos responsáveis da sua acção perante quem os investiu, tal como se verifica na República Teocrática do Irão, na República Popular Democrática da Coreia do Norte e quejandas.

4. Porém, o que importa na gestão da coisa pública (res publica) é a participação directa do povo que não a mera atitude delegativa a qual transfere a outrem as decisões de fundo, restando ao delegante lamentar a opção assumida.

5. O Instituto Brasileiro de Estudos Monarquistas, IBEM, tem optado por uma Monarquia Parlamentar na qual a responsabilidade do governo cabe ao ministério escolhido pelo presidente do Governo, de acordo com a vontade da Câmara ou das Câmaras Legislativas.

6. Dado que a burguesia é a classe social dominante, esta joga em dois tabuleiros: num promove os seus apaniguados; no outro impõe um soberano a prazo da sua confiança, tudo isto realizado em campanhas eleitorais de espírito clubista e licitações do grande capital, segundo o modelo norte-americano.

7. Aqui, entre a cooperação e a apropriação, optamos pela primeira e, destarte, somos cooperativistas monárquicos-comunalistas.

Nau

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Nº 1159 - Doutrina Cooperativista


1. A doutrina cooperativista em Portugal, como em qualquer outra comunidade estrangeira, apenas difere dos regulamentos legais, sendo a prática o traço comum.

2. Cooperar - tanto no rectângulo luso, como no sertão africano - é trabalhar juntamente com alguém, actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim.

3. "As cooperativas estão abertas às pessoas com interesse em utilizar seus serviços e dispostas em aceitar as responsabilidades de sócios, sem discriminação social, racial política ou religiosa".

4. Só por ironia me referi a um local distante das povoações ou de terrenos cultivados, mormente longe do litoral, isto é, o sertão, para o estabelecimento de unidades cooperativas.

5. Porém já tentei entrar nos modernos espaços africanos, nomeadamente no "Moçambique. O Futuro de Uma Nação" e no "Angola. O Futuro de Uma Nação" tendo os mentores dos mesmos logo se apressado a eliminar tudo que pudesse beliscar a burguesia lá da casa.

6. No Brasil o problema bota mais fino. O "IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos" pretende a implantação de uma Monarquia Parlamentar, como alternativa ao modelo republicano imposto pelos maçons estadunidenses.

7. Claro que no Brasil a experiência cooperativista é muito forte, pelo que nos mantemos esperançosos nas doutrinas políticas que o "IBEM" por lá vai ensaiando.

Nau

domingo, 18 de janeiro de 2015

Nº. 1158 - Portal Comunalista


1. Mantendo este Portal Comunalista totalmente aberto, continuamos imunes às correntes de ar, apenas lamentando que à curiosidade de visitante este não junte afoiteza numa hipótese de comentário.

2. A rapaziada espalhada pelo planeta azul - Canadá, EUA, Venezuela, Espanha, França, Reino Unido, Noruega, Alemanha, Sérvia, Ucrânia, Polónia, Rússia, Índia, China, Austrália - que nos têm visitado poderia dar sinais de si, da experiência cooperativista pessoal e/ou da comunidade em que se encontra integrado.

3. Facultar dados pessoais não é conveniente - fotografias, referências ao local de trabalho, domicílio, etc. - porquanto há muita perversidade no mundo globalizado e até neste espaço temos sido alvos de muita porcaria daqueles que apenas vivem para a dita cuja.

4. A falar é que a gente se entende e, embora geograficamente longe das suas raízes, toda a gente lusa deve procurar dialogar porquanto das experiências de cada um poderão resultar pontes e hipóteses do cultivo de interesses comuns.

5. Sendo este um espaço cooperativista, a promoção das unidades cooperativas do país em que o visitante deste blog se encontra é um bom tema para análise e discussão, uma vez que, tanto as boas práticas como os maus exemplos, servem para inestimável referência.

6. Os jovens (sobretudo os jovens) não tomem o rectângulo da Península Ibérica à beira Atlântico como colónia de férias, procurando cultivar os laços com os que no mesmo labutam, nunca na óptica de eventual troca de favores, mas na clarificação de ideias e objectivos.

7. Como todos têm presente, não existem neste espaço preocupações literárias: a coisa sai como mero apontamento e nada amais. Cá vos espero.

Nau

sábado, 17 de janeiro de 2015

Nº. 1157 - Psyche


1. O espírito de classe - atributos semelhantes que suscitam distinções entre grupos de pessoas fundamentadas na capacidade, importância social, funções administrativas, etc. - vem dos tempos imemoriais.

2. A força bruta, a destreza e a capacidade inteligível foram os três rudimentos do espírito de classe que deram origem ao temido chefe, ao habilidoso artesão e ao mester da interpretação das forças ocultas da natureza.

3. O exercício do poder sobre outrem foi o berço dos apaniguados habituais (afilhados, protegidos, favorecidos, etc.) e estes, em posição social imediata, repercutiam o domínio extensivo sobre os mais, beneficiando do trabalho alheio.

4. Quando a partilha do poder se torna indispensável pelo equilíbrio das forças dirigentes (a classe dos Patrícios na Roma Antiga) o chefe providencial resulta do consenso entre as ditas forças ou da intervenção do cabo militar de serviço.

5. A insegurança no lugar, aldeia, vila, cidade, etc., obriga ao aumento em número das funções policiais que, na Idade Média, se caracterizou pela imposição da nobreza (força castrense) tendo esta por prerrogativa a transmissão das suas funções aos descendentes.

6. O aumento da segurança no território deu azo ao aumento das trocas comerciais e estas ao aparecimento de uma classe abastada e concentrada em burgos seguros de onde dirigia os seus negócios, acumulava riqueza - a burguesia.

7. Da conquista do estatuto próprio mediante regras que protegiam a actividade e o património, a burguesia, que hoje controla o grande capital e a política através de esquemas tortuosos - tanto liberais, como socialistas - tem o cooperativismo como contrapoder ao espírito burguês impante.

Nau

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Nº. 1156 - Fim de Semana 3


1. Claro que para os mais tradicionalistas, o estertor da família do passado da qual guardamos memória subsistirá como a "Família Sagrada", no quadro pendurado na parede da sala de jantar da casa dos avós.

2. Nos dias de hoje, o sentimento que nos leva a crer na existência de entes superiores como causa, fim ou lei universal é pálida ideia do que foi no passado, mas a profusão de seitas religiosas é tão grande que fácil será presumir a falsidade de todas, sem excepção.

3. A autoridade (domínio sobre outrem) impõe-se devido à ignorância e/ou medo do sujeito passivo : ignorância por falta de saber; medo pelo risco ou simples temor de que aconteça algo contrário ao que se deseja. Porém, a falta de saber é, por vezes, mascarada por licenciaturas obtidas em irregulares frequências universitárias ou resultado de mera impermeabilidade do aluno às ciências que lhe foram ministradas.

4. Os desequilíbrios das contas públicas são constantes por interesses particulares, mascarados por uma contabilidade criativa da qual nenhum partido político abdica, optando os republicanos pela eleição de soberanos a prazo para estes (dentro do espírito da mesma cor e camisola) melhor protegerem os interesses partidários, isto é, manter os apaniguados em confortáveis cadeiras próximas do poder.

5. Vamos ser claros. Tanto a maioria dos monárquicos como a dos republicanos presume que a Democracia se limita ao fundamento da autoridade emanar do povo, manifestando-se esta, esporadicamente, em actos eleitorais, esquecendo o cerne da doutrina - a intervenção do povo que se materializa na participação deste na administração comum.

6. Sendo relevante a luta popular - sublinho, a luta do povo - esta não se limita à bíblia marxista, nem tão pouco ao cultivado altar capitalista do consumismo.

7. A comunidade em que vivemos faz parte da grande Comunidade portuguesa (que não se limita ao rectângulo Ibérico e ilhas adjacentes) espraiado pelo planeta azul, procurando satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais através de unidades cooperativas, sem discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.

Nau

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Nº. 1155 - Luta Popular


1. A leitura da recente carta aberta de Arnaldo de Matos a condenar a histeria dos "Charlies" na comunicação social (Internet inclusive) é algo a não perder.

2. Os argumentos são de peso, em todas as direcções, não escondendo laivos de azedume pelo facto das doutrinas marxistas serem, frequentemente, bombo de festa no "Charlie Hebdo".

3. Também nós, como monárquicos e ateus, somos frequentemente ostracizados na Internet, tal como se verificou, em fresca data, em relação a Paulo Especial (Iznoguud) cuja presença no Facebook está reduzida a um mero "amancebado" apontamento.

4. Quanto a Paulo Especial justifica-se o inusitado silêncio, atribuído à deslocação deste como Iznoguud ao Médio Oriente, na qualidade de agente secreto, a fim de entregar ao Califado Islamita o "Terror do Sotavento".

5. Aqui, o problema é outro. Embora o número de visitantes seja grande, estes vasculham apontamentos bem antigos a fim de encontrar ligações perversas ao recluso de Évora, entrando mudos e saindo calados.

6. Sendo relevante a luta popular - sublinho, a luta do povo - esta não se limita à bíblia marxista, nem tão pouco ao cultivado altar capitalista do consumismo.

7. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas.

Nau

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Nº. 1154 - Prelo Real


1. A noviça, pouco antes de pronunciar os votos definitivos, manifestou o ensejo de abandonar a ordem religiosa para ser prostituta e, como um rastilho de pólvora rápida, a notícia chegou aos ouvidos da madre superiora.

2. Seriamente consternada e para pôr as coisas em pratos limpos, a madre superiora convocou a obstinada noviça para que esta, na presença do capelão, justificasse à improvisada mini cúria eclesiástica as suas intenções.

3. Quando, no momento da verdade, a noviça confirmou a sua anunciada cisma ao duo confessional de ser prostituta a madre superiora deu um grande suspiro de alívio - pensara que a rebelde noviça queria ser protestante!.

4. Esta historiúncula já tem barbas mas, embora mordaz, caracteriza os fanatismos das religiões que sobrevivem graças a um clubismo encobridor de interesses clericais, bem como de negócios obscuros - armas, drogas, especulações financeiras e outras coisas mais.

5. Vamos ser claros. Tanto a maioria dos monárquicos como a dos republicanos presume que a Democracia se limita ao fundamento da autoridade emanar do povo, manifestando-se esta, esporadicamente, em actos eleitorais, esquecendo o cerne da doutrina - a intervenção do povo que se materializa na participação deste na administração comum.

6. De facto, a gigantesca dimensão das comunidades e a complexa articulação destas perante a globalização em curso, dá azo ás perversas intervenções de ronhentas criaturas que vivem, regaladamente, do trabalho alheio através dos supracitados esquemas de negócios - fanatismos, armas, drogas, especulações financeiras, etc..

7. Logo, a participação do povo na administração dos bens partilhados faz toda a diferença, tal como preconizado no cooperativismo que é uma escola de comportamento social, permitindo um desenvolvimento sustentável e uma gestão verdadeiramente democrática.

Nau

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Nº. 1153 - RAC


1. "Portugal foi grande no passado e voltará à grandeza de antanho quando do regresso do Rei e da restauração da Monarquia" - desconfio que estes gajos andam a snifar!.

2. "Ser monárquico é amar e respeitar o meu património histórico e político". Logo, só é monárquico quem obedecer aos parâmetros por mim estabelecidos, isto é, herança a partilhar e política a observar por mim decidida, tendo presente que esta última é o ramo das ciências sociais que trata da organização e da vida do Estado.

3. Assim, não há qualquer dúvida: monárquico é aquele que age e pensa como eu. Quanto ao património histórico, este consiste de acervos - uns bons, outros maus - onde predominaram as intrigas, os roubos, os cadáveres em armários, etc., tal como no presente.

4. Recuando até aos dias em que a expressão da pluralidade social passou a garantir as liberdades de associação, reunião e a enunciação do pensamento por actos ou palavras escritas (Revolução Liberal, 1820) a permissibilidade e a irresponsabilidade deram as mãos, passando os partidos políticos a espelhar um carreirismo perverso.

5. Claro que não poderá subsistir uma democracia (sistema político fundamentado no princípio de que toda a autoridade emana do povo) sem a existência de partidos políticos e estes procuram o acesso às cadeiras do poder, tudo prometendo, até a venda da alma ao diabo.

6. Os desequilíbrios das contas públicas são constantes por interesses particulares, mascarados por uma contabilidade criativa da qual nenhum partido abdica, optando os republicanos pela eleição de soberanos a prazo para estes (dentro do espírito da mesma cor e camisola) melhor protegerem os interesses partidários, isto é, manter os apaniguados em confortáveis cadeiras próximas do poder.

7. Nós somos cooperativistas monárquico-comunalistas: através dos esquemas associativos e do apoio mútuo combatemos o capitalismo monopolista e o consumismo inerente; a figura do rei obvia disputas partidárias no topo da Comunidade; a organização política, social e económica tem por base as comunidades da Comunidade.

Nau

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Nº. 1152 - Doutrina Cooperativista


1. A autoridade (domínio sobre outrem) impõe-se devido à ignorância e/ou medo do sujeito passivo - ignorância por falta de saber; medo pelo risco ou simplesmente temor de que aconteça algo contrário ao que se deseja.

2. Escudada na legitimidade, isto é, na conformidade à lei, ou na mera força bruta, a autoridade veste-se de ouropéis (togas, vestes eclesiásticas ou fardas castrenses) ou exibe instrumentos capazes de causar a morte contra os quais não existem argumentos.

3. A falta de saber - habilitações ou conhecimentos especiais relativos a uma determinada ciência - por vezes é mascarada por licenciaturas obtidas em irregulares frequências universitárias ou resultado de mera impermeabilidade do aluno às ciências ministradas nestas.

4. Os instrumentos utilizados indiscriminadamente pela força bruto apenas geram o temor e para tudo servem, menos para os manuseadores das ditas armas tomarem assento sobre as mesmas, pelo que acima dos perpetradores das violências existem os bonzos habituais.

5. A França encontra-se ainda em estado de choque porquanto mentes criminosas, acossadas pela fome de protagonismo, avançam com argumentos terroristas que normalmente correspondem a interesses de minorias em radicalizar posições para consolidarem o seu estatuto de sublimes sacerdotes.

6. Represálias à escória dos ditos sacerdotes apenas aumentará o prestígio dos Bin Laden de serviço porquanto os profetas do infortúnio - feiticeiros, bruxos, nigromantes, etc. - apenas subsistem pela irracionalidade das mentes errantes e pouco consistentes.

7. Urgente é estar prevenido contra as manobras das minorias doentias e, pela via associativa, nomeadamente o cooperativismo - onde não se verificam discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas - enfrentar os golpistas anti-sociais.

Nau

domingo, 11 de janeiro de 2015

Nº. 1151 - Portal Comunalista


1. Os habitantes deste planeta azul na pré-história formavam pequenos grupos para defesa mútua e deambulavam por áreas férteis onde pudessem colher frutos (Idade da Recoleta) para a sua subsistência.

2. Provavelmente, durante um dos incêndios originados por fenómenos naturais, algum animal desprevenido foi colhido e assado pelas chamas, tendo a sua carne sido degustada por um membro da tribo que saciou a sua curiosidade ou mero desejo de comer.

3. Outras hipóteses também são aceitáveis tendo em conta que a morte de um proeminente membro do grupo original poderia ser uma oportunidade para os sobreviventes se alimentarem, satisfazendo o estômago e crença de adquirir os predicados do defunto.

4. Algumas destas práticas - defesa, recoleta, caça, etc. - serviam para estreitar os laços entre os membros do mesmo grupo e cedo se transformavam em regras que, pela sua observância, aumentavam a segurança e sobrevivência da comunidade.

5. Claro que as tais regras de segurança deram azo aos fundamentos religiosos, sendo estes cuidadosamente defendidos por velhos e feiticeiros/curandeiros, estes naturais herdeiros da cultura do grupo.

6. Tais factos são para aqui trazidos apenas para lembrar que os tempos da religião ser o sedimento da comunidade há muito que acabou, logo é disparate tentar impingir imagens de santos e santinhos no presente, até porque a variedade de seitas é tão grande que fácil é presumir serem todas falsas.

7. A comunidade em que vivemos faz parte da grande Comunidade portuguesa (que não se limita ao rectângulo Ibérico e ilhas adjacentes) espraiada pelo planeta azul procurando satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais através de unidades cooperativas, sem discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.

Nau

sábado, 10 de janeiro de 2015

Nº. 1150 - Psyche


1. Para um japonês tradicionalista, a família é a sua referência porquanto esta superou as dificuldades do seu tempo, transmitiu-lhe uma experiência da qual desfruta e poderá passar como exemplo às gerações vindouras.

2. O progresso nas artes, nas ciências, nos costumes, etc., japoneses, embora com largo contributo do budismo e, recentemente, da civilização de raiz europeia, tem tido a família e a natureza como base da sua cultura e fonte inspiradora.

3. Porém, a família que, em todas as culturas foi a razão de ser destas, encontra-se em decadência devido à utilidade e consumismos impostos por esquemas de produção, reduzindo a pessoa a número e este nada representa na globalização em curso.

4. As mães são forçadas a entregar os filhos de tenra idade a instituições sociais a fim de poder lutar pela subsistência de ambas, no mercado do trabalho, porquanto a expressão numérica das famílias mono-parentais não pára de crescer.

5. Por outro lado, os varões estão mais interessados em satisfazer as suas necessidades sexuais aleatoriamente, sem assumir quaisquer responsabilidades, a menos que estas lhe proporcionem vantagens económicas satisfatórias.

6. A família começou por ser o conjunto das pessoas que viviam na mesma casa - do mesmo sangue ou apenas ligadas por laços de parentesco - tendo minguado para o casal e, por vezes, um simples rebento.

7. Claro que, para os mais tradicionalistas, o estertor da família do passado da qual guardamos memória subsistirá, tal como a "Família Sagrada", no quadro pendurado na parede da sala de jantar da casa dos avós.

Nau

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Nº. 1149 -Fim de Semana 2


1. O profissional psicológico - por maior experiência que tenha de contactos na fase terminal - torna-se impotente perante as indagações ansiogénicas do ser humano, tanto do paciente, como de familiares em contactos circunstanciais. O instinto de conservação é comum a todos os seres vivos.

2. Somos o bicho-homem e à semelhança dos outros bichos, nascemos, crescemos,  reproduzimo-nos e morremos, durando enquanto a vida dura, numa luta constante pela subsistência individual. O comunalismo aqui defendido baseia-se na concorrência de auxílio, de forças, de meios para a satisfação das necessidades comuns.

3. A verdade da unidade cooperativa ser uma boa ferramenta para atenuar os dislates - tanto liberais, como socialistas - reside no facto de todo o mundo reconhecer vantagens, mas poucos terem coragem para actuar nessa conformidade.

4. Os preconceitos (ideias de obediência inflexível a certas normas sem qualquer fundamento sério) de que as cooperativas seguem a ideologia comunista; As cooperativas não são geradoras de emprego; as cooperativas dependem dos apoios do Estado, etc., não passam disso mesmo - preconceitos.

5. O recente ataque de energúmensos ao semanário "Charlie Hebdo", em Paris, bem com os sequentes actos terroristas da mesma vileza, são prova cabal da insanidade daqueles que pretendem defender uma ideologia destrutiva do homem integral.

6. Claro que a globalização em curso, impulsionada pelo encurtamento de tempo de transporte entre dois pontos geográficos e a informação através de imagens/voz momentânea, está a impor um padrão de vida mais racional, embora este seja condicionado por um consumismo de interesses monopolistas.

7. Temos sido acusados por erros de palmatória na construção das frases, na omissão de palavras, na desarticulação dos espaços, etc., mas tal é devido à pressão do trabalho, porém o importante é que nunca estamos sós.

Nau

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nº. 1148 - Luta Popular


1. Há muito ultramontano por aí que, enchendo os espaços internáuticos com os santinhos e santões, presumem converter todo o mundo ao seu credo religioso, à semelhança dos radicais islamitas.

2. Secundados por politicastros de ignorância enciclopédica, pretendem os ditos ultramontanos que os negócios públicos sejam conduzidos por uma minoria de notáveis (de preferência da sua cor predilecta) porquanto o maralhal apenas serve para dizer os amens por via eleitoral.

3. Este duo de intelectualoides fora de prazo, sente-se vocacionado para opinar acerca de tudo e de todos, apontando para condutas imaculadas que nem os santos dos altares se atrevem a sugerir, preferindo os meandros do Piccadilly londrino aos antros paroquianos da sua distante parvónia.

4. São estes inspirados doutrinadores que aconselham a que não se fale da Luta Popular, nem do PCTP/MRPP, por estes tresandarem a coisa comunistoide que na sua redentora cruzada pretendem eliminar com água benta e/ou exorcismos.

5. No cooperativismo monárquico-comunalista TODOS têm o direito de existir e defender as suas ideologias sem qualquer tipo de descriminação social, racial, política ou religiosa, dado que ao fenómeno da globalização se contrapõe o poder da comuna onde a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais são decididas pelos seus membros, isto é, os comunalistas.

6. A globalização em curso, impulsionada pelo encurtamento do tempo de transporte entre dois pontos geográficos e a informação através de imagem/voz momentânea, está a impor um padrão de vida mais racional, embora este seja condicionado por um consumismo de interesses monopolistas.

7. O PCTP/MRPP igualmente se interroga acerca da necessidade de manter uma unidade artificial da filosofia da praxis, sugerindo a participação deliberada e sistemática de todos nos destinos da comunidade.

Nau

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Nº- 1147 - Prelo Real


1. Sem dúvida que todas as religiões são fraudulentas e nefastas às mentes pouco seguras, isto é, tortuosas.

2. Todos os sectarismos são alfobres de ódios, frustrações e rancores, bem como um insulto à dignidade do género humano.

3 A arregimentação clubística - paixão exagerada pelo clube com que se simpatiza - um ultraje à capacidade de compreensão e destreza mental.

4. O recente ataque de energúmenos ao semanário "Charlie Hebdo", em Paris, é prova cabal da insanidade daqueles que pretendem defender uma ideologia destrutiva do homem integral.

5. Logo, os que instigam actos desta vileza, na linha abjecta de um Hitler ou de um Estaline, só merecem o repúdio e desprezo de toda gente minimamente saudável.

6. O equilíbrio dentro de qualquer comunidade - regional ou mundial - onde alguns espíritos inseguros vegetam - só é possível através da cooperação.

7. A busca de consensos para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais da individualidade só poderá ser equilibrada dentro do espírito cooperativista.

Nau

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Nº. 1146 - RAC


1. A melhor prova da existência da sua cooperativa é relatar a normal actividade da mesma.

2. Este espaço continua aberto à divulgação de novos projectos, bem como daqueles que oferecem bons resultados a eventuais clientes.

3 O apelo para as cooperativas de raiz portuguesa mas espalhadas pelo mundo se aproximarem das congéneres do rectângulo Ibérico mantém-se.

4. Sem dúvida que a "CASES - Cooperativa António sérgio para a Economia Social", www.cases.pt, cases@cases.pt, é uma referência incontornável, e o estreitamento de relações com esta uma mais valia.

5. Aqui, gratuitamente, em sete singelos parágrafos, limitar-nos-emos a levar o nome da vossa empresa às cinco partes do mundo, garantido pelo largo número de visitantes que, diariamente, nos contactam.

6. Os preconceitos (ideias de obediência inflexível sem qualquer fundamento sério) de que as cooperativas seguem a ideologia comunista; as cooperativas não são geradoras de emprego; as cooperativas dependem dos apoios do estado, etc. não passam disso mesmo - preconceitos.

7. Tanto monárquicos, como republicanos são bem-vindos a este espaço.

Nau

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Nº 1145 - Doutrina Cooperativa


1. A verdade é algo fácil de entender dado que a maioria dos homens diz a verdade quando, de modo deliberado, mente.

2. Logo, a verdade depende da experiência e intenção de cada um, aliás, do conhecimento adquirido, pelo que a cooperação só ganha significado através da prática de trabalhar juntamente com alguém.

3. Cooperar não expressa uma crença mas indica um tipo de actividade - actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim - fonte adequada a um conhecimento mais realista.

4. Porém, o facto de existirem algumas unidades cooperativas que funcionam como a Assembleia da República onde a maioria se limita a aprovar os diktats de deuses insondáveis, não invalida o mérito cooperativista.

5. A verdade da unidade cooperativa ser uma boa ferramenta para atenuar os dislates - tanto liberais, como socialistas - reside no facto de todo o mundo lhe reconhecer vantagens, mas poucos terem coragem para actuar nessa conformidade.

6. É mais fácil prometer do que realizar e, sobretudo, mais cómodo optar pela fé milagrosa do  que se dar ao trabalho de realizar os "milagres" pelas suas próprias mãos, isto é, trabalhando.

7. Prometem os liberais fartura arrecadando as mais valias; fazem promessas os socialistas da distribuição equitativa da riqueza e da eliminação das classes sociais, assumindo-se como os beneficiários e classe privilegiada - ambos com as suas verdades mentem.

Nau

domingo, 4 de janeiro de 2015

Nº. 1144 - Portal Comunalista


1. A nossa casa, a nossa rua, o nosso grupo de amigos e os lugares que regularmente frequentamos são o protoplasma da comunidade a que pertencemos.

2. O mundo sem fim é algo distante e a nossa grande Comunidade, consistindo de múltiplas comunidades, é pequena fracção dentro do planeta Terra e este um ponto insignificante no infinito

3. Somos o bicho-homem e, à semelhança dos outros bichos, nascemos, crescemos, reproduzimo-nos e morremos, durando enquanto a vida dura, numa luta constante pela subsistência individual.

4. Egocêntricos por natureza, sentimos a necessidade de afiliação (ser amado, ser aceite pelo grupo, aprovado pelas atitudes assumidas e estimados) durante todo o ciclo de vida, para uma realização satisfatória.

5. Ser bem sucedido em tarefas difíceis envolve competição com os outros e o padrão será o reconhecimento de qualidades excelentes e possibilidade de desfrutar do trabalho alheio, isto é, ser servido.

6. Logo, o impulso para a apropriação resultará tomar como património pessoal tudo o que engrandece a fim de criar dependências a todos aqueles que não dispõem de recursos para promover a sua subsistência.

7. O comunalismo aqui defendido baseia-se na concorrência de auxílio, de forças, de meios para a satisfação das necessidades comuns.

Nau

sábado, 3 de janeiro de 2015

Nº. 1143 - Psyche


1. O paciente em fase terminal gradualmente vai tomando consciência da sua debilidade física e poderá entrar, mentalmente, numa fase depressiva - reactiva ou preparatória.

2. A exteriorização de pesar de familiares e/ou dos profissionais que procuram minimizar a dor do paciente é susceptível de esvanecer os sentimentos negativos, dando azo a uma certa paz e aceitação do fim próximo.

3. Outros pacientes lutam até ao fim, preferindo que os deixem sós, agarrados a uma esperança mitigada pela fé religiosa numa tentativa de adiar o inadiável, almejando um pouco mais de tempo de vida a fim de regularizar assuntos pendentes.

4, A hipótese  de diálogo com um paciente em fase terminal é, por vezes, remota tornando-se difícil avaliar o grau de sofrimento deste, optando a equipa de saúde por formular vagos diagnósticos para consumo de pacientes emocionais e familiares depressíveis.

5. Assistir, por mero acaso, a um paciente na fase terminal, desprevenidos do historial do caso clínico deste, é deveras frustrante, porquanto o simples tocar no corpo que desfalece ou o acto de quem se persigna poderá transmitir mensagens inadequadas.

6. O profissional psicológico - por maior experiência que tenha em contacto com doentes na fase terminal - torna-se impotente perante as indagações ansiogénicas do ser humano, tanto do paciente, como de familiares em contactos circunstanciais.

7. O instinto de conservação é comum a todos os seres vivos.

Nau

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Nº. 1142 - Fim de Semana 1


1. O espírito, a arte, as ideias têm grande importância na escolha dos caminhos a percorrer, embora estes sejam condicionados por meras circunstâncias. Nascemos, crescemos e morremos.

2. Repetir, repetir, repetir sempre: a hodierna Monarquia significa, de facto, governo de um só, isto é, do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade. Logo, aqueles que se afirmam monárquicos devem cooperar para o bem comum que não enredar por aí fora como meros pandilhas atoleimados.

3. Ser monárquico é amar e respeitar o património histórico e político comum; ser republicano é amar e respeitar o património histórico e político comum - maior convergência entre monárquicos e republicanos não é possível. Urge o despertar (tanto de monárquicos, como de republicanos) para a construção de um futuro mais cooperativista e saudável.

4. A real actividade cooperativista terá lugar quando o Povo, decididamente, procurar resolver, através de unidades de solidariedade social, as suas necessidades económicas, sociais e culturais, dando azo para que o clubismo político enverede para plataformas doutrinárias mais esclarecidas, passando a estimular consensos mais racionais entre si, prescindindo da imposição de credos expletivos e soberanos a prazo.

5. A Divina Providência tem sido muito dura para com os portugueses e "Sócrates que nós conhecemos é um mártir, com a corda ao pescoço, que defende/u a pária contra o perigo estrangeiro, o Estado Social contra a ganância dos liberais e a moralidade do povo contra as 'brejeirices' sobre o pêlo púbico. Quem olhar bem, consegue ver um halo sobre a sua cabeça". Palavras proféticas de Vasco Pulido Valente no Público jornal, em Maio de 2011.

6. "Eduquem as criancinhas de hoje e não será preciso castigar os homens de amanhã" - Pitágoras dixit.

7. Haverá sempre redutos e a família para esses é a referência do passado; a Família Real, a mitigação do iminente presente a transmitir.

Nau

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Nº. 1141 - Luta Popular


1. "Eduquem as crianças de hoje e não será preciso castigar os homens de amanhã" - Pitágoras dixit.

2. Invertendo os termos, a máxima resulta em que ora se impõe: castiguem os homens de hoje e não será preciso temer pelas crianças de amanhã.

3. Para os mais distraídos direi que as crianças de amanhã são os idosos que, à semelhança dos nossos dias, penam desesperadamente por tudo que é sítio.

4. Excessos medicamentosos, falta de exercício físico (basta uma caminhada regular) e alguma aplicação mental evitariam o arrastar de trastes velhos que no bolso e consciência de todos nós pesam.

5. Também neste campo é bom assumir a luta popular que se impõe: eduquem as crianças e velhos de hoje, porquanto é inevitável castigar os homens de amanhã.

6. A família tende a evoluir para o padrão mono-parental (e os filhos são apartados das mães ainda em tenra idade) tal como as outras espécies de animais do planeta Terra que apenas asseguram a reprodução.

7. Haverá sempre redutos e a família para esses é a referência do passado; a Família Real a mitigação do futuro/presente a transmitir.

Nau