terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nº. 992 - RAC


1. Toda actividade que não contemple um equilíbrio entre o esforço e a pausa enfraquece o autodomínio e comedimento fazendo perigar tanto o que actua como os sujeitos circunstanciais.

2. Bom exemplo será a acção dos profissionais de relevante importância que, no limite, põem em risco o bem-estar dos pacientes dando origem a desenlaces fatais que tanto ocorrem nos actos médicos ou de enfermagem, bem como na actuação de bombeiros ou socorristas.

3. Observando a actuação dos referidos profissionais num movimentado hospital de Lisboa, somos surpreendidos por cenários de guerra normais no Médio-Oriente em que os pacientes jazem em padiolas por labirínticos corredores, indiscriminadamente expostos a temperaturas pouco adequadas e a potenciais viroses motivadas por inevitáveis correntes de ar.

4. Mor parte das ambulâncias afluindo ao referido hospital trazem as janelas das viaturas abertas não pelas elevadas temperaturas climatéricas verificadas durante o transporte dos doentes, mas pela necessidade de urgente saneamento das mesmas devido a utilizações imoderadas e ao elevado risco de infecções.

5. Claro que na época estival a prestação de cuidados aos familiares mais idosos é reduzida ao mínimo devido ao facto da população activa se encontrar em vigiliatura, dando origem a maior procura da assistência hospitalar.

6. Voltamos à questão levantada em recente apontamento em que a eutanásia foi sugerida, porquanto importa mais viver com a adequada dignidade do que subsistir vegetativamente, fenómeno já verificado na G´recia Antiga quando aos idosos era facultada uma manta e respectiva gamela para estes procurarem o descanso longe dos mais, junto de imaginários deuses.

7. Também o cooperativismo - tanto em projectos, como numa negligência ocasional - enfrenta problemas que carecem mais ponderação do que agressividade.

Nau

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