domingo, 17 de agosto de 2014

Nº. 1004 - Portal Comunalista


1. Nos tempos idos, a comuna era uma povoação medieval que se emancipava da tutela feudalista, governando-se autonomicamente.

2. O vocábulo comuna é da ilustre estirpe latina (commune, is) significando o povo, dando origem à palavra comunidade (communitas, atis), bem como ao substantivo fortificação (communitio, onis).

3. A comuna subsiste em alguns países europeus como uma circunscrição administrativa, correspondente ao concelho e município em que uma vereação de génese partidária exerce a sua jurisdição.

4. Da mesma raiz, o adjectivo comum (communis, unos) significando de uso ou ou domínio de muitos ou de todos foi adoptado por seitas religiosas e por grupos de pessoas que, na linha do socialismo utópico, passaram a viver em pequenas comunas com recursos que não eram sua propriedade pessoal.

5. Como é óbvio, o sistema comunalista advogado pelo CMC assenta no conceito suis generis do cooperativismo que opõe a cooperação à apropriação doentia, dando azo à multiplicação de associações de produtores ou consumidores que procuram libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos usurários.

6. Dirimindo a importância da gestão partidária de índole clubística no municipalismo vigente, o cooperativismo monárquico-comunalisa procura fomentar a autogestão (de que é escola prática) na comunidade dando origem a reais e sãs comunas dignas de tal nome.

7. Este espaço internáutico é o portal aberto à discussão de tal matéria.

Nau

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