quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Nº. 1007 - Prelo Real
1. Quando pretendemos transmitir uma ideia a qualquer pessoa ora a expressamos de viva voz, ora passamos a dita ideia a letra redonda.
2. Na versão oral procuramos prender a atenção do nosso interlocutor recheando o discurso com vários "mas" e "portantos" que, embora de pouco valor explicativo, são meras palavras expletivas.
3. A escrita obriga a outrs ténicas pois as recorrentes "não é verdade?" e "não sei se me estou a fazer entender" do discurso directo tornam-se ridículas, embora sejam apelos dramáticos, para cativar, ao raciocínio exposto, o leitor.
4. O parêntesis (pretendendo assinalar ou reforçar uma ideia já exposta) é o artifício habitualmente usado na escrita, mas dispensável na exposição oral, esta servida pelas mudanças de tom e/ou dramatização do discurso.
5. Qualquer mensagem dirigida a um público heterogéneo tem que ser o mais clara possível e repetida vezes sem conta, particuarmente quando exposta em espaços com duração efémera.
6. Esta é a razão da exist~encia do "Prelo Real" no presente molde, embora o futuro aponte para estruturas mais condignas e duradouras.
7. Logo, de momento, estamos limitados à resenha dos autores preferidos e/ou a leituras de ocasião. Até quando?.
Nau
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