sexta-feira, 4 de julho de 2014

Nº. 958 - Prelo Real


1. O texto final, destinado à publicação, aliás, ao público em geral, é convenientemente amortalhado para ganhar bom aspecto, porém não passa de letra-morta.

2. Letra-morta sobretudo quando o objectivo são as amplas discussões e estas não se cumprem por desinteresse, fatiga ouo vulgar encolher de ombros seguido da expressão: não vale a pena...

3. Não vale a pena publicar o que quer que seja pois não há tempo para leituras - poucos já leem! - e no espaço internáutico onde se movem milhões de pessoas o que importa é dizer coisas, divulgando a fotografia do autor para este entrar na posteridade.

4. Arrancar uma convicção torna-se desnecessário pois estas são tão profundas que se arriscam a uma interpretação quanto à forma - o modo como a coisa se apresenta - e pouco ou nada quanto ao conteúdo.

5. De facto, tanto a sociedade capitalista como a sociedade socialista têm um traço comum - o sistema de comunicação - ambas passando uma vaga ideia de progresso e sublinhando, até à exaustão, o conceito de liberdade.

6. O movimento progressivo da civilização e das instituições político-sociais é um mito porquanto o homem continua a mover-se por instintos egocêntricos em que a subsistência e os apetites carnais ditam os comportamentos.

7. A liberdade é mera faculdade de o homem agir de um ou outro modo (ou até de não agir) por seu livre arbítrio. Porém, a atitude correcta é a conquista da felicidade que uma honesta comunicação (ou cooperação?) proporciona.

Nau

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