segunda-feira, 21 de julho de 2014
Nº. 971 - RAC (16/7/14)
1. Volto a repetir: o cooperativismo como associação de grupos de pessoas para a defesa de interesses comuns não é panaceia universal.
2. Haverá sempre pessoas reservadas, elitistas ou pouco sociáveis que procuram viver centradas no seu umbigo (ou um palmo abaixo deste) mas a consolidação do espírito comunalista respeitará a diferença, precavendo-se contra encapotados interesses particulares.
3. Sempre existirão grupos de pessoas devotadas quer ao espírito liberal, quer às doutrinas socialistas, mas o cooperativismo monárquico-comunalista é a real terceira via, não para motivar o confronto, apenas para marcar a diferença.
4. Uma das características peculiares do comunalismo é respeitar as funções assumidas por cada um nas respectivas actividades cooperativas, pelo que o soberano - a primeira figura da jerarquia política, de preferência hereditária e vitalícia - não é excepção, à semelhança dos magistrados ou agentes de autoridade.
5. Na prática cooperativa, a transmissão de bens materiais será limitada aos bens fungíveis, os outros terão que ser progressiva e preferencialmente adquiridos pelos familiares mais próximos.
6. As heranças culturais correspondentes aos fundamentos da comunidade são assumidas, tal como a dignidade de herdeiro da Coroa Real, pelos herdeiros directos e por amplo consenso.
7. A reforma das mentalidades não ocorre por decretos-leis ou imposições partidárias: vai-se realizando através de pequenas associações que, sem qualquer espírito clubistico, abarcam todos o credos e doutrinas políticas, cultivando a satisfação das necessidades próprias.
Nau
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