quinta-feira, 31 de julho de 2014
Nº. 987 - Luta Popular
1. Da selecção que me foi recentemente disponibilizada de excertos catrapiscados na Internet saliento o seguinte: "Se a Monarquia acaba com a corrupção, que venha a Monarquia".
2. Tanta candura só é possível vir de alguém que seja muito distraído, porquanto a corrupção resulta de actos desonestos ou ilegais praticados à sombra do poder, beneficiando apenas aqueles apostados em obter secretas vantagens em proveito próprio.
3. Logo, a corrupção não é parte exclusiva de qualquer regimen político ou administrativo, mas do carácter das pessoas envolvidas, distinguindo, moral ou intelectualmente, uma pessoa de outras, devido ao génio, feitio ou sentido oportunístico, isto é, capacidade do aproveitamento de circunstâncias momentâneas favoráveis aos seus interesses particulares.
4. Claro que nos regimenes políticos e sociais em que o poder é exercido por uma minoria que controla os bens de produção, a corrupção grassa, impunemente, à sombra do Estado de Direito que lhes faculta os adequados instrumentos para a protecção dos infractores.
5. Assim, tanto os regimenes musculados e monopartidários, como aqueles mais expostos à comunicação social e de tendência pluripartidária, não estão isentos dos esquemas e actos corruptíveis, patentes nos escândalos públicos, bem como nas purgas cultivadas nos Estados totalitários para eliminação dos opositores dentro do aparelho político.
6. Cultivar a autogestão na comuna, assim como a realização de consensos nos actos deliberativos sem recurso ao voto anódino e irresponsável será um grande passo em frente para tornar a convivência entre os homens mais sã e justa.
7. A terceira via aqui defendida - nem liberal, nem socialista - é a proposta realista da CMC - cooperativismo monárquico-comunalista.
Nau
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