sexta-feira, 25 de julho de 2014
Nº. 980 - Luta Popular
1. Quem não trabuca não manduca (nem sempre é assim) mas quem não luta pelos seus interesses de certo que ficará a ver navios e perderá a oportunidade à vista.
2. Ninguém defende melhor aquilo que lhe é útil do que aquele que tem interesses materiais envolvidos no assunto, pelo que delegar decisões a desconhecidos é fugir a responsabilidades, suportando os encapotados custos.
3. A luta popular pressupõe o concerto de muitos, dirimindo os cantos de sereia que impulsionam o consumismo através de esquemas usurários, tanto para a expansão do mesmo, como para o disparar da produção.
4. Quanto mais cooperativista, mais realista e comunalista por dispensar a direcção viciosa de outros indivíduos - o consenso harmonisa as decisões e a comuna é o reduto contra oligarcas.
5. Por norma, buscam o poder para impor as suas teses os grupos de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos fins políticos na comunidade, porém a administração da comuna pertence aos residentes e está para lá dos credos doutrinários.
6. Estabelecer a diferença entre a tese doutrinária e a prática administrativa é fundamental, porquanto a primeira consiste na dualidade do pensamento que se absorve na sístese, e a segunda centra-se nas actividades de subsistência.
7. Logo, o cooperativismo, face à competitividade entre as pessoas e a fragilidade da maioria perante as forças timocráticas, opõe a cooperação e o apoio mútuo.
Nau
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