quarta-feira, 23 de julho de 2014
Nº. 978 - RAC
1. Não questionamos a boa-fé daqueles que, num impulso justificável pelo marasmo que se verifica nas actividades monárquicas, exigem dos quadros directivos um trabalho mais profícuo.
2. Quando determinados a passar das palavras aos actos, resta aos contestários avançar com iniciativas realistas, em sede própria, exigindo explicações aos visados, cara a cara, sem a preocupação de ganhar algum protagonismo através de chicanas públicas.
3. Como é natural, espraiam-se os monárquicos por várias correntes políticas (umas mais liberais, outras mais socialistas) não sendo fácil concertar uma unidade de acção e ate nós - que pugnamos por terceira via, isto é, pela economia social - sentimos o peso da inércia daqueles que nada querem fazer.
4. Bom seria que da crítica mordaz se passasse a uma análise das propostas existentes elucidando as características de cada uma, bem como o distanciamento que procuramos manter com aqueles que nos são adversos.
5. Porém a figura do Rei - por obviar disputas sectárias no topo da comunidade - deverá ser respeitada como o símbolo de todos nós, isto é, do Povo, à semelhança dos emblemas, divisas e marcas que nos representam.
6. Ao invés da doutrina republicana em que o poder político é usufruido pela minoria que - através de colégios eleitorais ou a prática de votos universalmente espúrios - evoca o Estado de Direito para defesa dos seus interesses particulares, a doutrina monárquica assenta na ideia peregrina de que o governo deverá ser exercido por um só (monos+arkhein) isto é, pelo Povo.
7. Contestar o recurso assumido pelos nossos avós quando da morte, sem descendência, do último soberano reinante é um absurdo. Urgente será avançar para uma economia genuinamente social.
Nau
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