sábado, 27 de julho de 2013
Nº. 617 - Psyche
1. Democracia como expressão sintética de que toda autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão administrativa estatal - directamente ou por representação - é apenas música celestial.
2. Recriada de acordo com as conveniências políticas de um dado caso, tal conceito é tão lato que serve como uma luva (branca) na timocracia estadunidense; na demagogia venezuelana; na tirania norte-coreana e até na República francesa.
3. Claro que a democracia directa só é possível nas unidades cooperativas por estas serem um mini-cosmos perante o caos do universo em que o bicho homem é estranho até para aquele que habita a dois passos, bem perto de si.
4. O recurso à democracia representativa dá azo a que as forças sectárias se arregimentem em fórmulas providenciais, reduzindo o volume das opções áquelas concertadas pela minoria dirigente que as vende, isto é, impõe através dos demagogos de serviço.
5. Em verdade, todo o mundo se está borrifando para a democracia, apenas procurando granjear o bem-estar para si e, eventualmente para os seus, numa dinâmica do desportista-espectador que se contenta em assistir e maldizer.
6. Confesso ter reagido mal à iniciativa do PCTP/MRPP no abrir portas a todo o mundo a fim dos mais participarem na gestão das juntas de freguesia de Lisboa, mas tenho que reconhecer que este é, de facto, um acto verdadeiramente democrático.
7. A oportunidade oferecida pelo PCTP/MRPP demonstra a confiança deste na sua doutrina política e oferece uma rara oportunidade aos cidadãos não preconceituosos tomarem parte na gestão da sua freguesia.
Nau
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