quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nº. 6001 - Luta Popular


1. Volto a sublinhar: o homem move-se por interesses - sentimentos instintivos, essencialmente egoístas - que o leva a procurar o que lhe é mais útil ou agradável.

2. A apropriação é o acto pelo qual o homem toma um bem comum como um bem próprio e a acumulação destes é uma forma de poder, dado que lhe dá a faculdade de conseguir algo oposto à justiça, à moral ou ao dever.

3. O suborno consegue dirimir vontades - ora acobardando-as, ora aliciando-as - para satisfação de interesses inconfessáveis, pelo que tal esquema é normalíssimo recurso de entre homens de negócios e políticos.

4. Demagogos estimulam as paixões populares por interesses próprios ou incumbência de outrem, na maior parte das vezes por motivações sectárias e/ou fideísmos espúrios.

5. A luta popular não é a motivação para destruir, nem tão pouco se baseia na filosofia de acção (quanto pior, melhor) pois o caos não é a formação de uma nova ordem, mas a antecâmara de novas minorias de velhos hábitos.

6. Só o aumento em número de homens de corpo inteiro, com a faculdade de apreciar, distinguir o certo do errado numa base de bom-senso, poderá dar início a uma autêntica luta popular.

7. A prática e a boa experiência são atributos da doutrina cooperativa e uma mais valia para a real luta popular.

Nau

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