quinta-feira, 18 de julho de 2013
Nº. 608 - Luta Popular
1. A luta popular não se poderá resumir ao espingardear da Guarda Republicana de um lado e, no campo oposto, a barricada dos ostracizados, espoliados e ofendidos.
2. Ostracizados pela exclusão política cultivada através do sufrágio universal em que poderes são delegados em minorias que o simples mortal não conhece, estas comprometidas com outras que apenas protegem os interesses particulares.
3. Espoliados porquanto, dos magros salários que consegue granjear, a maioria inerme é despojada, através de taxas e sobretaxas, até dos bens essenciais para a sua subsistência, ficando à mercê de governos corruptos e de minorias pantagruélicas.
4. Ofendidos na sua dignidade pelas baias impostas e tratamento subalterno de número estatístico, sem atender à capacidade racional da pessoa humana.
5. A Europa trocou a tecnologia de ponta pela mão de obra externa barata - claro que o automóvel Peugeot fabricado na Índia é mais barato do que o original europeu - pois a finalidade é coarctar a força laboral do Velho Continente.
6. Logo, a luta popular não se realiza na rua - onde demagogos e oportunistas vendem o bacalhau a pataco - mas nos círculos de proximidade onde se avalia e protegem os bens e interesses comuns, através do diálogo, do consenso e de reais práticas democráticas.
7. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, em consonância com a real força popular que a pequenos passos anda, vota Joana Miranda.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário