quinta-feira, 25 de julho de 2013

615 - Luta Popular


1. Muitas são as lutas em que nos envolvemos: pelo direito à vida, pelo direito de ser criança, pelo direito de ser rapaz, homem, etc., em suma, pela sobrevivência que não é um direito, apenas o facto de continuar a existir.

2. Umas vezes por cansaço, outras por frustração, desistimos de lutar - ora cruzando os braços, ora deixando estes cair ao longo do corpo - existindo apenas porque a vida dura, indiferentes ao que se passa no redor, zombies em idade madura.

3. Lutar é esforçar-se por qualquer coisa ou determinado objectivo; algo diverso da competição entre um organismo e outros organismos de espécies diferentes e o meio ambiente físico, instintivamente lutando pela vida.

4. A maioria persiste vivendo neutra como um rapaz que, como dizia Miguel Torga, "come e bebe a cada hora e não sabe o que faz", sem dedicar-se a qualquer trabalho intelectual aturado e sério que requeira profunda meditação.

5. De igual modo, a massa ignara não luta: vai surdindo como um vegetal; não pretende argumentar: berra, com toda a força que os pulmões permitem, sempre escudada na força numérica que a assiste, impulsionada por rancores acumulados.

6. Logo, a verdadeira luta popular não será aquela que escapa à razão, antes pelo contrário, é a razão que nos mantém no bom combate, no tentâme de reforma de mentalidades, conforme sugerido pelo movimento cooperativo monarquico-comunalista.

7. Todavia, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, onde a partidarite ciranda, vota Joana Miranda.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário