quarta-feira, 31 de julho de 2013

Nº. 621 - Doutrina Cooperativa, II


1. Os processos técnicos, no que eles têm de geral e nas suas relações com o desenvolvimento da civilização, nas últimas quatro décadas, têm tido avanços espectaculares.

2. Embora as coisas neste Planeta Azul nunca sejam lineares, isto é, regidas por leis inflexíveis decretadas por deuses e demónios, fácil é aceitar a criação expontânea em que algo existe em vez do nada.

3. Novas teorias continuarão a ser apresentadas não esquecendo que, todos nós, somos parte da natureza, mas poucos estarão interessados em questionar tal facto, nem tão pouco preocupados em dar rumo à vida.

4. Desde sempre que a obra projectada e concertada em conjunto tem mais valimento do que aquela apresentada como resolução final, porquanto a primeira é merecedora de respeito, enquanto que a segunda estarrece improdutiva.

5. Só a cooperação poderá reeducar o homem através da liberdade responsável, permitindo a coordenação de interesses e, definitivamente, alijando medos ancestrais, em suma, mitigando a fome do saber.

6. As chamadas de atenção que constam dos apontamentos de Henrique Sousa afogam-se no lixo que abunda no espaço internautico, pelo que a visibilidade deste é superior à da razão construtiva.

7. Na unidade cooperativa - mais visível naquelas de maiores dimensões - as sensibilidades partidárias individuais poderão ser múltiplas, mas o recurso ao consenso é a razão da sua existência.

Nau

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nº. 619 - Doutrina Cooperativa, I


1. O desemprego não pára de aumentar devido à instalada recessão - ciclo económico durante o qual o produto total da economia cai -dando origem a graves problemas sociais.

2. Porém, não será por via de greves que a tendência do referido ciclo económico poderá ser contido, provocando estas mais sofrimento e frustreações do que resultados positivos, mormente para aqueles de fracos recursos e periclitante sobrevivência.

3. Apenas o aumento dos fundos de capital provenientes de aforradores e/ou de mutuários poderiam motivar as pessoas a comercializarem direitos de propriedade por activos, mas os potenciais investidores não embarcam com marés procelosas.

4. Entretanto, goradas as perspectivas de entrarem no mercado do trabalho, jovens abandonam os estudos - quer por dificuldades económicas, quer pelo quadro facilmente previsível - cientes de que uma formação universitáriapouco serve em economias arruinadas.

5. Bom é ter presente de que não é o Estado que realmente gere a actividade económica que se verifica nos mercados porquanto, mesmo numa economia planificada, o governo orienta masnão controla o fenómeno que origina a necessidade da ciência económica.

6. Posto que muita da tal ciência económica dependa de iniciativas individuais, isto é, pessoas empreendedoras, está comprovado que, numa perspectiva cooperativa, os resultados são mais vantajososdo que em concorrências descabeladas.

7. Desde já sugerimos investimentos na área cooperativa e uma sólida formação académica, esta possível a curto prazo na Escola Laser, em Lisboa, da qual avançaremos pormenores nos próximos apontamentos.

Nau

domingo, 28 de julho de 2013

Nº. 618 - Portal da Cidadonia


1. O portal aqui escancarado tinha por objecto dar entrada a temas - fracturantes ou não - do quotidiano, não sendo nova versão do muro das lamentações.

2. Pela porta do cavalo - que nada tem de pejorativo, apenas sublinha o facto de um acesso aos privilegiados do costume - romperam clamores discordantes.

3. Uns afirmavam que a manobra do PCPT/MRPP em convidar, à última hora, eleitores a fazerem parte das suas listas tinha apenas fins propagandísticos, prevendo hesitações naturais que evitariam o avanço de independentes.

4. Outros sublinhavam tal atitude ser oportunidade rara para activos cidadãos ingressarem nas juntas de freguesia e, a partir daí, tornarem mais visíveis os seus protestos contra os apaniguados habituais.

5. Certo é que, ao fim e ao cabo, a atitude inteligente do PCPT/MRPP demonstra que dirigentes partidários, atentos e sabedores dos problemas dos mais, tomam a atitude correcta, deixando pouca margem para conluios espúrios.

6. Resta aos cidadãos descomprometidos - que tanto clamam pela dificuldade de fazerem ouvir a sua voz - deitarem ambas as mãos à proposta do PCPT/MRPP, bastando para isso facultar a pertinente identificação e o respectivo cartão do eleitor.

7. O desafio foi lançado; os contactos disponibilizados em anterior apontamento; basta ao eleitor lisboeta mostrar a sua galhardia.

Nau

sábado, 27 de julho de 2013

Nº. 617 - Psyche


1. Democracia como expressão sintética de que toda autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão administrativa estatal - directamente ou por representação - é apenas música celestial.

2. Recriada de acordo com as conveniências políticas de um dado caso, tal conceito é tão lato que serve como uma luva (branca) na timocracia estadunidense; na demagogia venezuelana; na tirania norte-coreana e até na República francesa.

3. Claro que a democracia directa só é possível nas unidades cooperativas por estas serem um mini-cosmos perante o caos do universo em que o bicho homem é estranho até para aquele que habita a dois passos, bem perto de si.

4. O recurso à democracia representativa dá azo a que as forças sectárias se arregimentem em fórmulas providenciais, reduzindo o volume das opções áquelas concertadas pela minoria dirigente que as vende, isto é, impõe através dos demagogos de serviço.

5. Em verdade, todo o mundo se está borrifando para a democracia, apenas procurando granjear o bem-estar para si e, eventualmente para os seus, numa dinâmica do desportista-espectador que se contenta em assistir e maldizer.

6. Confesso ter reagido mal à iniciativa do PCTP/MRPP no abrir portas a todo o mundo a fim dos mais participarem na gestão das juntas de freguesia de Lisboa, mas tenho que reconhecer que este é, de facto, um acto verdadeiramente democrático.

7. A oportunidade oferecida pelo PCTP/MRPP demonstra a confiança deste na sua doutrina política e oferece uma rara oportunidade aos cidadãos não preconceituosos tomarem parte na gestão da sua freguesia.

Nau

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Nº. 616 - Luta Popular 30


1. Quando o Estado perde o monopólio da violência, a alternativa é a luta popular.

2. Porém, a maioria apenas evidencia rancores e frustrações, no íntimo almejando por desfrutar o protagonismo da minoria tradicional.

3. Sem dúvida que, na prática cooperativa, se esbatem os sectarismos no concerto da satisfação das necessidades comuns.

4. A importância das unidades cooperativas na criação de emprego e viabilização de projectos em desvario é sublinhada no recente relatório de Patrizia Toia.

5. Insistir numa Monarquia redentora com a exclusão de partidos e a imposição de um fideísmo só é possível em mentes nefelibatescas, direi mesmo, patuscas.

6. É forçoso clarificar ideias, combater protagonismos ocos, definir posições para a reformulação do pensamento luso.

7. O cooperativismo mornáquico-comunalista é uma hipótese.

Nau

Candidatos à Autarquia de Lisboa


O PCTP/MRPP vai candidatar-se a todas as juntas de freguesia de Lisboa e, por falta de tempo - as listas terão que ser apresentadas até ao dia 31 do mês corrente - convida filiados, simpatizantes ou meros democratas a disponibilzarem identificação completa (nome, filiação, número de B.I e do Cartão de Eleitor, etc.) o mais rapidamente possível, a fim de serem integrados nas referidas listas.

contactos:

Rua da Palma, nº 159 - 2º Dtº, 1100-391 Lisboa
Tlf. 218 880 780 / 213 864 145 / 919 215 613
E-mail: PCTP@PCTPMRPP.ORG
TVL - Web Televisão regional - www.tvl.pt
Rua General Justiniano Padrel, 16A, 1170-193 Lisboa

Saudações cooperativistas.

AA

quinta-feira, 25 de julho de 2013

615 - Luta Popular


1. Muitas são as lutas em que nos envolvemos: pelo direito à vida, pelo direito de ser criança, pelo direito de ser rapaz, homem, etc., em suma, pela sobrevivência que não é um direito, apenas o facto de continuar a existir.

2. Umas vezes por cansaço, outras por frustração, desistimos de lutar - ora cruzando os braços, ora deixando estes cair ao longo do corpo - existindo apenas porque a vida dura, indiferentes ao que se passa no redor, zombies em idade madura.

3. Lutar é esforçar-se por qualquer coisa ou determinado objectivo; algo diverso da competição entre um organismo e outros organismos de espécies diferentes e o meio ambiente físico, instintivamente lutando pela vida.

4. A maioria persiste vivendo neutra como um rapaz que, como dizia Miguel Torga, "come e bebe a cada hora e não sabe o que faz", sem dedicar-se a qualquer trabalho intelectual aturado e sério que requeira profunda meditação.

5. De igual modo, a massa ignara não luta: vai surdindo como um vegetal; não pretende argumentar: berra, com toda a força que os pulmões permitem, sempre escudada na força numérica que a assiste, impulsionada por rancores acumulados.

6. Logo, a verdadeira luta popular não será aquela que escapa à razão, antes pelo contrário, é a razão que nos mantém no bom combate, no tentâme de reforma de mentalidades, conforme sugerido pelo movimento cooperativo monarquico-comunalista.

7. Todavia, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, onde a partidarite ciranda, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nº. 614 - Prelo Real


1. Profetas consultados anunciam o fim dos livros tal qual hoje o compulsamos.

2. Sumidades no estudo de mercados, na mesma linha, desaconselham qualquer investimento no sector.

3. Voluntários para o embrião da estrutura provisória a funcionar alegam falta de tempo.

4. Por outro lado, chovem manuscritos, incentivando os autores que se avance com o Prelo Real o mais rapidamente possível.

5. A falta de diálogo aberto com os eventuais peregrinos confrange-me, ao visitar espaços na Internet em que faits divers jorram alimentando vaidades pessoais.

6. Urgente é evitar a ideia de uma Monarquia redentora (espécie de bacalhau a pataco da propaganda republicana) sem partidos e plena de fideístas.

7. Todos somos indispensáveis para a reformulação de uma Comunidade das comunidades mais justa e equilibrada.

Nau

terça-feira, 23 de julho de 2013

Nº. 613 - Real Actividade Cooperativa


1. Aprovado em Maio de 2013, o relatório de Patrizia Toia sublinha a importância estratégica das cooperativas na resolução dos problemas sociais causados pela actual crise económica.

2. Cerca de 160 000 empresas cooperativas, detidas por 123 milhões de membros, empregando 1,4 milhões de pessoas, contribuem, em média, para 5% do PIB da União Europeia.

3. Assim, com uma gestão e participação democrática, estas unidades cooperativas previnem a acumulação de capitais, mantendo um autofinanciamento saudável, graças às suas reservas estatutárias.

4. O referido relatório insta os Estados Membros a reverem a legislação aplicável às cooperativas, particularmente aquelas dos sectores artesanal, construção, bancário, etc., normalmente vocacionadas para a criação de emprego.

5. A conversão de empresas debilitadas em unidades cooperativas economicamente sustentáveis, com o apoio dos sindicatos e federações cooperativas, são hipóteses expressamente recomendadas.

6. Sem dúvida que diagnósticos prévios são indispensáveis e o espírito cooperativo deverá prevalecer na revitalização de empresas em crise ou em situação de falência.

7. Igualmente recomenda o dito relatório aos Estados Membros medidas para facilitar a actividade destas unidades cooperativas de trabalhadores, as cooperativas sociais, as cooperativas de artesanato e outras que tais.

Nau

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Nº. 612 - Doutrina Cooperativa


1. O sublime da doutrina cooperativa não reside em fundamentos místicos, nem tão pouco em regras de ouro.

2. A humanidade é motivada pelo interesse, sentimento que, egoisticamente, a leva a procurar o que é necessário, útil ou agradável.

3. As regras são construidas de acordo com as ditas necessidades, mas por consenso das partes envolvidas, aliciadas, motivadas para o efeito.

4. O cooperativista, após certa rodagem, jamais dirá "eu vou fazer" mas tão simplesmente "vamos fazer ou podemos fazer" este ou aquele projecto.

5. Logo, não é o clubismo, isto é, os interesses particulares ou dos partidos políticos que são colocados acima da cooperativa a que pertence; apenas os projectos comuns.

6. A cor política arregimenta; a prática cooperativa diligencia o consenso, suscita novas ideias e/ou hipóteses na construção de projectos comuns.

7. Sendo a cooperativa uma pltaforma de trabalho, protagonismos e/ou rivalidades esbatem-se na prática; no aperfeiçoamento dos métodos; no cultivo do diálogo.

Nau

domingo, 21 de julho de 2013

Nº. 611 - Portal da Cidadonia


1. Cidadão, na Grécia Antiga, era a minoria possidentária que, nessa qualidade, impunha as regras de conduta aos mais.

2. O panache gaulês, generalizando particulares, estendeu cidadão ao comum dos mortais, deixando a contestação da propriedade privada aos românticos sonhadores do século XIX: Saint-Simon e Charles Fourrier.

3. Claro que a propriedade privada dá aos seus titulares direitos e obrigações, de entre os quais salientamos a transmissão e a manutenção.

4. A propriedade comum, não sendo de ninguém em particular, é menosprezada pela massa ignara que presume a manutenção estar vinculada a outrém.

5. O adágio popular diz que, em sua casa, cada um é rei, sendo pouco provável que este conspurque o seu espaço ou lhe dê tratos de polé.

6. Porém, a maioria actua como se o universo seja domínio próprio que outros têm obrigação de atender, negligenciando cuidados pessoais.

7. Embora abjurando comunidades de senhores e escravos, a maioria almeja desfrutar o protagonismo da minoria tradicional.

Nau

sábado, 20 de julho de 2013

Nº. 610 - Psyche


1. A crise mundial - demográfica, cultural, monetária, industrial e energética - resume-se em terras lusas a sarampo partidocrático.

2. O poder fascina e corrompe, obrigando os caudilhos políticos a tudo prometer, empenhando o futuro de várias gerações na troca do reino por um cavalo.

3. Charlatães, a par dos políticos, vendem talismãs e praticam o ocultismo porquanto as grandes religiões - hinduismo, budismo, cristianismo, islamismo e comunismo - já pouco satisfazem.

4. A civilização da abundância - dos electrodomésticos, da informática, do automóvel, do crédito fácil, etc. - vacila devido à especulação financeira e os responsáveis passam incólumes à clandestinidade.

5. O optimismo, com olhos postos na ciência, esmorece face à penúria humana, e a frustração, a crítica soez e a intolerância medram por todos os cantos do planeta azul.

6. A emergência económica do Extremo Oriente tem pés de barro. No Médio Oriente prosseguem os insanáveis confrontos religiosos. Em África reina a anarquia para satisfazer a gula de minorias...

7. Na Europa aperta-se o cinto e, segundo Max Weber, o Estado perdeu o monopólio da violência legítima.

Nau

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nº. Fim de Semana 29


1. Não há paz social sem uma equilibrada gestão do bem comum, tendo presente que os homens não são iguais - física, intelectual e temperalmente, bem como nas necessidades próprias - pelo que a tendência demagógica das minorias só poderá ser colmatada pela cooperação e bom-senso dos mais.

2. A hegemonia europeia foi sempre de base emulativa a fim de atenuar as tensões regionais, num espírito de aventura e criatividade tecnológica consistente; a estadunidense foi de ruminação neo-colonialista, de feição cesárea e patricial, essencialmente timocrática; o pan-chinesismo será uma versão hegemónica aggiornata, embora revivalista e autofágica.

3. Quer queira, quer não se queira, todos nós estamos dependentes de algo, sujeitos à jurisdição de uma autoridade comunal, de um soberano, de uma Comunidade e/ou de regras por nós elaboradas, pelo que a ideia de cidadão está limitada ao privilégio de minorias, tal como na Antiguidade, por mais variadas cores com que estas se apresentem.

4. Tanto os mercados desregulados, como os mercados burocratizados encontram-se indefesos perante especuladores impudentes, na primeira versão, e abertos a todo o tipo de forças corruptíveis, em ambos os casos, tornando-se necessário um forte movimento cooperativo para suster o desenvolvimento exponencial de tais flagelos.

5. A saúde da economia da maior parte dos países do planeta azul não é boa, mas se até na formação académica dos profissionais no sector biomédico as unidades cooperativas são uma boa ferramenta para ocorrer às necessidades dos seres humanos, interacções com o ambiente e a área social, não sendo o cooperativismo uma doutrina totalitária, esta é deveras adequada para a crise em curso.

6. De novo socorremo-nos das palavras do Prof. Dr. Saúl António Gomes, na introdução do livro de poemas de José Travaços Santos, citado no último Prelo Real: "Nesta época de mudança milenar em que parecem triunfar todos os iníquos deseperos humanos (...) também nos sentimos geração e fronteira da semente da renovação [por onde] se escoam todas as forças e todos os mistérios retidos na abóboda ogival em que a vida se confina.

7. Porém, não será a ideia messiânica da Monarquia redentora, nem tão pouco a luta popular levada até à rua - onde demagogos e oportunistas aguardam a sua vez - que ajudarão a consolidar uma paz social equilibrada.

Nau

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Nº. 608 - Luta Popular


1. A luta popular não se poderá resumir ao espingardear da Guarda Republicana de um lado e, no campo oposto, a barricada dos ostracizados, espoliados e ofendidos.

2. Ostracizados pela exclusão política cultivada através do sufrágio universal em que poderes são delegados em minorias que o simples mortal não conhece, estas comprometidas com outras que apenas protegem os interesses particulares.

3. Espoliados porquanto, dos magros salários que consegue granjear, a maioria inerme é despojada, através de taxas e sobretaxas, até dos bens essenciais para a sua subsistência, ficando à mercê de governos corruptos e de minorias pantagruélicas.

4. Ofendidos na sua dignidade pelas baias impostas e tratamento subalterno de número estatístico, sem atender à capacidade racional da pessoa humana.

5. A Europa trocou a tecnologia de ponta pela mão de obra externa barata - claro que o automóvel Peugeot fabricado na Índia é mais barato do que o original europeu - pois a finalidade é coarctar a força laboral do Velho Continente.

6. Logo, a luta popular não se realiza na rua - onde demagogos e oportunistas vendem o bacalhau a pataco - mas nos círculos de proximidade onde se avalia e protegem os bens e interesses comuns, através do diálogo, do consenso e de reais práticas democráticas.

7. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, em consonância com a real força popular que a pequenos passos anda, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nº. 607 - Prelo Real: No Príncípio Era o Verbo


1. Segundo parece, está para breve a 3ª edição do "No Princípio Era o Verbo", do poeta batalhense José Travaços Santos.

2. Tomamos a liberdade de transcrever exertos do Intróito do Prof. Dr. Saúl António Gomes acerca desta obra pela acuidade do pensamento e pertinente comentário.

3. "São os poemas de José Travaços Santos, entre textualidades de redondilhas pequenas e antigas rimas alternadas ou de poética prosódia emanada da divagação íntima do seu Eu".

4. "José Travaços Santos apresenta, de modo gentil e simples, por vezes, até, com ecos composicionais que lembram os lusos poetas árabes de antanho, vinte e cinco poemas que dão fé e testemunho de princípios e valores sagrados e eternos."

5. "Não podemos deixar de reflectir sobre a nossa condição gentílica. Uma condição que José Travaços Santos pressente e que nos propõe em versos cheios de uma quase mística simplicidade e contemplativa quietude bem quadradas, naturalmente, ao antigo claustro monástico dos padres dominicanos que o viu nascer".

6. "Nesta época de mudança milenar em que parecem triunfar todos os iníquos desesperos humanos, que também nos sentimos geração e fronteira da semente da renovação; que somos pátria firme e ilha ínsita num universo por descobrir; que somos poema e manifesto, portal e chave simbólica, coluna e capitel por que se escoam todas as forças e todos os mistérios retidos na abóboda ogival a que a vida se confina".

7. O poema Risco, em "No Princípio Era o Verbo":

    A vida
    é um perigo tão iminente
    de morte
    que é uma sorte
    morrer
    antes de entender
    que era um risco permanente
    viver.

Nau

terça-feira, 16 de julho de 2013

Nº. 606 -RAC: ERISA


1. A Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches (ERISA) tem por objecto a formação de profissionais na área biomédica.

2. O exercício da biomedecina requer amplos conhecimentos acerca do organismo humano, funções e interacções com os demais seres vivos, o ambiente e a área social.

3. A ERISA é uma cooperativa de ensino superior, reconhjecida como uma instituição de interesse público, à semelhança da Universidade Lusófona, ambas do grupo COFAC.

4. A Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanche, em Lisboa, está situada na Rua do Telhal aos Olivais, nº 8 e 8A, onde os eventuais candidatos se deverão dirigir para a obtenção de Bolsa de Estudo da DGES para o ano lectivo de 2013/14.

5. Nesta unidade cooperativa de ensino superior poderão ser obtidas licenciaturas, mestrados, pós-graduações, formação especializada, cursos livres, além de cursos de especialização tecnológica.

6. Todos têm presente que a área da saúde emprega largo número de profissionais, mas a preparação técnica destes é importante quando da selecção de colaboradores para aquele sector.

7. A cerimónia de Final de Curso dos alunos da ERISA realizar-se-à no próximo dia 20 de Julho, pelas 10h, no Auditório Agostinho da Silva da ULHT, Campo Grande, 376 em Lisboa.

Nau

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Nº. 605 - Doutrina Cooperativa


1. Comecemos por nos debruçar acerca de coisas simples, bem comezinhas, sem a necessidade de recorrer a decretos-leis, códigos, estatutos, dadrões, histórias e outras coisas mais.

2. Não há qualquer dúvida que a doutrina reside num conjunto de princípios que servem de base a um sistema político, científico, filosófico, etc., funcionando como simples regra do mesmo.

3. A febre legislativa é coisa recente, talvez da segunda metade do século XIX, embora Hammurabi já tenha tido essa preocupação que, na prática, serve para proteger uma minoria possidente, bem como exercício escapatório para os habilidosos do costume.

4. Porém, a palavra chave no caso vertente é a cooperação que significa cocncorrência de auxílio, de forças, de meios para algum fim de interesse comum, ideia peregrina que vem do princípio dos tempos, hoje sublimada como solidariedade.

5. Claro que a cooperação prescinde de crânios legislativos, ocorrendo apenas quando o homem tem consciência de que não está só e o trabalhar juntamente com alguém é mais eficiente, quiçá menos penoso e mais concertado.

6. A cooperação exige acordo, consenso, organização, diálogo, etc., princípios aversos à intriga e ao confronto praticados exaustivamente nos meios políticos em Portugal, até como profissão de maldizer cultivada em sectores ditos monárquicos.

7. A doutrina cooperativa abjura a ideia messiânica de Monarquia redentora, porquanto a figura do Rei essencialmente obvia disputas partidárias no topo da jerarquia política que poderão ser ainda mais atenuadas pela prática cooperativa.

Nau

domingo, 14 de julho de 2013

Nº. 604 - Portal da Cidadonia


1. Rebuscadamente, arroga-se a origem do conceito cidadão à Grécia Antiga, embora a palavra derive do latim (civis), atributo do homem livre.

2. Nas comunidades primitivas - por razões de subsistência e segurança comum - sempre se verificaram diferenças (físicas, temperamentais, apropriativas, etc.) entre os seus membros.

3. Os mais fortes na comuna facilmente impunham a sua vontade; os mais velhos (por razões da experiência adquirida) ganhavam autoridade sobre os mais jovens; as mulheres submetiam-se pela necessidade da multiplicação da espécie.

4. Logo, o entendimento de cidadão como direito e plena liberdade pessoal é coisa recente porquanto, na Antiguidade, era mero privilégio de minorias, mormente as possidentes.

5. Volto a repetir: cidadão é o privilégio daqueles que, por razões óbvias, defendem a supremacia adquirida através dos bens acumulados; do monopólio dos cargos exercidos (públicos, religiosos e/ou militares); das capacidades tecnicas e intelectuais inatas.

6. Em finais do século XVIII procurou-se passar a ideia de que cidadão seria atributo daqueles que não se encontravam em posição subalterna a outrem, embora súditos do Estado de direito.

7. O passo seguinte foi associar a ideia de cidadão à democracia e esta à República, limitando a participação popular na condução dos destinos da comunidade ao voto universal e/ou aos apaniguados habituais.

Nau

sábado, 13 de julho de 2013

Nº. 603 - Psyche


1. A vitória (terrestre e naval) dos japoneses sobre os russos, em 1905, prenuncia o fim da hegemonia europeia.

2. Quatro anos antes, o apogeu britânico começara a empalidecer com a morte da rainha Vitoria, imperatriz das Índias, enquanto que os residentes do nº. 10 da Downing Street mantinham uma soberba desconfiança em relação aos franceses.

3. Entretanto a Germânia, consolidando as suas marcas na versão prussiana, apostava na indústria pesada a contragosto de ingleses e franceses, ambos confrontados por imbatíveis produtos de qualidade.

4. A política colonial inaugurada pelo imperador Guilherme II (1888) trouxe fortes engulhos a ocidente que, acirrando a emulação franco-germânica, o governo de Sua Magestade Britânica procurou ultrapassar.

5. A guerra fratricida europeia, tornada mundial a partir de 1917com a significativa intervenção estadunidense, teve duas fases: a de 1914/18 e a de 1939/45, ambas propocionando muita dor, mas com impressionantes avanços tecnológicos.

6. Lenta foi a recuperação europeia dividida em dois protectorados: o do ocidente liderado pelos Estados Unidos da América do Norte; o do oriente moldado com mão férrea pelo seminarista Iossif Vissarionovitch Djugatchvill (Estaline).

7. Já novas superpotências emergem para lá dos Urais e o Velho Continente, num estertor capitalista, vende as Joias da Coroa para manter uma paz social, apostando em oligarquias espúrias que procuram impor a burocracia, inimiga do ideal cooperativo.

Nau

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Nº. 602 - Fim de Semana 28


1. Diferentes opções partidárias poderão ser uma mais-valia em qualquer comunidade democrática, desde que suportadas pelo diálogo e o consenso.

2. Pensando melhor, cidadão não será alternativa mas subterfúgio meramente sectário para a realidade de súbdito do Rei, dado que a ideia original era a de sinónimo de burguês.

3. Logo, súbdito do Rei fundamenta-se na cooperação e não na subalternidade, enquanto que o burguês consolida-se na via possidentária.

4. A Fé, a Pátria, a História e outras coisas mais são valores sublimados, apenas evocados para satisfazer os interesses pessoalíssimos.

5. A venda de livros é inversamente proporcional ao número de novos autores, mas alguns destes são indispensáveis à mesa de trabalho.

6. Quanto pior, melhor não é prenúncio de uma nova ordem, mas a multiplicação de novas dependências de vestutidade comprovada.

7. É importante que a luta popular conduza ao robustecimento da cooperação.

Nau

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nº. 6001 - Luta Popular


1. Volto a sublinhar: o homem move-se por interesses - sentimentos instintivos, essencialmente egoístas - que o leva a procurar o que lhe é mais útil ou agradável.

2. A apropriação é o acto pelo qual o homem toma um bem comum como um bem próprio e a acumulação destes é uma forma de poder, dado que lhe dá a faculdade de conseguir algo oposto à justiça, à moral ou ao dever.

3. O suborno consegue dirimir vontades - ora acobardando-as, ora aliciando-as - para satisfação de interesses inconfessáveis, pelo que tal esquema é normalíssimo recurso de entre homens de negócios e políticos.

4. Demagogos estimulam as paixões populares por interesses próprios ou incumbência de outrem, na maior parte das vezes por motivações sectárias e/ou fideísmos espúrios.

5. A luta popular não é a motivação para destruir, nem tão pouco se baseia na filosofia de acção (quanto pior, melhor) pois o caos não é a formação de uma nova ordem, mas a antecâmara de novas minorias de velhos hábitos.

6. Só o aumento em número de homens de corpo inteiro, com a faculdade de apreciar, distinguir o certo do errado numa base de bom-senso, poderá dar início a uma autêntica luta popular.

7. A prática e a boa experiência são atributos da doutrina cooperativa e uma mais valia para a real luta popular.

Nau

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nº . 600 - Prelo Real


1. Como sucessos editoriais do mês transacto, consta da lista do semanário "Expresso" a resenha que ora apresentamos.

2. "Madrugada Suja", Clube do Autor, de Miguel Sousa Tavares, não é apenas uma noite de alcool de estudantes, mas um pesadelo que vai marcar o percurso de vida dos seus intervenientes.

3. "É Linda a Puta da Vida", Porto Editora, de Miguel Esteves Cardoso, continua na linha de chocar o eventual leitor através da crueza das palavras, com muita perspicácia e, sobretudo, bom humor.

4. "Diário de Um Banana", editor Booksmile, de Jeff Kinney, romance com ilustrações do autor, tendo por alvo os jovens, oferecendo-lhes um heroi pouco provável, mas aliciante.

5. "Em Nome do Pai", editora Lua de Papel, romance de estreia de Nuno Lobo Antunes, é obra de ficção do pediatra do Hospital de Santa Maria, aliando textos bíblicos com problemas dos nossos dias.

6. "O Palácio da Meia Noite", editora Planeta, de Carlos Ruiz Zafón, segundo livro da triologia da Neblina, êxito editorial até na vizinha Espanha - 200 mil exemplares.

7. "Segredos de Compostela", Porto Editora, de Alberto S. Santos, dúvidas acerca de quem estará sepultado no túmulo em questão, reconstruindo a história de Santiago.

Nau

terça-feira, 9 de julho de 2013

Nº. 599 - GRANCOOP/ESJ/NEWSCOOP


1. Neste apontamento deveria citar exemplos de cooperativas portuguesas - GRANCOOP (escola de condução), ESJ (escoça de jornalismo), NEWSCOOP e outras da área do ensino.

2. Porém, os nossos computadores estão a ser atacados por virus que fazem perder tempo e dificultam a coordenação dos trabalhos.

3. Segundoparece, não são os homens do barreto frígio que capricham em tais actividades, pois esses poderão ser um tanto ou quanto infantis, mas não exageremos as suas menoridades.

4. Logo, é do campo supostamente monárquico que partem tais aleivosias porquanto, na falta de argumentos, tais correligionários exprimem-se dando os coices habituais.

5. Sem dúvida que a culpa é nossa pois não incluimos aqui imagens de santos em profusão; não procuramos protecções divinas e/ou temporais; não andamos a bajular os grandes logo criticando-os por dá cá aquela palha e outras razões da mesma jaez.

6. Como temos muitas vezes sublinhado, no movimento (e na mesma unidade cooperativa) liberais, sociais democratas, democratas cristãos, socialistas e outros da mesma família - tudo e todos que queiram cooperar para o mesmo fim - são indispensáveis para a persecussão do bem comum.

7. A Fé (do mesmo credo, claro!), a Pátria, a História, etc., encontram-se reservados para aqueles que muito amam o próximo e pouco trabalham para uma simples aproximação e/ou convergência.

Na

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Nº 598 - Doutrina Cooperativa


1. A doutrina cooperativista é uma boa alternativa política e económica ao capitalismo.

2. Eliminando tanto a entidad patronal como o mero intermediário, a unidade cooperativa é gerida democraticamente pelos seus associados e sustentada financeiramente pelos mesmos.

3. Sem a persecussão doentia do lucro, a cooperativa funciona simultaneamente como um laboratório e banco de projectos, apenas orientada para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus membros.

4. Basicamente, a cooperativa combina a capacidade de gestão, empreendorismo e dinâmica laboral dos seus associados, na produção de bens essenciais ou serviços, disciplinando a cooperação, isto é, o trabalho comum, para o mesmo fim.

5. Embora podendo actuar em vários sectores, as cooperativas normalmente especializam-se na produçaõ (cooperativas de produção), no consumo (cooperativas de consumo) e no crédito (cooperativas de crédito).

6. Dentro daquelas três áreas, as cooperativas poderão espraiar as suas actividades na agricultura, no artesanato, no ensino (básico, secundário e superior), na produção industrial e em outras coisas mais.

7. A unidade cooperativa só é possível pela vontade e determinação dos seus associados - do céu só cai o maná e este beneficia apenas as minorias de sempre: possidentes e políticos.

Nau

domingo, 7 de julho de 2013

Nº. 597 - Portal da Cidadonia


1. Sem dúvida que o direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade.

2. Logo, será um tanto ou quanto abusivo definir cidadão como aquele que desfrui de todos os direitos e deveres políticos concedidos pelo Estado.

3. O nascituro poucas hipóteses tem de entender as tais normas obrigatórias com as quais será confrontado, anos mais tarde, após ter nascido, sem garantia de razoável aprofundamento.

4. Claro que o Estado é a Comunidade politicamente organizada, mas este nada concede, apenas guarda as tais normas obrigatórias acima mencionadas.

5. Dado que o direito é uma ciência demasiado complexa, pontualmente é exigida uma interpretação legal, demonstrando ser o direito um claro embuste ao serviço dos possidentes.

6. Afirmar que cidadão é aquele no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, sem claramente o designar como súbdito da minoria que o governa, é um abuso.

7. Aqui a preferência é dada a súbdito do Rei, por este ser o garante da democracia, obviando disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

sábado, 6 de julho de 2013

Nº. 596 - Psyche


1. Formar juizo por conjectura, mesmo com base em premissas vagas, é um exercício interessante para o arrumar de ideias.

2. Que as conjecturas tenham lugar, de preferência, no fim de semana, é natural, por razões de disponibilidade, quando as pressões sociais e profissionais são menos contundentes.

3. Neste arrumar de ideias, algumas tornam-se mais atraentes do que outras, por razões intelectuais ou emocionais, posto que todas passem pelo crivo impiedoso da consciência, desnudando preconceitos com colheradas de bom-senso.

4. Tomar partido, isto é, decidir-se a favor ou contra algo - eventualmente assumindo uma atitude de indiferença - são reacções possíveis no dia a dia, quando as opções se apresentam.

5. Negar o fundamento partidário é esforçar-se por tapar o Sol com a peneira, pois uns apostam no empreendorismo privado; outros na burocratização do Estado; ainda há aqueles que aguardam a intervenção divina para a solução dos problemas comuns.

6. Os cooperativistas não são a favor do monopartidarismo ou do multipartidarismo, nem tão pouco do fideísmo de alguns, pois na realização de projectos de interesse comum o que impera é o diálogo e o consenso.

7. Logo, o consenso dá azo a que a figura do Rei seja o garante da democracia, por obviar disputas partidárias no topo da instituição política; o diálogo facilita a realização de projectos de interesse comum - tanto na unidade cooperativa como na comuna onde a mesma se encontra intinsecamente ligada.

Nau

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nº. 595 - Fim de Semana 27


1. Sem dúvida que a mente humana poderá existir sem o conhecimento adquirido pela consciência. Será vida o modo de existir?

2. A diferença - aparente ou real - poderá ser um esquema para guardar uma certa paz de espírito, mas será esta possível num mundo em que o apelo consumista quase que nos avassala?.

3. Claro que a desejável democracia se realiza através de consensos, porquanto o ardiloso plano do voto aliado à ideia do Estado de direito apenas serve os possidentes. Quando ultrapassaremos o Cabo da Boa Esperança?.

4. Para enfrentar o flagelo do desemprego cruzamos os braços ou ensaiamos velhos e/ou novos projectos. E porque não as cooperativas de profissionais?

5. Será que precisamos de grandes chefes no presente, iguais àqueles que Ernesto Castro Leal e José Pedro Zuquete coligiram no recente livro "Grandes Chefes da História de Portugal"?

6. A luta popular sem objectivos definidos é mero desgaste de energias. Quantas greves e sacrifícios resultantes destas serão necessários para racionalmente enfrentarmos os nossos (repito, nossos) problemas.

7. Chego ao fim da semana 27 cheio de interrogações, mas não tenho qualquer dúvida que é tempo de agir, não de contemplar.

Nau

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Nº. 594 - Luta Popular


1. Vamos lá pôr as coisas em pratos limpos. Lutar significa esforçar-se, isto é, mobilizar as suas energias - físicas, intelectuais, morais, etc. - para atingir algum fim.

2. Se essa moblização de forças tiver por objecto o bem comum, isto é, a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de toda gente, sem dúvida que tal mobilização ganha foro de aura popular.

3. Logo, a luta popular obriga todo o mundo a cooperar, sem atender ao credo religioso, à doutrina política, aos interesses particulares porquanto, só com a mobilização de todos, é possível sustentar o bem comum.

4. Amoral, isto é, sem entendimento e consciência do que se passa a seu redor - alheios aos esforços dos seus pares ou acaçapados à lassitude daqueles que só evocam direitos e olvidam obrigações elementares - não é possível qualquer tipo de diálogo.

5. Dialogar será discorrer com alguém acerca de matérias de interesse comum, ultrapassando questões partidárias que apenas multiplicam confrontos e "diálogos" de surdos.

6. Evito visitar certos espaços na Internet que se anunciam como monárquicos mas no fundo apenas vendem imagens de santos, numa profusão de ícones que lembram certas irmandades onde o fideísmo é imposto, alardeando democracias.

7. O cooperativismo cultiva o diálogo sem preconceitos; o consenso na realização de projectos; a obrigação de actuar em conjunto e para o mesmo fim, sem a persecussão doentia do lucro ou a evocação de direitos espúrios.

Nau

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Nº. 593 - Prelo Real: "Grandes Chefes..."


1. Segundo Duarte Branquinho, "Grandes Chefes da História de Portugal", Texto Editora, 'é um trabalho de mérito que abre novos caminhos na investigação histórica do nosso país'.

2. Foi esta obra coordenada por Ernesto Castro Leal, professor e investigador de História Contemporânea na Faculdade de Letras de Lisboa, e José Pedro Zuquete, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

3. Recomendada por Duarte Branquinho, "Grandes Chefes da História de Portugal" traz-nos uma perspectiva nova, trabalhada por diversos académicos, numa abordagem diferente, de importantes figuras da nossa história.

4. Confesso ter apenas manuseado o livro por curiosidade, isto é, sem o ler devidamente, porquanto a pressão é grande e vários livros estão há muito empilhados na minha mesa de trabalho aguardando o momento certo.

5. Porém, o título desta obra é controverso, desagradável para a minha pessoa, por dar relevo a homens investidos em autoridade para a condução de outros indivíduos que, não sendo eu marxista, me aborrece por não corresponder à realidade comezinha.

6. Benedetto Croce afirmou: "Toda a verdadeira história é história contemporânea, isto é, do presente" pelo que o recurso à memória dos chefes do passado parece mera evocação de chefes redentores para solucionar problemas do presente.

7. O parecer de Duarte Branquinho vai noutro sentido. Não há dúvida que tenho de arrajar tempo para ler "Grandes Chefes da História de Portugal".

Nau

terça-feira, 2 de julho de 2013

Nº. 592 - Cooperativa de profissionais


1. No Brasil, as cooperativas de serviços são uma resposta empresarial muito respeitada.

2. Através destas, qualquer empresa poderá obter apoio na organização e gestão das suas actividades.

3. Problemas de transportes e armazenagem de produtos são resolvidos por profissionais, através de um simples contacto telefónico.

4. Frequentemente, as actividades financeiras e de seguros requerem um aconselhamento qualificado, pelo que o contacto com as cooperativas especializadas no sector é muito importante.

5. Urgentes reparações - instalações, equipamentos críticos, desisnfestações, etc. - poderão ter a resposta adequada por técnicos desses sectores.

6. Quer as deslocações e programas de viagens, suporte, assistência ou mero acompanhamento de pessoas incapacitadas ou dependentes, conseguem uma resposta eficaz de tais cooperativas.

7. O desemprego é um flagelo social, mas a resposta cooperativa poderá ser um estimável recurso.

Nau

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nº. 591 - Doutrina Cooperativa


1. O sufrágio será o recurso para a verificação da superioridade numérica de uma proposta cívica em relação a outra ou outras da mesma jaez.

2. Embora alguns sufragistas estejam convencidos que o voto popular, na hora optativa, concede o poder divino à função sufragista, certo é que tanto o votante criterioso, como o inane votante, assumem apenas o valor estatístico.

3. O voto é suposto expressar a opinião do cidadão em matéria de interesse comum, porém este é motivado por interesses pessoais - mormente sentimentos egoístas que o incentivam a procurar o que lhe é mais útil, mais agradável - ou por demagogos que estimulam as mais elementares paixões.

4. Todos os instrumentos são úteis para uma determinada função, exemplo: a alavanca simples tanto serve para, com adequado fulcro, levantar cargas, como para persuadir um renitente sufragista, sendo o elemento fulcral, no caso vertente, dispensável.

5. Voltamos à vaca fria. O voto é o instrumento de recurso, normalmente endeusado por aqueles que menos praticam a democracia, quer no suporte a ditadores de carreira, quer no culto de minorias que alimentam a alternância partidária.

6. A democracia desejável realiza-se através de consensos, sem olhar às cores políticas de cada um , mas tendo como objectivo projectos de interesse comum, tal como é a prática coopeerativa.

7. A doutrina cooperativa atenua toda a espécie de clubismo, pondo em causa tanto a partidocracia, como os regimenes monopartidários.

Nau