quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Nº. 324 - Monarquia Instaurada, VII
1. Erradicando progressivamente as tradições autóctones, a burguesia possidentária impôs no Novo Mundo o Presidente da República na capacidade de primeiro-ministro, funcionando a administração pública como mero executivo.
2. A França, macaqueando as instituições políticas estadunidenses, elege um primeiro-ministro sob a designação de Presidente da República, mantendo um executivo amestrado para arcar com os desaires que os eventuais desequilíbrios presidenciais originem.
3. Mais democráticas são as instituições políticas britânicas pois aí o primeiro-ministro é eleito pelo povo e o Rei, hereditário e vitalício, actua como provedor da grande comunidade, obstando que uma figura espúria (o Presidente da República) vicie o jogo democrático, apoiando ou contrariando a maioria apurada no parlamento.
4. Logo, para resolver definitivamente o assunto, foi instaurada a Monarquia em Portugal e chamado para primeiro-ministro Garcia Pereira (que um referendum popular rectificará como tal) com a missão de acabar com o regabofe orçamental e introduzir as reformas estruturais há nuito almejadas.
5. Estou convencido que Garcia Pereira, como primeiro-ministro, será a medida mais credível para a restruturação do Estado, o combate à corrupção impante, a disciplina e real fiscalização do sector bancário, bem como a dinamização do empreendorismo com preocupações sociais.
6. A Família Real (Rei, Rainha, Principe Real) terá um custo inferior à herdade Casa da Presidência da República (Eanes, Mario Soares, Sampaio, Cavaco...) e consolidará a instaurada Monarquia, caracterizada pelo comunalismo e pelo enrobustecimento do espírito cooperativista.
7. Claro que o tempo urge, pois as greves, as indignações e o avolumar da crise continuam. Resta aguardar um pouco de bom-senso e... realismo.
Nau
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