domingo, 9 de setembro de 2012

Nº. 307 - Centenário da Vergonha


1. Acabei de ler um apontamento de Rui Barandas e comentários de Francisco Luiz, no "Monarquicos Portugueses Unidos", acerca do centenário da República.

2. Salienta Rui Barandas: "António José de Almeida perguntava se 300 mil republicanos chegavam para meter na ordem 5 milhões de portugueses. Era uma boa e optimista pergunta, até porque, na melhor das hipóteses, os republicanos não passavam dos 100 mil".

3. Um pouco mais à frente, o autor do referido apontamento chama a atenção para uma outra faceta do fundador do Partido Democrático, o extremista Afonso Costa, que "não reconhecia direitos a ninguém que não pertencesse à facção radical do republicanismo".

4. Bom não esquecer a actuação da tenebrosa polícia política republicana (Formiga Branca) que teve o seu ponto alto a 19 de Outubro de 1921 com o assassínio de António Granjo, José da Maia, Machado Santos e muitos outros, na chamada 'Noite Sangrenta'.

5. Acerca de Machado Santos - que assentara arraiais no topo da Avenida da Liberdade passando atestados de comportamento revolucionário a quem lhos solicitasse - Ramalho Ortigão deu meritório relevo em memória dos 2000 sobreviventes dos 200 que estiveram com "O herói da Rotunda".

6. Francisco Luiz corrobora tal facto lembrando que "Machado Santos, único oficial (da Marinha) no terreno que, em conjunto com uma meia dúzia de sargentos e alguns praças (enfrentaram as forças da ordem) foi cruelmente assassinado a mando dos poltrões republicanos".

7. Sempre que os movimentos cívicos se esbatem (expl.: o cooperativismo) permitindo que demagogos os liderem, medram os oportunistas e a maioria sofre com a insassatez partidária.

Nau

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