quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Nº. 311 - Prioridades, II


1. Cheio de lugares comuns, o último apontamento tinha como objectivo o dilema: República ou Monarquia, porquê?

2. O que vigora em Portugal é a partidocracia e, embora as facções políticas sejam indispensáveis num regimen democrático, estas apenas existem como a quinta do chefe de ocasião.

3. Assim, o candidato melhor posicionado em cada partido assume a chefia ocasional no tentame da conquista das cadeiras do poder, decidindo quem fica ou quem sai do seu lado, segundo a subserviência demonstrada.

4. Nas modernas democracias da Europa ocidental o esquema é o mesmo, mas o papel da sociedade civil (mais enrobustecido) atenua os exageros partidocráticos que, por seu lado, se vão perigosamente submetendo aos interesses corporativos e/ou monopolistas.

5. Logo, o importante é cultivar o espírito associativo, mas em pequenas unidades que se articulam para a defesa e satisfação das necessidades e aspirações dos seus associados - económicas, sociais e culturais - fomentando a emergência de cidadãos mais criteriosos.

6. O centralismo oligárquico de tendência tecnocrática, isto é, despersonalizado e embrutecido, já não tem cor política - é apenas republicano e individualista, acintosamente divorciado das tradições e do colectivo.

7. Esta é a razão pela qual o comunalismo deverá ser acarinhado, sendo a unidade cooperativa uma boa ferramenta para o efeito desejado e a via mais racional para tornar óbvio o regresso do Rei.

Nau

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