domingo, 23 de setembro de 2012
Nº. 321 - Monarquia Instaurada, IV
1. Sendo um político com uma óptima formação e muito calo nas lides partidárias, sou levado a presumir que Garcia Pereira, como primeiro-ministro, escolheria os melhores técnicos para as diferentes pastas, exortando a população em geral para que se associe na defesa dos seus interesses comuns.
2. Não é uma questão de maior ou menor simpatia pelo político em causa; apenas a intuição que tal primeiro-ministro actuaria, essencialmente, com bom-senso, não para a promoção de afilhados, mas segundo as linhas mestras da doutrina política que tem sempre defendido.
3. Olhando para a República Popular da China dos nossos dias verificamos que, para lá da luta política realizada nos bastidores, o rumo traçado tem sido o do progresso e do desenvolvimento tecnológico, numa linha mais pragmática (digamos maoista) do que marxista; pouco leninista embora nitidamente imperialista.
4. A China foi um sorvedouro de tecnologias e um mercado de mão de obra barata que a Europa (e não só) utilizou para ter acesso a produtos de qualidade razoável e preços moderados, o que permitiu que impostos sobre o consumo fossem suficientes para suportar o regabofe que se tem vivido.
5. O despertar da China obriga a que os seus dirigentes procurem angariar matérias-primas e combustíveis por tudo que é sítio, a fim de alimentar a sua linha de produção que já dá sinais de nervosismo no ensaio de pequenos conflitos que irão endurecendo de tom e agressividade nos próximos capítulos.
6. Claro que o problema português é outro. Sempre nos escudámos com o poder britânico - embora a vassalagem intelectual fosse constante para os lados da gália - mas hoje a britânia, apoiada na antiga colónia norte-americana e estendendo os braços para o que resta do império, vai sobrevivendo.
7. Entretanto, aguardemos o próximo apontamento.
Nau
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