sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nº. 312 - Prioridades, III


1. A maioria dos monárquicos está convencida de que a simples mudança da instituição política em Portugal resolverá os endémicos problemas que afligem a população, embora nada faça para comprovar tal hipótese.

2. Outros correlegionários da mesma opção política cuidam que, com fé e água benta, convencerão os adversários políticos, os cépticos, os agnósticos e os fideístas de outras seitas religiosas a comungar das suas ideias, prosseguindo no tradicional esquema de missas sufragadas e pouco mais.

3. A juventude realista faz jus à sua índole pouco convencional, dando 'Vivas ao Rei' e, "neutra como um rapaz" - como dizia Miguel Torga - "fuma, come e bebe, não sabendo o que faz".

4. Mudar é imperioso - nomeadamente de atitude - porquanto a instituição política vigente é o espelho do desvario reinante: todo o mundo quer felicidade, isto é, prazer, liberdade, boa saúde, bens materiais, etc. e ninguém aceita pagar para tal.

5. Sem dúvida que a fé suplanta a razão - particularmente quando desta se faz pouco uso - mas com os exemplos que vêm do mundo islâmico será mais curial a paz e a felicidade na Terra real do que no hipotético Alem.

6. Resta um apelo à audaciosa juventude: sejam felizes, mas trabalhem, concertadamente, para esse fim tendo por objectivo - não os republicanos preconceituosos - apenas o bem-estar da comunidade, a preocupação de consensos alargados, o cumprimento dos deveres e o respeito, isto é, ser justo para com o próximo.

7. Não há dúvida: um forte movimento cívico, aliado a uma boa experiência cooperativista/comunalista, acabará por possibilitar o definitivo regresso do Rei.

Nau

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