segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Nº. 322 - Monarquia Instaurada, V
1. Sejamos coerentes. Desperdiçar dinheiro com gentalha que nada quer fazer, é imoral.
2. No entanto, somos um pequeno país que, no parlamento, tem o dobro - direi mesmo, o triplo - de deputados que países com dimensões continentais jamais alimentaram.
3. Sejamos coerentes. Afirmamo-nos democratas - pretendendo ter uma palavra acerca dos assuntos comuns - e limitamo-nos a delegar os nossos interesses em alguém que totalmente desconhecemos é, no mínimo, ilusão cultivada.
4. No entanto, bom é estar atento aos ímpetos oligopólicos de uns (negócios de armas, de especulações obscuras, de branqueamento de capitais, de florescente comércio de drogas, etc.), bem como daqueles que, na artimanha de normas tortuosas, alimentam a burocracia que lhes é totalmente favorável.
5. Sejamos coerentes. Se a unidade de produção funciona, eficientemente, com 10 trabalhadores motivados, para quê envolver 100 quando eventualmente 90 poderão ser mantidos sem nada fazer; se os oligopolistas e burocratas pretendem controlar as comunidades, porque não organizar uma defesa comum em pequenas unidades cooperativas.
6. No entanto, os consórcios entendem-se e impõem as suas regras às oligarquias que, democraticamente, foram eleitas; qualquer projecto requer, normalmente, meia dúzia de pareceres - um pequeno lar de idosos leva 7 anos para obter o respectivo licenciamento; um hotel mais de 10 anos.
7. Sejamos coerentes. A corrupção só poderá ser contida por uma cidadania activa; a cidadania só poderá ser melhorada por uma participação activa dos cidadãos; o real comunalismo só poderá ser activamente eficaz através de pequenas associações vocacionadas para responder às necessidades - económicas, sociais e culturais - dos cidadãos activamente criteriosos.
Nau
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