domingo, 16 de setembro de 2012
Nº. 314 - Indignidade
1. Acabei de ler um apontamento de Filipe Manuel Dias Neto, no "Movimento de Unidade Monárquica", que exprime a indignação do momento.
2. Se bem me lembro, já tivera a oportunidade de ler alguns textos do mesmo autor acerca dos quais manifestei o meu desagrado pela leviandade dos argumentos, bem como dos esquemas apresentados.
3. Face a uma diferença qualitativa tão grande, sou levado a concluir que uma maior experiência de vida lhe permitiu emendar a mão ou antes lhe abriu a alma para os problemas que afligem a comunidade portuguesa.
4. Porém, não basta indignar-se perante o desvario que se verifica na condução dos negócios públicos e a falta de credibilidade dos políticos que - tanto no governo, como no parlamento - são de uma infantilidade confrangedora.
5. Tudo de mau é possível quando uma sociedade civil, inerme e pouco actuante, toma a albarda de burro e a respectiva carga sem um zurro- embora teimosa e resingona - pronta a arcar com as asneiras de uma administração ineficaz e pantagruélica.
6. Numa democracia, os partidos políticos são indispensáveis, mas quando os seus dirigentes apenas se preocupam em trepar para as cadeiras do mando e satisfazer as suas clientelas o resultado está à vista.
7. Caro Filipe Manuel Dias Neto, dê mais um passo em frente, não para redimir políticos ou iniciar cruzadas irrisórias, mas para criar unidades dialogantes e empreendedoras - o comunalismo pela via cooperativista é uma boa hipótese.
Nau
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