quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Nº. 310 - Prioridades, I


1. Sem dúvida que o problema das finanças públicas em Portugal é devido à fraca qualidade da democracia existente.

2. Preocupados em manter as rédeas governativas, os dirigentes políticos tudo prometem nas vésperas dos actos eleitorais, reforçando a distribuição de sinecuras por parentes e afilhados.

3. A engenharia financeira,isto é, a redução artificial do défice e da dívida pública através de receitas extraordinárias obriga, a certa altura, ao aumento de impostos e/ou à redução das despesas administrativas.

4. Sendo aquelas duas hipóteses logicamente impopulares, os governantes vão-se socorrendo do endividamento externo, embora os credores aumentem as taxas de juro pelo alegado risco de não pagamento.

5. Claro está, quando as grandes economias mundiais têm uma ligeira dores de cabeça, Portugal arde já em febre, delirando a maioria dos dirigentes políticos, bem como os seus apaniguados.

6. O papel da sociedade civil dos nossos dias é irrelevante, actuando a comunicação social como caixas de ressonância dos dirigentes dos partidos, bem como dos interesses privados.

7. Logo, como é possível falar da mudança de regimen político, isto é, mudar a Chefia de Estado a prazo para vitalício, sem pôr cobro aos vícios existentes?.

Nau

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