segunda-feira, 30 de julho de 2012
Nº. 267 - "Valores republicanos", II
1. O último apontamento sublinhava a estratégia dos apaniguados republicanos em associar o regimen político República à coisa comum, i.e., res publica.
2. Sem dúvida que o cordão umbilical dos apaniguados republicanos portugueses continua ligado à Revolução Francesa, confirmando a menoridade dos nossos doutrinadores que fazem opções políticas de acordo com a moda de Paris, de França.
3. De facto, em França, há muito que os apaniguados republicanos conseguiram associar a instituição política da sua opção às liberdades, à democracia, à coisa pública (res publica), pela homofonia compreensível só pelos mais atentos.
4. Os cooperativistas monárquicos aqui defendem abertamente o comunalismo, sinónimo de res publica, na linha da tradição lusa, sem preocupações de originalidades e/ou macaqueação do que se faz lá fora - apenas a precisão de conceitos.
5. Todo o mundo tem presente que Nobreza não é sinónimo de Aristocracia até porque as funções administrativas ligadas à organização castreja há muito que desapareceram, restando apenas uma classse possidentária que, pelos cabedais acumulados, dá lustro às suas tamanquinhas.
6. No rodar dos séculos, não há família portuguesa que não tenha fidalgos e plebeus na sua ascendência e, embora os mais radicais neguem - por geitão habitual ou despeito - todos nós herdamos o nome dos nossos progenitores e tradições comuns.
7. O que distingue Monarquia da República é apenas a chefia do Estado - hereditária e vitalícia na primeira instituição política; sectária e a prazo na segunda - qualquer delas, fatalmente, recaindo em filhos de algo, apartidário na versão monárquica; sectário no mero sucedâneo republicano.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário