sexta-feira, 13 de julho de 2012

Nº. 250 - Ser Monárquico, I


1. Ser monárquico, aliás, afirmar-se monárquico seria um acto  de lucidez, de coragem e de assunção de responsabilidade.

2. Lucidez, porquanto ao ponderar o dilema Monarquia vs República com bom senso, tal qual deve ser, a conclusão lógica é a opção monárquica.

3. Coragem, visto que, ao tornar pública a decisão assumida será confrontado por uma corrente céptica ou, pior ainda, anti-monárquica, reflexo das campanhas insidiosas feitas pelos doutrinadores do bacalhau a pataco.

4. Responsabilidade, pois toma sobre si o compromisso de pugnar pelo bem-estar comum, per dire il vero, ciente dos direitos e deveres do bom cidadão.

5. Afirmar-se monárquico a preceito, i.e., aduzindo razões que, através do raciocínio lógico, poderão levar à conclusão assumida, é indeclinável.

6. Grande parte daqueles que se apresentam como monárquicos são meros aristocretinos, marialvistas, ultramontanos e obscurantistas - estes são alguns dos adjectivos que os republicanos mais adoram.

7. Ao individualismo republicano, i.e., propensão para actuar como independente e não de acordo com a colectividade, opõe-se o comunalismo tradicional luso, expresso no cooperativismo monárquico.

Nau

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