terça-feira, 17 de julho de 2012

Nº. 254 - Ser Monárquico, V


1. A maioria da população lusa não se interessa pela política, apenas reagindo contra os profissionais desta quando se sente prejudicada pelos excessos cometidos pelos governantes.

2. Uma minoria da referida população supõe ser monárquica: por razões sentimentais; por vontade de mudança; por opção deliberada. Outro tanto se afirma republicana ora por apego anti-monárquico, ora por mero preconceito.

3. No entanto, quando o cidadão comum é confrontado pelo dilema Monarquia/República, naturalmente, opta pela segunda hipótese, embora confessando uma certa simpatia pela primeira e desconhecimento das diferenças entre aqueles dois sistemas políticos.

4. De facto, Monarquia pressupõe espectáculo - aclamação e entronização do Rei; abertura das Cortes; casamentos e baptizados de Príncepes, etc. - que a República pretende imitar com paradas militares; o pavoneamento de fardas vistosas, bem como a atribuição de medalhas honoríficas e a imposição de Ordens Militares, etc..

5. Talvez a profusão de instituições republicanas por esse mundo fora seja a razão principal da opção assumida  pela maioria amorfa da população lusa que ainda não se apercebeu que República não é sinónimo de Democracia, mas de oligarquias manipuladoras de interesses particulares.

6. Sem dúvida que a Monarquia - para além de obviar disputas partidárias no topo da comunidade - também poderá cair nas malhas de uma burguesia possidente, pelo que a vinda do Rei deverá ser precedida por uma reforma de atitudes e, sobretudo, de mentalidades.

7. Contra o liberalismo especulativo e o socialismo burocratizante ergue-se o comunalismo tradicional luso, pela via excelente do associativismo, i.e., o cooperativismo de inspiração monárquica.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário