domingo, 22 de julho de 2012
Nº. 259 - A Pedra Angular, II
1. Comecemos por tentar definir o conceito de república no sentido etimológico de bem comum (res publica) e do regimen político que tem por soberano um chefe a prazo.
2. No sentido de res publica, significa forma de governo em que o povo exerce a soberania, directamente ou por intermédio de delegados por si eleitos, sendo tal prática vulgarmente designada por democracia.
3. Como regimen político, a República apresenta-se como a alternativa possível à Monarquia por, aos contrário desta, não considerar o princípio hereditário e vitalício como uma mais valia.
4. O apaniguado coerente da República é individualista - uma pessoa, um voto - sem ter em conta a capacidade ou a qualidade de cada um, sempre na propensão de actuar como independente e não de acordo com a colectividade.
5. A aptidão de cada um - natural ou adquirida - assim como a maneira de ser dos mais são de múltiplas e variadas facetas, bem como diferentes recursos, pelo que a igualdade perante a lei é um artifício e absurdo incontrovero.
6. O voto, sobrevalorizado pelos doutrinadores republicanos, é instrumento tanto para o cidadão criterioso, como para o comum dos mortais. Manipulável por natureza de interesses obscuros, vence pela expressão numérica, arredando-se angelicamente de qualquer consenso.
7. O Presidente da República poderá ser imposto pela força das circunstâncias ou eleito a prazo, sempre numa dinâmica corruptora ao pretender ser juiz em causa própria.
Nau
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