terça-feira, 3 de julho de 2012
Nº. 233 - Os Bons Monárquicos
1. Bons monárquicos são difíceis de encontrar porquanto a maioria anda equivocada e, à semelhança dos republicanos, não sabe o que verdadeiramente quer.
2. Antes de mais, convém explicar o que se entende por um bom monárquico, visto que tal particularidade é distinta do carácter de cada um, nada tendo a ver com aspectos morais, de índole, génio, feitio ou inteligência da pessoa.
3. Monárquico será aquele que é partidário da Monarquia, tal como portista (falando estritamente de futebol) será o adepto do F.C.Porto, por razões afectivas - prazer, alegria, satisfação, etc. - inculcadas pelo ambiente familiar, grupos de amigos ou impressões agradáveis então havidas.
4. Porém, todos nós - independentemente dos graus de instrução, nível económico ou cultura propriamente dita - temos emoções, bem assim detectadas em seres tidos como irracionais. No entanto, certas emoções estão ligadas a princípios e juizos complexos, sendo nessa acepção que se distingue a emoção.
5. O bom monárquico será aquele que tem consciência da opção assumida - o tal sentimento elaborado - por ventura devido a maior sensibilidade aos problemas sociais, isto é, percepção da sua existência como indivíduo ciente dos deveres, direitos civis e políticos na comunidade - elemento do colectivo.
6. A doutrina monárquica não é credo religioso, nem tão pouco revivalismo de um passado mítico, pois assenta na realidade comezinha da figura do Rei obviar disputas sectárias no topo da comunidade, deixando estas para forum próprio, i.e., a Casa da Democracia.
7. Por outro lado, o nosso Rei - nosso por se identificar com Portugal à semelhança da bandeira e do hino - regressará ao topo da instituição política logo que os portugueses se apercebam que apenas o espírito associativo (cooperativista/comunalista) poderá enfrentar, quer o capitalismo liberal (mercados desregulados), quer o capitalismo estatal (mercados burocratizados).
Nau
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