sábado, 14 de julho de 2012
Nº. 251 - Ser Monárquico, II
1. Fui confrontado por um republicano que questionava a razão do Chefe de Estado ser hereditário no regimen monárquico.
2. Retorqui que não seria uma questão de racionalidade mas de critério funcional porquanto a figura do Rei obvia disputas sectárias no topo da comunidade.
3. Insistiu o meu opositor que não era democrático alguém assumir-se como o soberano dos mais, sem ter sido meramente sufragado para o efeito.
4. Lembrei ao meu interlocutor que democracia significa governo e administração do povo, cabendo ao Rei a responsabilidade de assegurar consensos entre as diferentes correntes partidárias, estas essenciais num regimen democrático.
5. Acrescentei que um Chefe de Estado de génese partidária apenas serviria para apoiar ou contrariar a maioria verificada no forum democrático, sendo esta uma das razões que fundamenta a Monarquia.
6. Por outro lado, a inflamação aguda do apêndice ileocecal é, normalmente, resolvida pela intervenção de um cirúrgião que, não sendo muito agradável para o paciente, desempenha as funções pretendidas.
7. A alternativa seria o sorteio das funções de Chefe de Estado que, um pouco melhor do que a solução republicana, não evitaria recair num opositor ou apoiante da maioria apurada no parlamento.
Nau
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