sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nº. 236 - Cooperativismo Monárquico, II


1. Tanto o liberalismo, como o socialismo propõem a liberdade do homem em todas as situações históricas, considerando o indivíduo como o fundamento e o objectivo das relações na comunidade.

2. Embora o adjectivo social leve a pressupor uma maior preocupação quanto aos problemas económicos e políticos comuns - evocado à exaustão quer por liberais, quer por socialistas - a atitude da maioria continua basicamente egocêntrica.

3. Assim, República é definida como sistema de constituição e organização política em que o governo é exercido por indivíuos eleitos pelo povo, por tempo limitado, método extensível à nomeação do Presidente da República.

4. Nesta definição procura-se identificar República com Democracia embora a República apenas sugira a hipótese de qualquer indivíduo pode ser eleito para as funções de Chefe de Estado a prazo que, em termos comezinhos, será como um euromilhões sem prémios de consolação.

5. Porquê o proliferar das instituições republicanas? Apenas pela desvirtualização do acto eleitoral, vicioso e anti-democrático na nomeação do Presidente da República, pois o acto de liberdade, a afirmação de pura cidadania nada diz ao comum dos mortais, sendo mera novidade pela primeira vez; uma maçada para o repetente.

6. O cilindrar de hábitos ou usanças transmitidas de geração em geração, tal como se verificou no Novo Mundo; o traçar de fronteiras sem atender a etnias, grupos linguísticos e práticas religiosas ainda há pouco verificadas em África; os interesses do neo-colonialismo das potências tecnicamente mais desenvolvidas - tudo isso tem o recurso continuado à República.

7. Os monárquicos são comunalistas - não individualistas - e estão determinados em alijar a ganga republicana através do robustecimento da prática cooperativa.

Nau

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