segunda-feira, 16 de julho de 2012
Nº. 253 - Ser Monárquico, IV
1. Ser monárquico não significa estar parado num tempo idílico, regredir, identificar-se com figuras do passado mítico ou refugiar-se em torres de marfim.
2. O bom selvagem era aquele que conseguia sobreviver em ambientes agrestes - às catástrofes naturais, à voracidade das feras, bem como a dos outros bichos homens. Selvagens somos todos nós, mas de bondade relativa.
3. Por vezes o desconhecido, a falta de experiência, o sentido desfigurado das coisas provoca a ânsia de regredir, voltar à idade das fantasias em que os mortos em nada contam - apenas as milagrosas batalhas se evocam com muitos heróis e santos à mistura.
4. Fugindo à crueza do dia a dia, assume-se o carácter de outrém, de preferência campeador façanhudo, herói esforçado, visionário bem sucedido - porquanto a maioria emigrava ou dava com os costados nos tribunais da Santa Inquisição.
5. Sempre que há grandes expectativas e estas vão sendo goradas por falta de mérito ou sucessos negativos, o recurso são as torres de marfim onde certo tipo de monárquicos se aparta deliberadamente, erguendo o dedo acusador aos mais pela falta de iniciativa destes.
6. Longe de toda a realidade política, por mais comezinha que esta seja, angélicos monárquicos estão convencidos que a simples mudança das instituições acabará com a corrupção, tornando os políticos que temos mais esclarecidos e competentes.
7. Volto a repetir: tanto o liberalismo especulativo, como o socialismo burocrático apenas poderão ser contidos por um forte movimento associativo - cooperativismo monárquico, porque não?.
Nau
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