quarta-feira, 4 de julho de 2012
Nº. 234 - Os Bons Monárquicos, II
1. Na falta de dialogantes afoitados, os observadores cooperativistas monárquicos cá do sítio chamaram a atenção para o facto do sentimento místico tradicional não ter sido aventado no último apontamento.
2. De facto, na argumentação republicana vem sempre à baila o misticismo sectário destes, embrulhado em valores sublimes dos interesses da comunidade dos cidadãos; da igualdade perante a lei; do sentimento da liberdade, este já conhecido em terras lusas mesmo antes da Revolução Liberal de 1820.
3. Enfatizar os supostos valores da opção assumida é prática comum de qualquer apaniguado, mas colar-se à divisa da Revolução Francesa - Liberté, Égalité, Fraternité - é de ujm revivalismo patético, redundante e tacanho pois, afora a Liberdade, as outras duas partes da triologia são vantajosamente banidos pela Equidade e Solidariedade dos cooperativistas.
4. Quem tenha o hábito de encher a boca com os "valores republicanos" na defesa da sua opção política, será bom ler o apontamento sagaz de Vasco Pulido Valente quando das celebrações do "5 de Outubro", disponível na Internet, dispensando a leitura dos pobres comentários que lhe foram dedicados.
5. Contestado o misticismo republicano pela macaqueação afrancesada inconsequente, levanta-se a dúvida quanto à existência e validade da mística monárquica que é curial salientar, justificando o sentido prático desta que prima especialmente pela clareza, facilidade e utilidade.
6. A essência da doutrina política monárquica fundamenta-se na figura do Rei, pedra angular do regimen porquanto, sendo ele de génese apartidária, consubstancia todas as correntes políticas da comunidade; a família nuclear; o espírito colectivo; a unidade da riqueza na diferença.
7. A figura do Rei prima pela singela clareza sendo para todos intelegível; pela facilidade de interpenetração e fusão de culturas (bem como de tradições) num tipo comum; pela utilidade transcendental.
Nau
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