domingo, 1 de julho de 2012

Nº. 231 - Portal da Cidadonia


1. Antes de prosseguir nos comentários acerca da última visita guiada a Lisboa, é bom pôr em ordem alguns aspectos doutrinários.

2. O fundamento da Monarquia assenta no conceito da autoridade do Rei, funcionando tal autoridade como o sedimento natural, tendencialmente agregador.

3. Por outro lado, a figura do Rei é muito complexa por integrar três pessoas distitntas - pai, mãe e herdeiro/a - que vindo das brumas do passado, continuam no presente rumo ao futuro.

4. Logo, falar do Rei é ter em mente a Família Real por esta corresponder à ideia peregrina de família nuclear, protótipo da comunidade que é curial perservar como razão da dinâmica acima sublinhada.

5. Todo agregado social subsiste pelo equilíbrio anárquico-autoritário, sendo a figura do Rei o ponto de referência, ao contrário do chefe a prazo que, como mero sucedâneo, os apaniguados nele procuram inculcar atributos monárquicos.

6. Dado que o Presidente da República é fatalmente de génese partidária o equilíbrio anárquico-autoritário é mais periclitante, extravasando para a rua sempre que se verifica o intumescimento do primeiro elemento do referido binário.

7. Dito isto, voltaremos nos próximos apontamentos ao assunto da desagregação da família nuclear e à emergência de uma nova forma de organização política, social e económica.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário